O que são os Espíritos?!?

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Todos nós somos espíritos. Os espíritos como nós, que atualmente habitam a crosta da Terra, são chamados de espíritos encarnados (pois estão envolvidos pela carne, matéria grosseira, que constitui nosso corpo). Os espíritos que já abandonaram o seu envoltório corporal (material), são chamados de espíritos desencarnados.


Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.


Os Espíritos são criados simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimentos. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição. A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição. Através da reencarnação os espíritos se aperfeiçoam. O objetivo da reencarnação é a evolução, pois só através dela pode-se viver certas experiências, como os resgates de dívidas. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.


Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?


Os espíritos desencarnados povoam o universo fora do mundo material, ou seja, o mundo espiritual (ou das inteligências incorpóreas), que preexiste e sobrevive a tudo, e que constitui o mundo invisível para nós, que estamos momentaneamente encarnados.

Os espíritos desencarnados estudam, trabalham e desenvolvem diversas atividades no mundo espiritual (Ver Colônias Espirituais)

Estão sempre ao nosso lado, nos observam e agem entre nós de diversas maneiras, pois os Espíritos são uma das forças da natureza e os instrumentos dos quais Deus se serve para a realização de Seus desígnios.


Os Espíritos sabem de tudo?


Os Espíritos são as almas dos homens que já perderam o corpo físico. A exemplo do que observamos na Humanidade encarnada, o conhecimento que eles têm é correspondente ao seu grau de adiantamento moral e intelectual.

A “morte” é apenas uma passagem para a vida espiritual (na verdade é uma “volta”, pois a vida espiritual é a nossa verdadeira vida) e não dá valores morais ou de inteligência a quem não os tem.


Todos os Espíritos são iguais?


Não. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:


Espíritos Puros – Espíritos que atingiram a perfeição máxima. Passaram por todos os graus da escala e se libertaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido o mais elevado grau de perfeição de que é capaz a criatura, não têm mais que sofrer provas nem expiações, não estando mais, desta forma, sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. Gozam de uma felicidade inalterável por não estarem mais sujeitos nem às necessidades, nem às variações e transformações da vida material. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam todos os Espíritos que lhes são inferiores, designando-lhes missões e ajudando-os a se aperfeiçoarem. São chamados, às vezes, de anjos, arcanjos ou serafins.

Bons Espíritos – Espíritos nos quais o desejo do bem é o que predomina. Suas qualidades e poder para fazer o bem estão em conformidade com o grau que alcançaram. Uns têm a ciência; outros, a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, de acordo com sua categoria, os traços da existência corporal, tanto na forma da linguagem quanto nos costumes, entre os quais se identificam algumas de suas manias. Não fosse por isso, seriam Espíritos perfeitos. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem.

A esta ordem pertencem os Espíritos designados nas crenças populares pelos nomes de gênios bons, gênios protetores ou espíritos do bem.

Pode-se dividi-los em quatro grupos principais:


· Espíritos Superiores - Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade.

· Espíritos de Sabedoria - As qualidades morais do mais elevado grau formam seu caráter.

· Espíritos Prudentes ou Sábios - Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão.

· Espíritos Benevolentes - Sua qualidade dominante é a bondade; satisfazem-se em prestar serviços aos homens e em protegê-los, mas seu saber é limitado. Seu progresso é maior no sentido moral do que no intelectual.


Espíritos Imperfeitos – Espíritos caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores. Aqui há uma predominância da matéria sobre o Espírito, caracterizada pelos sentimentos como inveja, ciúme, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que são as conseqüências dos maus pensamentos.

Nem todos são essencialmente maus. Entre alguns há mais ignorância, leviandade, inconseqüência e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o bem nem o mal; mas, apenas pelo fato de não fazerem o bem, já demonstram sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram a ocasião de o fazer.

Pode-se dividi-los em cinco classes principais:


· Espíritos Batedores e Perturbadores - Parecem estar ainda, mais do que outros, ligados à matéria e ser os agentes principais das variações e transformações das forças e elementos da natureza no globo, seja ao atuarem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros ou nas entranhas da terra. Manifestam, freqüentemente, sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, o movimento e o deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc.

· Espíritos Neutros - Não são bastante bons para fazer o bem, nem suficientemente maus para fazer o mal. Inclinam-se tanto para um quanto para o outro e não se elevam acima da condição comum da humanidade, tanto pela moral quanto pela inteligência. Eles se prendem às coisas deste mundo e lamentam a perda das alegrias grosseiras que nele deixaram.

· Espíritos Pseudo-Sábios - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas acreditam saber mais do que sabem na realidade. Sua linguagem tem uma característica séria que pode induzir ao erro e ocasionar enganos sobre suas capacidades e seus conhecimentos. É uma mistura de algumas verdades ao lado dos erros mais absurdos, no meio dos quais sobressai a presunção, o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se libertar.

· Espíritos Levianos - São ignorantes, maliciosos, inconseqüentes e zombeteiros. Comprazem-se em causar pequenos desgostos e pequenas alegrias, atormentar e induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e espertezas. Nas suas comunicações com os homens, a linguagem é algumas vezes espirituosa e engraçada, mas quase sempre sem profundidade. Compreendem os defeitos e o ridículo humanos, exprimindo-os em tiradas mordazes e satíricas.

· Espíritos Impuros - São inclinados ao mal e fazem dele o objeto de suas preocupações. Dão conselhos falsos, provocam a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as formas para melhor enganar. Ligam-se às pessoas de caráter mais fraco, que cedem às suas sugestões, a fim de prejudicá-los, satisfeitos em poder retardar o seu adiantamento e fazê-las fracassar nas provas por que passam. Quando estão encarnados, são inclinados a todos os vícios que geram as paixões vergonhosas e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a mentira, a hipocrisia, a cobiça e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo e, muitas vezes, sem motivos e por ódio ao bem, escolhem quase sempre suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, seja qual for a posição da sociedade a que pertençam, e o verniz da civilização não os livra da baixeza e da desonra.



Para saber mais:


Sobre espíritos:

- O livro dos Espíritos – Allan Kardec

- Estudos Espíritas – Joanna de Angelis / Divaldo Franco

Ver: http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/


Sobre reencarnação:

- O livro dos Espíritos – Allan Kardec

- O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

- Missionários da Luz – André Luiz / Chico Xavier

- Entre a Terra e o Céu – André Luiz / Chico Xavier

Ante os que partiram



Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.


Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo...


Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira, cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima!


Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no adito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram...


Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.


Também eles pensam e lutam, sentem e choram.


Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.


Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.


Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.


Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.


Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.


Recorda que, em futuro próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras...


E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre um monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.


Emmanuel
("Religião dos Espíritos", 58, Francisco C. Xavier, FEB)


DISTRAÇÕES...



A vida da maioria das pessoas é atribulada e cheia de compromissos.

Entre reuniões, cursos, deslocamentos e projetos variados, a semana passa.

O final de semana é pleno de atividades.

Televisão, cinema, shows e passeios são apenas alguns dos programas disponíveis.

A Internet também consome um tempo considerável.

Além de ser instrumento de trabalho e de estudo, por vezes ela se converte em um vício.

Consultar novas mensagens e navegar por diversos sites torna-se uma compulsão.

Na verdade, o mundo moderno é rico de distrações.

Entre múltiplos programas e compromissos, a criatura não percebe o tempo passando.

Envolvida com variados eventos, ela vai de roldão.

Não se desconhece a necessidade de atender os compromissos da vida.

É preciso trabalhar, estudar e acompanhar as inovações que surgem a todo o momento.

Entretanto, urge reconhecer que a finalidade da vida não se cinge a correr atrás de cargos, de coisas ou de distrações.

Por vezes é necessário gastar um tempo para se perceber.

Qual o real significado do que se vive?

São realmente necessárias tantas atividades?

Elas não constituem uma forma de escapar da própria realidade íntima?

Lembre de que você é um Espírito imortal.

Já animou inúmeros corpos.

Já foi rico e pobre, homem e mulher, ignorante e ilustrado.

Após tantas experiências, ei-lo novamente na Terra.

Mas você não é daqui.

Nasceu com a finalidade de se recompor perante a própria consciência, de reparar antigas faltas, de romper com velhos hábitos.

A reencarnação é uma oportunidade preciosa.

Há uma programação muito séria envolvida.

Você contou com o auxílio de amigos mais adiantados para elaborar a rota e a finalidade de sua atual existência.

Assim, não gaste a vida em futilidades.

Asserene o seu coração e procure menos distrações.

Distraindo-se em excesso, você corre o risco de desperdiçar uma oportunidade valiosa de elevação e libertação.

Trabalhe, estude e divirta-se.

Mas não utilize subterfúgios para escapar de si próprio.

Gaste um tempo observando seu caráter, seus gostos, suas facilidades e dificuldades.

Reflita sobre o contexto em que você está inserido.

Repare em seus familiares, em seus colegas de trabalho, em todos que o rodeiam.

Medite sobre a vida e descubra como você pode ser melhor.

Pense o que em seu temperamento não é agradável e causa embaraços e dores, a você e aos outros.

Esforce-se por retificar o que não for agradável.

Experimente a ventura de ser útil.

Aprenda a auxiliar o próximo, sem esperar nada em troca.

Dê atenção aos idosos e doentes de sua família.

Cultive virtudes como bondade, paciência e ternura.

Adote um patamar nobre de conduta e não se afaste dele.

Saiba que as dificuldades que se apresentam em sua vida são desafios.

Elas não se destinam a causar-lhe sofrimento, mas a fortalecê-lo no bem.

Nunca se permita fazer nada que lhe cause vergonha.

Você jamais conseguirá fugir de si próprio.

Toda tentativa de se enganar será passageira e representará apenas perda de tempo.

Lembre de que todas as coisas exteriores ficarão para trás.

Mas o coração asserenado pelo cumprimento do dever você levará consigo para sempre.

Ele será o seu tesouro colocado fora do alcance dos ladrões e das traças.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.

Fraternais Saudações!


Acesse o site: www.caminhosluz.com.br

A Lenda egípcia do Peixinho Vermelho



No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul-turquesa.


Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.


Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.


Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos. Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.


O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.


Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse. Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.


Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro. À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:


- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"


Optou pela mudança.


Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.


Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...


Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos. Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro. Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.


Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.


Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.
De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.


Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas. O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.


Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.


Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.


O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.


Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?


Não hesitou.


Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.


Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.


Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.


Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.


Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.


Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.


O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.


Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção. Ninguém acreditou nele.


Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.


O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:


- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."


Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.


Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.


As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...



Retirado do prefácio escrito por Emmanuel, do livro "Libertação" - André Luiz /Chico Xavier.

Oração ao Cristo



Senhor, sejam para o teu coração misericordioso

Todas as nossas alegrias, esperanças e aspirações!

Ensina-nos a executar teus propósitos desconhecidos,

Abre-nos as portas de ouro das oportunidades do serviço

E ajuda-nos a compreender a tua vontade!...

Seja o nosso trabalho a oficina sagrada de bênçãos infinitas,

Converte-nos as dificuldades em estímulos santos,

Transforma os obstáculos da senda em renovadas lições...

Em teu nome,

Semearemos o bem onde surjam espinhos do mal,

Acenderemos tua luz onde a treva demore,

Verteremos o bálsamo do teu amor onde corra o pranto do sofrimento,

Proclamaremos tua bênção onde haja condenações,

Desfraldaremos tua bandeira de paz junto às guerras do ódio!

Senhor,

Dá que possamos servir-te

Com a fidelidade com que nos amas,

E perdoa nossas fragilidades e vacilações na execução de tua obra.

Fortifica-nos o coração

Para que o passado não nos perturbe e o futuro não nos inquiete,

A fim de que possamos honrar-te a confiança no dia de hoje,

Que nos deste

Para a renovação permanente até a vitória final.

Somos tutelados na Terra,

Confundidos na lembrança

De erros milenários,

Mas queremos, agora,

Com as forças d’alma,

Nossa libertação em teu amor para sempre!

Arranca-nos do coração as raízes do mal,

Liberta-nos dos desejos inferiores,

Dissipa as sombras que nos obscurecem a visão de teu plano divino

E ampara-nos para que sejamos

Servos leais de tua infinita sabedoria!

Dá-nos o equilíbrio de tua lei,

Apaga o incêndio das paixões que, por vezes,

Irrompe, ainda,

No âmago de nossos sentimentos,

Ameaçando-nos a construção da espiritualidade superior.

Conserva-nos em tua inspiração redentora,

No ilimitado amor que nos reservaste

E que, integrados no teu trabalho de aperfeiçoamento incessante,

Possamos atender-te os sublimes desígnios,

Em todos os momentos,

Convertendo-nos em servidores fiéis de tua luz, para sempre!

Assim seja.


Oração proferida pelo Instrutor Alexandre,

presente no livro “Missionários da Luz” – André Luiz/Chico Xavier.


Bezerra e Chico nas telas do cinema brasileiro




Desde Ghost, O sexto sentido e Reencarnação, espectadores do mundo todo puderam ver e conhecer temas reconhecidamente espíritas nas telas dos cinemas. Bons ou ruins, tais filmes ajudaram a dar cidadania a certos assuntos. No Brasil, o país mais espírita do mundo, chegou a hora de ver transpostas para as telas de cinema não apenas as temáticas espíritas, mas a própria Doutrina Espírita, retratada na vida exemplar de personagens de sua história, ou em livros de seu vasto catálogo.


No final do ano estréia “Bezerra de Menezes, o médico dos pobres”, dirigido por Glauber Filho e Joe Pimentel. O ator Carlos Vereza “incorpora” essa importante e venerável figura do Espiritismo no Brasil, que nasceu em 1831 no Ceará e desencarnou em 1900, no Rio de Janeiro. Bezerra teve uma atuação essencial para a organização do movimento espírita nascente. Porém, é nos inúmeros casos de ajuda e solidariedade que se reconhece a impressionante superioridade desse espírito missionário. O filme teve sua pré-estréia durante a 5ª Mostra de Cinema Transcendental, em Fortaleza.


Mais dois filmes poderão ser aguardados pelos espíritas e simpatizantes de todo o Brasil. O primeiro será “As vidas de Chico Xavier”, filme baseado na biografia escrita por Marcel Souto Maior, que vendeu mais de 250 mil exemplares da trilogia que escreveu sobre o médium. Marcel participa do projeto como consultor. A estréia do filme está previsto para fevereiro de 2008. A direção está a cargo de Cláudio Torres, que teve seu trabalho muito elogiado no filme “Redentor”.


O terceiro filme com “roteiro espírita” também está sendo idealizado por Glauber Paiva Filho, que escolheu retratar o livro “Entre a Terra e o Céu”, de autoria do espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier.


“Entre a Terra e o Céu” é o oitavo livro da série André Luiz, o repórter do mundo espiritual que veio demonstrar como é a vida nos mundos invísíveis. Seu primeiro relato, “Nosso Lar”, é um dos livros espíritas mais lidos, mas foi tratado – e ainda é, por vários – como ficção. Mas André Luiz, que muitos espíritas insistem em descobrir sua identidade em nomes famosos da história brasileira, é um ser comum que redescobriu o mundo espiritual e compartilhou seu aprendizado conosco em seus 16 livros. Neste oitavo livro, o passado de um grupo de pessoas é revelado para que se possa entender porque elas se encontram juntas hoje, e quais suas tarefas para o futuro. A história que Glauber Filho vai retratar é, na verdade, a história de cada um de nós, que temos no passado a determinação do nosso presente, e no agora a origem do nosso futuro.


Aguardemos, portanto, que entre os registros da sétima arte, tão utilizada para a retratação de sentimentos e situações negativas, apareça a nobre mensagem das verdades espirituais.



DA REDAÇÃO

PALAVRA ESPÍRITA > OUTUBRO DE 2007 > CINEMA




Colônias Espirituais




Colônias espirituais são cidades no plano espiritual, onde vivem os desencarnados.


Vejamos um resumo do que Patrícia nos relata em seu livro Vivendo no Mundo dos Espíritos:


“Em todos os locais em que há cidades materiais há um espaço espiritual e nele ficam os postos de socorro* e as colônias. Pequenas localidades de encarnados, como vilas e cidadezinhas, também têm seu espaço espiritual, só que às vezes não têm colônias e seus habitantes, ao desencarnar e se tiverem condições, vão para as colônias vizinhas. Cada cidade na Terra possui seu núcleo espiritual correspondente. A Índia e o Tibete têm colônias encantadoras, de uma arquitetura diferente, em que usam muito a cor dourado-clara.”


Existem vários tipos de colônias espirituais, com várias finalidades. As colônias não são iguais, mas a maioria possui a mesma base organizacional, com sistemas de defesa, hospitais, escolas, jardins, praças, locais para reuniões e palestras, governadoria, entre outros, sempre de acordo com a finalidade específica de cada local.


Patrícia, em Vivendo no Mundo dos Espíritos, nos fala a respeito das colônias de estudo: “as colônias de estudo são somente uma escola ou universidade. Nelas há alojamentos para os professores e para os alunos, salas de aula, bibliotecas e imensas salas de vídeo.”


No livro A Casa do Escritor, Patrícia fala-nos sobre a colônia de mesmo nome, destinada ao estudo dos desencarnados que pretendem trabalhar, junto aos médiuns encarnados, ditando textos, através da psicografia. Os desencarnados que irão reencarnar como médiuns também passam um período preparando-se para tal missão estudando em colônias como esta. Os desencarnados ligados às colônias de estudos também associam-se, através da inspiração, a jornalistas e escritores encarnados. A casa do escritor é móvel, ou seja, movimenta-se no plano espiritual, levando seus habitantes aonde seja mais necessária sua presença. Vejamos um resumo do que ela nos conta a respeito dessa colônia:


“A colônia de estudo não tem sistema de defesa. Todos os que nela habitam vibram numa mesma intensidade, sustentando-a. E só consegue vê-la quem vibra igual. A colônia está suspensa no ar, como que em cima de uma grande e sólida nuvem. Para os encarnados, no lugar não existe nada, não é perceptível à visão deles e, também, dos desencarnados que não se sintonizam com suas vibrações.”


Em A Casa do Escritor, Patrícia descreve ainda a colônia Triângulo, Rosa e Cruz, uma colônia intermediária entre o Oriente e o Brasil, habitada por orientais e brasileiros. Está localizada no espaço ao centro do Brasil, não muito longe da colônia Nosso Lar, um pouco mais para o norte.


Nosso Lar, por sua vez, é uma colônia situada no espaço espiritual do Rio de Janeiro e que nos foi descrita por André Luiz através do livro homônimo, assim como no livro “Cidade no Além”, onde a médium Heigoriana Cunha, através de desdobramento espiritual durante o sono (amparada pelo Espírito Lucius), visitou por várias vezes a cidade e por conta desta experiência (logo após o retorno desses seus desdobramentos), pôde realizar desenhos mediúnicos mostrando o plano piloto da colônia, alguns de seus edifícios e sua localização nas esferas espirituais da Terra, além de nos passar algumas informações a respeito desta maravilhosa colônia.



A colônia Nosso Lar divide-se em setores de trabalho, lazer e residenciais, como qualquer grande cidade terrena. É administrada por um Governador Espiritual. Possui 6 Ministérios, orientados, cada um, por 12 Ministros, totalizando assim, 72 Ministros. Os Ministérios de Nosso Lar são: da regeneração, do auxílio, da comunicação, do esclarecimento, da elevação e da união divina. Nosso Lar apresenta em sua planta um formato semelhante a uma grande estrela de seis pontas, ficando a Governadoria ao centro e em cada ramificação lateral a área destinada a cada um dos ministérios. Conta ainda com postos de socorro espiritual espalhados por vários pontos das regiões do Brasil.


* Postos de socorro são locais para onde geralmente os espíritos socorridos do umbral (região espiritual onde ficam os espíritos endurecidos, como os suicidas, assassinos, entre outros) ou por ocasião do desencarne são levados e onde têm permanência transitória, lá eles são amparados e orientados. São locais menores de socorro imediato na crosta e no umbral. Podem ser grandes, médios ou pequenos. Não são cidades, embora alguns postos possuam as mesmas repartições que uma cidade. Estes postos também são chamados de casas, mansões etc.


Sugestão de leitura acerca do tema:

  • Nosso Lar” – André Luiz (autor espiritual) / Psicografado por Francisco Cândido Xavier

  • Violetas na Janela” – Patrícia (autora espiritual) / Psicografado por Vera Lúcia M. de Carvalho

  • Vivendo no Mundo dos Espíritos” – Patrícia (autora espiritual) / Psicografado por Vera Lúcia M. de Carvalho

  • A Casa do Escritor” – Patrícia (autora espiritual) / Psicografado por Vera Lúcia M. de Carvalho

Links interessantes:

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/celuz/textos/o-mundo-espiritual2.html

http://www.institutoandreluiz.org/nosso_lar.html

http://web.prover.com.br/nominato/9.htm

http://web.prover.com.br/nominato/7.24.htm

http://web.prover.com.br/nominato/7.14.htm