Resenha livro – Histórias Animais...

Amigos, a postagem de hoje traz uma pequena resenha do livro Histórias “Animais” que as Pessoas Contam, que está sendo sorteado atualmente pelo blog Espírita na Net:


Livro: Histórias “Animais” que as Pessoas Contam

Autor: Marcel Benedeti

Editora: Mundo Maior



O que você sabe sobre Animais?


O autor selecionou histórias verídicas de pessoas que o procuraram tentando assimilar acontecimentos relacionados aos seus animaizinhos.


As histórias mostram a nossa relação com os animais, em que somos os personagens coadjuvantes e eles são, os principais. Nelas encontramos exemplos para nos mostrar o quanto precisamos ainda aprender sobre os animais como espíritos e enxergá-los com outros olhos, pois eles são seres que compartilham conosco da jornada evolutiva.


As narrativas nos mostram como algumas atitudes dos animais podem nos servir de modelo para que nós cresçamos espiritualmente, aprendendo com eles lições do cotidiano e nos tornando mais humildes em relação a eles e a nós mesmos.


Veja histórias surpreendentes acontecidas com animais, que ainda chamamos de “irracionais”, consideramos como objetos de consumo ou simplesmente fonte de alimentação.


Assim como nós, os animais possuem uma vida espiritual e são espíritos em evolução. Algumas das narrativas nos levam a pensar a respeito disso.


Baseado na doutrina espírita. Leitura leve, didática e divertida. Leia, aprenda e emocione-se!


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As inscrições finalizam no dia 20/07/2011 (quarta-feira)! Lembrando que será aceita apenas 1 (uma) inscrição por e-mail, bastando preencher o formulário apenas 1 (uma) vez, quem já se inscreveu não precisa se inscrever novamente, inscrições repetidas serão automaticamente excluídas!


Livros “Evangelho da Reencarnação” e “Panelinha de Orações”

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Amigos, a postagem de hoje traz um pequeno resumo do livro “Evangelho da Reencarnação”, que está sendo sorteado atualmente pelo blog:



O livro 'Evangelho da Reencarnação' levanta dados, apontamentos, provando de forma completa as enormes diferenças entre Ressurreição e Reencarnação.


Cada capítulo contem elucidações rápidas e de fácil entendimento para que o leitor consiga compreender esse assunto com exatidão.


O autor João Demetrio Loricchio aprofundou-se em pesquisas, buscando a origem e a causa das distorções, derivando seus apontamentos em literaturas respeitáveis, num trabalho que reveste-se de seriedade que certamente irá enriquecer o conhecimento do leitor.


'Evangelho da Reencarnação' tem a intenção da procura pela verdade e da fé raciocinada.


"Eu vos digo, em verdade, são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas em seu sentido verdadeiro para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos". (Espírito de Verdade).


Leiam uma pequena entrevista com o autor do livro – CLIQUE AQUI.


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Saibam um pouco mais sobre o livrinho infantil “Panelinha de Orações”, que também está sendo sorteado pelo blog - CLIQUE AQUI.


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Livro TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU



Amigos, trago hoje a resenha do maravilhoso livro que está sendo sorteado no momento pelo blog Espírita na Net.


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Livro: “Todos os Animais Merecem o Céu”

Autoria: Marcel Benedeti

Editora: Mundo Maior (Editora da Fundação Espírita André Luiz)



Todos os Animais Merecem o Céu” é uma das obras premiadas no Concurso Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz e sua narrativa conta como é a vida espiritual dos animais.


O livro aborda temas como a eutanásia, a reencarnação dos animais, a vida dos animais na dimensão espiritual e o sofrimento como meio de aprendizado e evolução. Além destes temas, há passagens que contam detalhes do regresso dos animais para o plano espiritual, na ocasião da desencarnação, e detalhes sobre os mecanismos de retorno à dimensão física nos momentos que antecedem o nascimento (reencarnação), incluindo desde a preparação do novo corpo ao parto. Fala ainda sobre a existência de colônias que cuidam dos animais na espiritualidade e comenta sobre os trabalhos das equipes espirituais que se ocupam com eles.


A obra sem dúvida é um marco sobre esse tema, dentro da literatura espírita.


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Há muito a aprender e a descobrir no convívio com os animais, que nos passam muitas lições de humildade, paciência e resignação. Os animais são, realmente, nossos irmãos e não só não estão desamparados pela espiritualidade, como são bem-assistidos. Existem tantos assistentes quantos forem necessários, pois eles merecem tanta atenção quanto nós. (…) Eles são nossos irmãos caçulas, por isso cabe a nós a responsabilidade do bom exemplo.”


Francesco Vita (São Paulo, 15 de Março de 2004)

Trecho da “Apresentação” do livro “Todos os Animais Merecem o Céu”


Livro – Amor, Imbatível Amor

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Amigos, trago hoje a resenha do livro que está sendo sorteado este mês pelo blog Espírita na Net.


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Livro: “Amor, Imbatível Amor”

Autoria: Joanna de Ângelis (Espírito) / Psicografado por Divaldo Pereira Franco

Editora: LEAL (Livraria Espírita Alvorada Editora)



Nono de 12 volumes da série psicológica da autora espiritual, a benfeitora Joanna de Ângelis. Neste livro são abordados temas de profundo interesse para as criaturas. O amor sob várias angulações, desde a visão de Reich, com a sua proposta de prazer, passando pelos modernos psicólogos humanistas e transpessoais, culminando com a visão espírita libertadora e ideal. No gênero, é o mais oportuno e profundo livro apresentado pelo Espiritismo, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco.


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Leiam um texto retirado do livro, já publicado no blog: Amor de Plenitude.



Livro – Em Busca da Fé



Amigos, trago hoje a resenha do livro que está sendo sorteado pelo blog Espírita na Net.


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Livro: “Em Busca da Fé”

Autoria: Isadino José dos Santos

Editora: Mundo Maior (Editora da Fundação Espírita André Luiz)


O livro Em Busca da Fé explica as diferentes formas de se ter fé e de como cada qual funciona, tais elas como a fé inata, a raciocinada e a cega. Traz ainda explicações sucintas sobre as doenças físicas e espirituais. Aborda também temas como eutanásia, aborto, pena de morte e reencarnação. O autor de forma simples e clara nos mostra, com exemplos básicos, histórias e curtas fábulas para que todos entendam a importância de ser ter fé e do poder que a mesma exerce sobre os seres humanos.


Você já parou para pensar sobre a fé?
Você sabe o que é ter fé?
Você realmente tem fé?


Obtenha as respostas destas e de outras perguntas.

Em Busca da Fé” – Acredite.


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Leia os textos sobre o tema FÉ do Blog Espírita na Net – CLIQUE AQUI.


Livro dos Espíritos - 153 Anos


Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada a 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13. Três novidades, à maneira das tríades druídicas, apareciam com este livro: a Doutrina Espírita, a palavra Espiritismo, que a designava; e o nome Allan Kardec, que provinha do passado celta das Gálias.


A primeira novidade era apresentada como antiga, em virtude de representar a eterna realidade espiritual, servindo de fundamento a todas as religiões de todos os tempos: a Doutrina Espírita. Era, entretanto, a primeira vez que aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo. A segunda, a palavra Espiritismo, era um neologismo criado por Kardec e desde aquele momento integrado na língua francesa e nos demais idiomas do mundo. A terceira representava a ressurreição do nome de um sacerdote druida desconhecido.


A maneira por que o livro fora escrito era também inteiramente nova. O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail fizera as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, através das cestinhas-de-bico. Psicografia indireta. Os médiuns, duas meninas, Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14, colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa. Pelo mesmo processo, o livro foi revisado pelo Espírito de Verdade, através de outra menina, a Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas: “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.


Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Prof. Denizard não o publicou com o seu nome ilustre de pedagogo e cientista, mas com o nome obscuro de Allan Kardec, que havia tido entre os druidas, na encarnação em que se preparava ativamente para a missão espírita. O nome obscuro suplantou o nome ilustre, pois representava, na Terra, a Falange do Consolador. Esta falange se constituía dos Espíritos Reveladores, sob a orientação do Espírito de Verdade e dos pioneiros encarnados, com Allan Kardec à frente.


A 16 de março de 1860, foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec, sob orientação do Espírito de Verdade, que, desde a elaboração da primeira edição, já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela. Assim, a primeira edição foi o primeiro impacto da Doutrina Espírita no mundo, preparando ambiente para a segunda que a completaria. Toda a Doutrina está contida neste livro, de forma sintética, e foi posteriormente desenvolvida nos demais volumes da Codificação.


Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo com novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética, e estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação.


José Herculano Pires

Tradutor – O Livro dos Espíritos – Ed. Lake


Saiba mais - Leia:

152 anos de Doutrina Espírita

Espiritismo – 151 Anos



(Imagem: Blog Evangelização Infantil)



Invictus


Amigos, hoje quero compartilhar algo com vocês que não é propriamente espírita, mas que considero muito bonito e inspirador, por isso creio que mereça ser divulgado. Trata-se do poema britânico “Invictus”, de William Ernest Henley. Aproveito para dar uma dica de filme também...


O filme


Esse final de semana fui assistir o novo filme do sempre ótimo Clint Eastwood: Invictus. É um filme baseado no livro “Conquistando o Inimigo”, do jornalista britânico John Carlin. Mostra rapidamente o período em que Nelson Mandela (interpretado maravilhosamente por Morgan Freeman) sai da prisão em 1990 e torna-se presidente em 1994 e fixa em uma passagem ocorrida em 1995, quando, em uma tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby foi utilizado por Mandela para tentar amenizar o enorme fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. Mandela quis aproximar brancos e negros através do jogo, fazendo com que os negros torcessem por seu próprio time na copa do mundo (Springboks, seleção sul-africana de rugby e até então símbolo da supremacia branca, por isso mesmo hostilizado pelos negros). O jogador François Pienaar (Matt Damon), como capitão do time, foi o principal parceiro de Mandela nessa empreitada. É essa a história que o filme conta. Um ótimo exemplo que Madiba (como Mandela é chamado por seus conterrâneos - nome que recebeu no clã negro do qual é oriundo) nos deixou, mostrando que, para reerguer uma nação das cinzas do separatismo, não é necessário apenas populismo, mas sim muita estratégia, inteligência, sensibilidade e, principalmente, humanidade.


O poema

O poema britânico “Invictus” foi escrito em 1875 por William Ernest Henley e apresenta palavras fortes. Um século depois de escrito, tornou-se o companheiro mais constante de um histórico prisioneiro inocente: Nelson Mandela, que, aprisionado em Robben Island (por quase 30 anos), cumprindo pena de trabalhos forçados, lia e relia o texto de Henley para manter a esperança e a sanidade. O poema é citado algumas vezes no filme. Abaixo, enfim, o poema inspirador:


Invictus

William Ernest Henley


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.


Invictus

(Tradução: André Masini)


Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.


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Bom, espero que tenham gostado do post e do poema, fica aqui mais uma dica de filme (e livro) para todos. Uma ótima oportunidade de conhecer um pedaço da história de Nelson Mandela e da África do Sul. :)


Vejam o trailer CLIQUE AQUI.

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Mandela - O exemplo


Esse ano (em fevereiro) comemora-se 20 anos da libertação de Nelson Mandela, bacharel em direito, famoso por lutar contra o Apartheid (regime de segregação racial, que negava aos negros direitos políticos, sociais e econômicos). Após sua libertação, Mandela foi o primeiro presidente eleito da África do Sul, que governou de 1994 a 1999. Prêmio Nobel da paz em 1993 (dividido com Frederik de Klerk), Mandela atualmente está com 91 anos e encontra-se afastado da vida pública, mas sempre é bom conhcecer um pouco mais sobre a sua história e aprender com seu exemplo de vida (simplicidade, força, coragem, não-violência, humanismo, perdão).


Conheçam a Fundação Nelson Mandela – CLIQUE AQUI.



Lançamento do livro “Espiritismo e Ecologia”


O jornalista André Trigueiro, da Globonews, lançou seu novo livro “Espiritismo e Ecologia”, dia 12 de Setembro, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Em seu livro, Trigueiro identifica como a preservação ecológica se identifica com o espiritismo, e com a espiritualidade, em um sentido mais amplo. “Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável”, diz. Trigueiro explica isso em detalhes na entrevista que concedeu à Época:


Época: O que o espiritismo diz sobre ecologia?


André Trigueiro: A expressão “ecologia” foi cunhada na Alemanha apenas nove anos depois de a primeira edição de o “Livro dos Espíritos” ter sido lançada na França , no inspiradíssimo século XIX do evolucionismo, do positivismo, do comunismo, da psicanálise, e de outras correntes de pensamento referenciais para parcela expressiva da humanidade. Espiritismo e ecologia explicam, cada qual ao seu modo, um universo sistêmico e interligado, o uso racional dos recursos naturais baseado no princípio da necessidade - e não da opulência -, uma nova ética solidária que leve em conta os interesses de todos e não de uma minoria, o respeito a todos os seres viventes. Espíritas e ecologistas também reconhecem a existência de mecanismos de autoproteção da Terra, embora expliquem isso de formas distintas. E estudam os efeitos colaterais da poluição nos dois planos da vida: enquanto a ecologia investiga o impacto dos poluentes na matéria (ar, água, solo), o espiritismo desdobra-se na investigação dos impactos de outros gêneros de poluentes (formas-pensamento, miasmas, etc) no campo sutil, no plano atral, também chamado de psicosfera.


Época: Como a ética religiosa pode ajudar a preservar a natureza?


Trigueiro: Onde se aceita a idéia de Deus, a natureza é entendida como obra divina, onde o sagrado se manifesta de forma rica e exuberante. Depredar a natureza significa macular um sistema em equilíbrio que dispõe de tudo o que nos é necessário para que possamos viver bem. De uns tempos para cá, diversas tradições vem descobrindo a riqueza da teologia ambiental para explicar, cada qual a seu modo, como as leis que regem a vida e o universo precisam ser respeitadas em favor de nós mesmos. Não estamos desconectados do meio que nos cerca. Na verdade, essa ligação é intrínseca e visceral. Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável.


Época: Você acha que se as pessoas tivessem mais espiritualidade, cuidariam melhor do ambiente?


Trigueiro: Quem cuida do lado espiritual - e realiza essa busca solitária e persistente de Deus em si mesmo - tende a ser menos dependente dos bens materiais - portanto menos consumista - e mais atento ao legado, aos impactos de ordem material e moral de sua passagem por este planeta. Mas cada vivência espiritual é pessoal e intransferível. A espiritualidade contém todas as religiões, mas uma única religião não contém toda a espiritualidade. A religião também não salva ninguém, mas antes, a disposição de cada um em ser alguém melhor, mais solidário e amoroso. Também é verdade que muita gente que não acredita em Deus - ou na vida após a morte - realiza importantes trabalhos na área da sustentabilidade. Não importa em que se crê, mas naquilo que se faz de verdade em prol dos outros e do planeta que nos acolhe.


Época: Como você descobriu o espiritualismo?


Trigueiro: Em 1987, tive uma curiosidade irrefreável de investigar os livros de cabeceira de minha mãe, onde estavam as obras básicas da Doutrina Espírita. Então iniciei uma aproximação que não teve mais freios nem pudores. Já na juventude, fazendo questionamentos enormes de ordem existencial e procurando respostas que não encontrei em outras religiões, me senti muito bem amparado pelo Espiritismo. Foi um processo natural.


Época: Como você começou a relacionar a espiritualidade com a preservação ambiental?


Trigueiro: Há seis anos, fui convidado para fazer uma palestra em um centro espírita do Rio de Janeiro pelo saudoso escritor, musicoterapeuta e médium Luiz Antônio Millecco, fundador da Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile (SPLEB). O tema era “Ecologia e Paz”. Creio que o livro começou a nascer nesta palestra. De lá para cá, através de minhas pesquisas, descobri que o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (que usou o pseudônimo de Allan Kardec ao assinar as obras básicas do espiritismo) e o naturalista alemão Ernst Haeckel, tido como o Pai da Ecologia, eram homens de ciência que deixaram um legado importantíssimo para os dias de hoje, em que tentamos entender melhor a origem de múltiplas crises (econômica, social, ética, ambiental) e os caminhos para resolvê-las.


(Por Alexandre Mansur - Blog do Planeta)





Livro “Espiritismo e Ecologia”

Autor: André Trigueiro Mendes

Editora: FEB


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A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades , é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário”.

(Livro dos Espíritos; Allan Kardec, capítulo V, da Lei de Conservação)


A história de Júlio (Parte 1)


Fui muito amado! Meus pais se desdobravam em atenção e cuidado para comigo. Fui o segundo filho deles. O primeiro, meu único irmão, Júnior, era perfeito e muito bonito.


Não tenho muitas lembranças do período em que estive encarnado com deficiência.


Fixo minha mente para recordar, sinto a sensação de que estava preso num saco de carne mole e disforme. Parecia que, ao estar encarnado, estava restrito a uma situação desconfortável e sofrida, porém sabia ser melhor que meu estado anterior, o de desencarnado.


Realmente estava restrito, era deficiente físico e mental. Tive paralisia cerebral.


Lembro que cuidaram de mim com ternura imensa, gostava quando falavam comigo, me acariciavam.


Meus pais tentaram de tudo para que eu melhorasse, fisioterapias, especialistas e cuidados especiais.


Vivi três anos e seis meses nesse corpo que agora bendigo, que serviu para que me organizasse do tremendo desajuste em que eu me encontrava. Não andei, não falei, ouvia e enxergava pouco e era portador de muitas doenças no aparelho digestivo.


Uma pneumonia me fez desencarnar.


Recordo pouco essa minha permanência na carne. É como recordar adulto a primeira infância, O desconforto muito me marcou, como também o imenso amor que meus pais tiveram e têm por mim.


Socorrido ao desencarnar por socorristas, fui levado a um hospital de uma colônia.


Estive internado numa ala especializada em crianças e deficientes. Lembro-me que lá sentia a falta da presença física de meus pais. Eles foram levados muitas vezes para me ver. Alegrava-me com essas visitas.


Meus pais, pessoas boas e com alguns conhecimentos espirituais, puderam, enquanto dormiam, ser desligados do corpo físico e vir me ver. Foram encontros emocionantes. Isso é possível acontecer com muitos pais saudosos. Infelizmente poucos recordam esses comovidos encontros.


Recuperei-me. Com o carinho dos tios, trabalhadores do hospital, sarei das minhas deficiências. Retornei à aparência que tinha na encarnação anterior, antes de ter começado com meu vício e danificado meu corpo sadio.


Dessa vez gostei de estar desencarnado e mais ainda do hospital.


Normalmente em todas as colônias há no hospital uma parte onde são abrigados os que foram deficientes mentais quando encarnados, isso para que recebam tratamento especial para se recuperarem.


Ressalvo que muitos ao desencarnarem não têm o reflexo da doença ou das doenças e ao serem desligados da matéria morta são perfeitos, nem passam pelos hospitais. Infelizmente não foi o meu caso. Necessitei me recuperar, após um ano e dois meses estava tendo alta e fui para uma ala no Educandário para jovens.


Vou descrever a parte do hospital em que fui abrigado.


Os quartos são grandes, ficam juntos muitos internos. Não é bom ficar sozinho, é deprimente. Gostava de ter companhia, de ficar com os outros. Logo me tornei amigo deles.


As colônias não são todas iguais. Tudo nelas é visando o bem-estar de seus abrigados. Mas em todas há lugares básicos, como nas cidades dos encarnados, que têm escolas, hospitais, praças, ruas etc. Nas colônias também, só que com mais conforto, bem-estruturados, grandes e bonitos. Visitando tempos depois hospitais em outras colônias, vi que todas são aconchegantes, diferenciando-se nas repartições, no tamanho e nos adornos.


Você, Júlio, não é mais doente. É sadio! Tem de se sentir sadio! Vamos tentar?”, dizia para mim Suely, uma das “tias”, sorrindo encantadoramente.


A deficiência estava enraizada em mim, necessitei entender muitas coisas para sanar seus reflexos.


Quando comecei a falar, passei a escutar e a enxergar normalmente e logo a andar.


O quarto em que estava, como todos os outros, tem a porta grande, sempre aberta, que dá para um jardim-parque com muitas árvores, flores, brinquedos e animais dóceis e lindos.


Nesse jardim há sempre muita claridade e brincadeiras organizadas. Ali há um palco onde há danças, aulas de canto, música e teatro. Do outro lado dos quartos estão as salas de aula. Gostei muito de ficar ali, naquela parte do hospital. Foi meu lar no período em que estive internado. Encantava-me com o jardim-parque e foi me divertindo sadiamente que me recuperei com certa facilidade. As brincadeiras fazem parte da recuperação. Não existem medicamentos como para os encarnados. Não senti mais dores nem desconforto.


O interno é transferido dali quando quer ou quando se sente apto. Sentindo-me bem, fui transferido, mudei para a ala jovem do Educandário, como já mencionei, onde estudei e passei a fazer tarefas.


Quando meu curso terminou, pedi para trabalhar na ala do hospital para recuperação de desencarnados que na carne foram viciados em tóxicos. Esse meu pedido tinha razão de ser. Fiquei contente por ter sido aceito e passei a trabalhar com toda a dedicação.


Na minha penúltima encarnação tive meu corpo físico perfeito. Que fiz dele? Recordei.


Quando estava me recuperando no hospital, as lembranças vieram normalmente. Como “tia” Suely explicou-me, recordar não acontece com todos. Muitos recuperados voltam a reencarnar sem lembrar de nada do passado.


Lembrei-me sozinho, sem forçar o meu passado, e “tia” Suely me ajudou a entendê-lo e não “encucar”, pois o passado ficou para trás e só podemos tirar lições para o presente.


Principalmente no meu caso, tentar acertar e não repetir os mesmos erros.


(Do livro “Deficiente mental, porque fui um?” (Cap. 2) - Ditado por diversos espíritos - Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck Carvalho - Editora Petit)


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Para saber mais sobre hospitais em colônias espirituais, leia o livro:



Três Arco-íris – Uma Colônia de Luz

Ditado pelo Espírito Josué

Psicografia: Eurípedes Kühl

Editora Petit



Filhos com deficiência





A expectativa que toma conta do período de gestação da mulher é tão especial e admissível que se justifica a frustração ou a amargura que envolve tantos corações, quando constatam que seus rebentos, ansiosamente aguardados, são portadores de deficiência física ou mental ou a conjugação de ambas.


Compreensíveis a dor e a surpresa que se alojam nas almas paternas, ao começarem a pensar nas limitações e conflitos, agonias e enfermidades que acompanharão os seus filhos, marcados, irremediavelmente, para toda uma existência de dependências e limitações.


Quantos são os pais que, colhidos no amor próprio, fogem da responsabilidade de cooperar com os filhos debilitados!


Quantas são as mães que, transformadas em estátuas de dor ou de revolta, abandonam os filhos à própria sorte, relegando-os aos ventos do destino!


Entretanto, levanta-se um enorme contingente de pais e de mães que, ao identificarem os dramas em que se acham inseridos seus filhos, se enchem de ternura, de dedicação, vendo nas limitações físicas ou mentais desses, oportunidades de crescimento e enobrecida luta em prol do futuro feliz para todos.


O filho com deficiência geralmente é alguém que retorna aos caminhos humanos, após infelizes rotas de desrespeito à ordem geral da vida.


Os filhos lesados por carências corporais ou psíquicas estão em processo de ressarcimento, havendo deixado para trás, nas avenidas largas do livre-arbítrio, as marcas do uso da exorbitância, da insubmissão ou da crueldade.


Costumeiramente, os indivíduos que se valeram do brilho intelectual ou da sagacidade mental para induzir ao erro; para destruir vidas no mundo; para infelicitar, intrigando e maldizendo, reencarnam com os centros cerebrais lesados, em virtude de se haverem atormentado com suas práticas inferiores, provocando processos de desarranjo nas energias da alma, localizadas na zona da estrutura cerebral.


Não só intelectuais degenerados renascem com limitações psicocerebrais, mas, também, os que mergulharam nas valas suicidas, destroçando o cérebro e os seus núcleos importantes, sob graves distúrbios, que deverão ser recompostos por meio da reencarnação.


O despotismo implacável pode gerar neuroses ou epilepsias.


O domínio cruel de massas indefesas e desprotegidas pode produzir os mesmos efeitos.


Os homicídios cruéis podem acarretar infortunados quadros epilépticos, produzindo sobre a rede psiconervosa adulterações nas energias circulantes, provocando panes de frequência variada, de caráter simples ou crônico.


Seus filhos com deficiências podem estar em alguma dessas condições, necessitados da sua compreensão e assistência, para que sejam capazes de superá-las, com resignação e esforço íntimo, rumando para Deus, após atendidos os projetos redentores da Divindade.


Ame seus problematizados do corpo ou da mente, ou de ambos, cooperando com eles, com muita paciência e com ternura, para que possam sair vitoriosos da expiação terrena, avançando para mais altos vôos no rumo do nosso Criador.


Forre-se de carinho, de tranquilidade interior, vendo nesses filhos doentes as jóias abençoadas que o Pai confia às suas mãos para que as burile.


Por outro lado, vale considerar que se você os tem nos braços ou sob a sua assistência e seus cuidados, paternais ou maternais, é em razão dos seus envolvimentos e compromissos com eles.


Você poderá tê-los recebido por renúncia e elevado amor de sua parte.


Mas, pode ser que você esteja diretamente ligado às causas que determinaram os dramas dos seus filhos, cabendo-lhe não alimentar remorsos, mas, sim, auxiliá-los e impulsioná-los para a própria recomposição, enquanto você, igualmente, avança para o Criador.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 'Filhos com deficiência', do livro 'Nossas riquezas maiores', pelo Espírito Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter. Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. FEP.


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Para saber mais, leia o livro:



Deficiente mental, porque fui um?

Ditado por diversos espíritos

Psicografia: Vera Lúcia Marinzeck Carvalho

Ed. Petit


152 anos de Doutrina Espírita


Amigos, no dia de hoje relembramos aquele que pode ser considerado o dia em que a Doutrina Espírita estava oficialmente lançada, visto que no dia 18 de Abril de 1857, Allan Kardec publicava a primeira edição do Livro dos Espíritos. Há 152 anos, portanto.


O Livro dos Espíritos foi o primeiro livro, organizado por Kardec, contendo os ensinamentos dos Espíritos Superiores, englobando a parte filosófica da Doutrina Espírita. Logo após surgiram outros livros: O Livro dos Médiuns, lançado em Janeiro de 1861, contendo ensinos relativos à parte experimental e científica da doutrina; O Evangelho Segundo o Espiritismo, lançado em Abril de 1864, concernente à parte moral da doutrina, baseado nos ensinamentos de Jesus; O Céu e o Inferno, lançado em Agosto de 1865 e A Gênese, lançado em Janeiro de 1868. Kardec trabalhou ainda em outras obras, com especial destaque para a Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, com periodicidade mensal, que circulou entre 1858 e 1869 e podem ser encontrados hoje em formato de livros, editados pela FEB.


Trago aqui alguns trechos do belíssimo discurso realizado por Camille Flammarion no dia do enterro de Allan Kardec, no qual ele conta um pouquinho dessa história, e que eu considero um ótimo texto para comemorar esse dia. Vamos aproveitar para refletir sobre os rumos que estamos dando ao Espiritismo nos dias de hoje. Para quem quiser ler o discurso na íntegra, o mesmo está disponível no livro Obras Póstumas. Espero que gostem.


Aproveito para convidar os amigos leitores desse blog a parar por um momento, elevar seus pensamentos a Jesus e agradecer a todos os Espíritos de luz que colaboraram e colaboram ainda hoje na elaboração, propagação e prática dos ensinamentos dessa doutrina que tanto nos esclarece e consola. Que Jesus continue iluminando a todos.


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Morto na idade de 65 anos, Allan Kardec consagrara a primeira parte de sua vida a escrever obras clássicas, elementares, destinadas, sobretudo, ao uso dos educadores da mocidade. Quando, pelo ano de 1855, as manifestações, novas na aparência, das mesas girantes, das pancadas sem causa ostensiva, dos movimentos insólitos de objetos e móveis começaram a prender a atenção pública, determinando mesmo, nos de imaginação aventureira, uma espécie de febre, devida à novidade de tais experiências, Allan Kardec, estudando ao mesmo tempo o magnetismo e seus singulares efeitos, acompanhou com a maior paciência e clarividência judiciosa as experimentações e as tentativas numerosas que então se faziam em Paris.


Recolheu e pôs em ordem os resultados conseguidos dessa longa observação e com eles compôs o corpo de doutrina que publicou em 1857, na primeira edição de O Livro dos Espíritos. Todos sabeis que êxito alcançou essa obra, na França e no estrangeiro.


Depois dessa primeira obra apareceram, sucessivamente, O Livro dos Médiuns, ou Espiritismo experimental; O que é o Espiritismo? ou resumo sob a forma de perguntas e respostas; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; A Gênese.


Quantos corações já foram consolados por esta crença religiosa! Quantas lágrimas hão secado! Quantas consciências se abriram às irradiações da beleza espiritual! Nem toda a gente é ditosa neste mundo. Muitas afeições aí são despedaçadas! Muitas almas têm adormecido no cepticismo! Então, nada é o haver trazido ao espiritualismo tantos seres que flutuavam na dúvida e que já não amavam a vida, nem a vida física, nem a intelectual?


A maioria dos que se têm dado a estes estudos lembram-se de que na mocidade, ou em certas circunstâncias, foram testemunhas de manifestações inexplicadas. Poucas são as famílias que não contem na sua história provas desta natureza. O ponto de partida era aplicar-lhes a razão firme do simples bom-senso e examiná-las segundo os princípios do método positivo.


Conforme o seu próprio organizador previu, esse estudo, que foi lento e difícil, tem que entrar agora num período científico. Os fenômenos físicos, sobre os quais a princípio não se insistia, hão de tornar-se objeto da crítica experimental, a que devemos a glória dos progressos modernos e as maravilhas da eletricidade e do vapor. Esse método tem de tomar os fenômenos de ordem misteriosa a que assistimos para os dissecar, medir e definir.


Porque, meus Senhores, o Espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o abecê. Passou o tempo dos dogmas. A Natureza abrange o Universo, e o próprio Deus, feito outrora à imagem do homem, a moderna Metafísica não o pode considerar senão como um espírito na Natureza. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas com o auxílio dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são de ordem natural e devem ser severamente submetidas à verificação da experiência. Não há milagres. Assistimos ao alvorecer de uma ciência desconhecida. Quem poderá prever a que consequências conduzirá, no mundo do pensamento, o estudo positivo desta nova psicologia?


Que os que têm a vista restringida pelo orgulho ou pelo preconceito não compreendam absolutamente os anseios de nossas mentes ávidas de conhecer e lancem sobre este gênero de estudos seus sarcasmos ou anátemas, pouco importa. Colocamos mais alto as nossas contemplações!...”


Por: Camille Flammarion

In: Obras Póstumas


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As brochuras, os jornais, os livros, as publicações de toda a espécie são meios poderosos de introduzir a luz por toda a parte, mas o mais seguro, o mais íntimo e o mais accessível a todos é o exemplo da caridade, a doçura e o amor”.

Allan Kardec