Serve e Esquece



Coração, ouve!... Se queres
A bênção da paz constante,
Trabalha e segue adiante,
Cumprindo o próprio dever...


Para vencer no caminho
Tristeza, treva e pesar,
Muito mais do que lembrar
A vida roga esquecer.


Esquece as mágoas sofridas,
As horas de céu cinzento,
O azedume, o desalento
E os tempos de provação.


Renova-te, dia-a-dia,
Não pares, contando lutas,
Progresso é o lema que escutas
No mundo em transformação.


Tudo procura a vanguarda,
A flor converte-se em fruto,
Do cascalho rijo e bruto,
Eis o diamante a surgir...


O fio forma o agasalho,
A própria noite se esquece
Na aurora que resplandece
Buscando a luz do porvir.


Da própria queda no erro,
Levanta-te e segue à frente,
Servindo incessantemente,
Tudo podes refazer.


Não te detenhas na angústia,
Ante o mal, prossegue e olvida,
As próprias nódoas da vida
A vida pede esquecer.


Por: Maria Dolores

In: A vida Conta

Francisco Cândido Xavier

Delito e Reencarnação




Por ódio trocado, Antônia

Matou Lina do Lagarto.

Hoje, elas são mãe e filha

Doentes no mesmo quarto.


Joaquim arrasou Simão

Para tomar-lhe Ana Vera,

Mas Simão tornou a ele,

É o filho que o não tolera.


Por Téo, Naná largou Juca

Que se matou pela ingrata,

E Juca voltou a ela,

É o filho que a desacata.


Manoel seduziu Percília,

Deixando-a em tombos loucos...

Ela morreu e voltou:

É a filha que o mata aos poucos.


Por Zina, matou-se João...

Um carro fê-lo aos pedaços...

Hoje ele é o filho doente

Que Zina beija nos braços.


Tesouro maior da vida

É a mente tranquila e sã.

Erro que a gente faz hoje

A vida acerta amanhã.


Por: Cornélio Pires

Psicografia: Chico Xavier

Livro: Chico Xavier Pede Licença



Esquecer e Perdoar




Sofreste, de inesperado,

O estranho golpe da ofensa

Que te envolve em dor imensa,

No espinheiro do pesar.

Mas o remédio mais puro

Que restaura a alma ferida

Vem da farmácia da vida:

Esquecer e perdoar...


Honrando o cérebro eleito,

A Ciência alteia a voz,

Expõe o carro veloz,

A nave aérea, o radar...

A paz em casa, entretanto,

Além da luz da Ciência,

Pede a dupla providência:

Esquecer e perdoar...


No livro da Natureza,

Solo que aceite o trator,

Garante com mais amor

A semente, o pão e o lar...

Da fornalha desumana,

Vem a fina porcelana...

A ostra desconhecida

Cede ao mundo, sem protesto,

A pérola em plena vida,

Ensina-nos, vencida:

Esquecer e perdoar...


Assim também, alma irmã,

Nos dias de dor e luta,

Acalma-te, espera, escuta

Sem tristeza e reclamar,

E ouvirás a voz dos Céus,

Em meio da própria ação,

A dizer-te ao coração:

Esquecer e perdoar!...


Por: Maria Dolores. Mensagem recebida por Chico Xavier em reunião pública do Centro Espírita União – CEU, São Paulo-SP, em outubro de 1989, inserta na obra “Até sempre, Chico Xavier”.



Invictus


Amigos, hoje quero compartilhar algo com vocês que não é propriamente espírita, mas que considero muito bonito e inspirador, por isso creio que mereça ser divulgado. Trata-se do poema britânico “Invictus”, de William Ernest Henley. Aproveito para dar uma dica de filme também...


O filme


Esse final de semana fui assistir o novo filme do sempre ótimo Clint Eastwood: Invictus. É um filme baseado no livro “Conquistando o Inimigo”, do jornalista britânico John Carlin. Mostra rapidamente o período em que Nelson Mandela (interpretado maravilhosamente por Morgan Freeman) sai da prisão em 1990 e torna-se presidente em 1994 e fixa em uma passagem ocorrida em 1995, quando, em uma tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby foi utilizado por Mandela para tentar amenizar o enorme fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. Mandela quis aproximar brancos e negros através do jogo, fazendo com que os negros torcessem por seu próprio time na copa do mundo (Springboks, seleção sul-africana de rugby e até então símbolo da supremacia branca, por isso mesmo hostilizado pelos negros). O jogador François Pienaar (Matt Damon), como capitão do time, foi o principal parceiro de Mandela nessa empreitada. É essa a história que o filme conta. Um ótimo exemplo que Madiba (como Mandela é chamado por seus conterrâneos - nome que recebeu no clã negro do qual é oriundo) nos deixou, mostrando que, para reerguer uma nação das cinzas do separatismo, não é necessário apenas populismo, mas sim muita estratégia, inteligência, sensibilidade e, principalmente, humanidade.


O poema

O poema britânico “Invictus” foi escrito em 1875 por William Ernest Henley e apresenta palavras fortes. Um século depois de escrito, tornou-se o companheiro mais constante de um histórico prisioneiro inocente: Nelson Mandela, que, aprisionado em Robben Island (por quase 30 anos), cumprindo pena de trabalhos forçados, lia e relia o texto de Henley para manter a esperança e a sanidade. O poema é citado algumas vezes no filme. Abaixo, enfim, o poema inspirador:


Invictus

William Ernest Henley


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.


Invictus

(Tradução: André Masini)


Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.


* * *

Bom, espero que tenham gostado do post e do poema, fica aqui mais uma dica de filme (e livro) para todos. Uma ótima oportunidade de conhecer um pedaço da história de Nelson Mandela e da África do Sul. :)


Vejam o trailer CLIQUE AQUI.

* * *

Mandela - O exemplo


Esse ano (em fevereiro) comemora-se 20 anos da libertação de Nelson Mandela, bacharel em direito, famoso por lutar contra o Apartheid (regime de segregação racial, que negava aos negros direitos políticos, sociais e econômicos). Após sua libertação, Mandela foi o primeiro presidente eleito da África do Sul, que governou de 1994 a 1999. Prêmio Nobel da paz em 1993 (dividido com Frederik de Klerk), Mandela atualmente está com 91 anos e encontra-se afastado da vida pública, mas sempre é bom conhcecer um pouco mais sobre a sua história e aprender com seu exemplo de vida (simplicidade, força, coragem, não-violência, humanismo, perdão).


Conheçam a Fundação Nelson Mandela – CLIQUE AQUI.



ALEGRIA DO NATAL



Agradeço, Jesus,
A bênção do Natal que nos renova e aquece
Em vibrações de paz aos júbilos da prece,
Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!...
Agradeço a mensagem que te exalta,
Reacendendo o Sol da Nova Era
Nos cânticos da fé viva e sincera
Que nos refaz e eleva o coração.

Agradeço as palavras em teu nome,
Naqueles que conheço ou desconheço,
Que me falam de ti com bondade sem preço,
Conservando-me em ti, seja em que verbo for,
E as afeições queridas que me trazem,
Por teu ensinamento que me alcança,
A sublime presença da esperança
Ante a força do amor.

Agradeço o conforto
De tudo o que recebo em forma de ternura,
Na mais singela flor que me procura
Ou na prece de alguém
E as generosas mãos que me auxiliam
A repartir migalhas de consolo,
Seja um simples lençol ou um simples bolo
Para a festa do bem.

Agradeço a saudade
Dos entes que deixei noutros campos do mundo,
Que me deram contigo o dom profundo
De aprender a servir, de entender e de orar,
Os afetos que o tempo me resguarda
Sob fulgurações que revejo à distância,
Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância
Nas promessas do lar!...

Por tudo em que o Natal se revela e se expande
A envolver-nos em notas de alegria
Que o teu devotamento nos envia
Em carícias de luz,
Pelo trabalho que nos ofereces,
Perante a fé maior que hoje nos invade,
Para a edificação da Nova Humanidade,
Sê louvado, Jesus!...

Maria Dolores
(In: Os Dois Maiores Amores - Francisco Cândido Xavier)


Suicídio e autocastigo



Suicídio, não pense nisso

Nem mesmo por brincadeira...

Um ato desses resulta

Na dor de uma vida inteira.


Por paixão, Quím afogou-se

Num poço de Guararema.

Renasceu em provação

Atolado no enfisema.


Matou-se com tiro certo

A menina Dilermanda.

Voltou em corpo doente,

Não fala, não vê nem anda.


Pôs fogo nas próprias vestes

Dona Cesária da Estiva...

Está de novo na Terra

Num corpo que é chaga viva.


Suicidou-se à formicida

Maricota da Trindade...

Voltou... Mas morreu de câncer

Aos quatro meses de idade.


Enforcou-se o Columbano

Para mostrar rebeldia...

De volta, trouxe a doença

Chamada paraplegia.


Queimou-se com gasolina

Dona Lília Dagele.

Noutro corpo sofre sarna

Lembrando fogo na pele.


Tolera com paciência

Qualquer problema ou pesar;

Não adianta morrer,

Adianta é se melhorar.


(Cornélio Pires)


* * *


Deus não castiga o suicida, pois é o próprio suicida quem se castiga. A noção do castigo divino é profundamente modificada pelo ensino espírita. Considerando-se que o Universo é uma estrutura de leis, uma dinâmica de ações e reações em cadeia, não podemos pensar em punições de tipo mitológico após a morte. Mergulhado nessa rede de causas e efeitos, mas dotado do livre arbítrio que a razão lhe confere, o homem é semelhante ao nadador que enfrenta o fatalismo das correntes de água, dispondo de meios para dominá-las.


Ninguém é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. A consciência humana é soberana e dispõe da razão e da vontade para controlar-se e dirigir-se. Além disso, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”. A oração é o pensamento elevado aos planos superiores – a ligação do escafandrista da carne com os seus companheiros da superfície – e a vigilância é o controle das circunstâncias que ele deve exercer no mergulho material da existência.


O suicida é o nadador apavorado que se atira contra o rochedo ou se abandona à voragem das águas, renunciando ao seu dever de vencerias pela força dos seus braços e o poder da sua coragem, sob a proteção espiritual de que todos dispomos.


A vida material é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa. Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.


Cornélio Pires, o poeta caipira de Tietê, responde à pergunta do amigo através de exemplos concretos que falam mais do que os argumentos. Cada uma de nossas ações provoca uma real, o da vida. A arte de viver consiste no controle das nossas ações (mentais, emocionais ou físicas) de maneira que nós mesmos nos castigamos ou nos premiamos. Mas mesmo no autocastigo não somos abandonados por Deus que vela por nós em nossa consciência.


(Irmão Saulo)


Textos retirados do livro “Astronautas do Além”, de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Espíritos diversos.



Culto Doméstico




Quando o culto do Evangelho

Brilha no centro do Lar,

A luta de cada dia

Começa a santificar.


Onde a língua tresloucada

Dilacera e calunia,

Brotam flores luminosas

De sacrossanta alegria.


No lugar em que a mentira

Faz guerra de incompreensão,

A verdade estabelece

O império do Amor cristão.


Onde a ira ruge e morde,

Qual rude e invisível fera,

Surge o silêncio amoroso

Que entende, respeita e espera,


A mente dos aprendizes,

Bebe luz em pleno ar,

Todos disputam contentes,

A glória do verbo dar.


Casimiro Cunha

Psicografia de Chico Xavier, em 16 de dezembro de 1948


* * *

(Casimiro Cunha nasceu na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro, em 1880, e desencarnou em 1914, com apenas 34 anos. Um acidente cegou um de seus olhos quando tinha apenas 14 anos. Aos 16, ficou cego do outro. Não foi além da escola primária. Era forte, bem-humorado e cheio de fé. Após sua desencarnação, deu-nos dezenas de poemas pela psicografia de Chico Xavier, como o acima, constante do livro “Belos casos de Chico Xavier”.)


* * *

Para saber como realizar o evangelho no lar: CLIQUE AQUI.



ESPIRITISMO




Espiritismo é uma luz

Gloriosa, divina e forte,

Que clareia toda a vida

E ilumina além da morte.


É uma fonte generosa

De compreensão compassiva,

Derramando em toda parte

O conforto d'Água Viva.


É o templo da Caridade

Em que a Virtude oficia,

E onde a bênção da Bondade

É flor de eterna alegria.


É árvore verde e farta

Nos caminhos da esperança,

Toda aberta em flor e fruto

De verdade e de bonança.


É a claridade bendita

Do bem que aniquila o mal,

O chamamento sublime

Da Vida Espiritual.


Se buscas o Espiritismo,

Norteia-te em sua luz:

Espiritismo é uma escola,

E o Mestre Amado é Jesus.


Casimiro Cunha

No livro: Parnaso de Além-Túmulo

Psicografia: Francisco Cândido Xavier


* * *

O Espiritismo será no futuro o que dele os espíritas fizerem. Léon Denis


Partida e Chegada



Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.


O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.


Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remoto e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.


Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “lá vem o veleiro”.

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: “já se foi”.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu.


Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: “já se foi”, no mais além, outro alguém dirá feliz: “já está chegando”.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas.

De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.



Pensamentos de Victor Hugo (Espírito)

Do livro “A reencarnação através dos séculos” - Lair Lacerda



Carta de Ano Bom



Entre um ano que se vai

E outro que se inicia,

Há sempre nova esperança,

Promessas de Novo Dia...



Considera, meu amigo,

Nesse pequeno intervalo,

Todo o tempo que perdeste

Sem saber aproveitá-lo.



Se o ano que se passou

Foi de amargura sombria,

Nosso Pai Nunca está pobre

Do pão de luz da alegria.



Pensa que o céu não esquece

A mais ínfima criatura,

E espera resignado

O teu quinhão de ventura.



Considera, sobretudo

Que precisas, doravante,

Encher de luz todo o tempo

Da bênção de cada instante.



Sê na oficina do mundo

O mais perfeito aprendiz,

Pois somente no trabalho

Teu ano será feliz.



Não esperes recompensas

Dos bens da vida terrestre,

Mas, volve toda a esperança

A paz do Divino Mestre.



Nas lutas, nunca te esqueça

Deste conceito profundo:

O reino da luz de Cristo

Não reside neste mundo.



Não olhes faltas alheias,

Não julgues o teu irmão,

Vive apenas no trabalho

De tua renovação.



Quem se esforça de verdade

Sabe a prática do bem,

Conhece os próprios deveres

Sem censurar a ninguém.



Ano Novo!... Pede ao Céu

Que te proteja o trabalho,

Que te conceda na fé

O mais sublime agasalho.



Ano Bom!... Deus te abençoe

No esforço que te conduz

Das sombras tristes da Terra

Para as bênçãos de Jesus.





Ditada pelo Espírito Casimiro Cunha.

Médium: Francisco Cândido Xavier

Retirado do site Grupo Espírita Renascer

Hino às Estrelas



Estrelas — ninhos da vida,

Entre os espaços profundos,

Novos lares, novos mundos,

Velados por tênue véu...

Louvores à vossa glória,

Nascida na eternidade,

Sois jardins da imensidade,

Suspensos no azul do céu.



Dizei-nos que tudo é belo,

Dizei-nos que tudo é santo,

Inda mesmo quando há pranto

No sonho que nos conduz.

Proclamai à terra estranha,

Dominada de tristeza,

Que em tudo reina a beleza

Vestida de amor e luz.



Quando a noite for mais fria

Pela dor que nos procura,

Rompei a cadeia escura

Que nos prenda o coração,

Acendendo a madrugada

No campo de Novo Dia,

Onde a ventura irradia

Eterna ressurreição.



Dai consolo ao peregrino

Que segue à mercê da sorte,

Sem teto, sem paz, sem norte,

Torturado, sofredor...

Templos do Sol Infinito,

Descerrai à Humanidade

A bênção da Divindade

Nas bênçãos do vosso amor.



Estrelas — ninhos da vida,

Entre os espaços profundos,

Novos lares, novos mundos,

Velados por tênue véu...

Louvores à vossa glória,

Nascida na eternidade,

Sois jardins da imensidade,

Suspensos no azul do céu.




Retirado do livro “Ave, Cristo!” – Autoria Espiritual de Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier


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Du, obrigada pela linda imagem!


Encontros e Despedidas


Olá amigos!


Gostaria de compartilhar com vocês uma música, que apesar de muitos falarem que sua letra está relacionada ao período de repressão e ditadura (o que não discordo, afinal, pode-se interpretar um mesmo texto de diversas maneiras), vejo-a como uma bela referência à reencarnação
. Como diz a letra, a plataforma da estação é a própria vida, que não termina com a partida ("chegar e partir são só dois lados da mesma viagem...")


Observem bem a letra e tentem imaginar quantos irmãos nossos não encontram-se, nesse momento, no plano Espiritual a olhar para nós? E pensem nesse vai-e-vem entre os planos físico e espiritual acontecendo sem cessar: alguns, na nossa simples visão de encarnados, “nascendo”, e outros “morrendo”. São lágrimas de alegria para uns e tristeza para outros, em ambos os lados. O que significa para nós uma morte (melhor dizendo, um desencarne), que para nós, aqui, no plano físico, é um evento encarado com tristeza, na verdade, é um momento de reencontro para o desencarnante com os irmãos do plano espiritual, que na maioria das vezes, acontece com muita alegria. E assim, a vida renova-se sempre.


Enfim, deixo aqui esta bela música para a apreciação de todos e que cada um possa tirar as suas próprias conclusões...


Abraços! Muita paz e luz a todos!



Encontros e Despedidas

Milton Nascimento & Fernando Brant


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero


Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar


E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida



“Encontros e Despedidas” Interpretada por Maria Rita

Poema...

Olá, amigos!

Ontem foi dia de blogagem coletiva, segundo a proposta do blog “A Cor da Letra”, e seu tema foi Poesia e Internet. Acho que a Internet, como meio de comunicação, é um ótimo veículo para a divulgação de todas as formas de arte, e a poesia, desta forma, faz uma parceria perfeita com a Internet. Acho que a poesia combina com tudo, há poesia em tudo na vida. Sendo assim, a poesia combina perfeitamente com o Espiritismo também!


Inspirada por esse tema resolvi colocar aqui hoje um poema belíssimo, não de minha autoria, até porque não tenho capacidade para tanto, mas de autoria de um grande benfeitor espiritual, nosso querido Emmanuel.


Aproveito para recomendar a todos, mesmo que não sejam espíritas, o livro “Há Dois Mil Anos”, um romance surpreendente, onde vocês irão encontrar, além de uma bela e comovente história real, vivida pelo autor espiritual na época em que Jesus esteve presente fisicamente na Terra, esse poema que transcrevo agora para vocês.


Deixo aqui, com carinho a todos os amigos, o inesquecível poema de Emmanuel, de "Há Dois Mil anos"!...


Abraços a todos!


Adriana




(de Públio para Lívia)


Alma gêmea da minhalma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...

Emmanuel
(Do livro "Há Dois Mil Anos”, FCXavier, Ed. FEB)



Para saber mais sobre Emmanuel, visite o site do
Instituto André Luiz | Site Espírita André Luiz
www.institutoandreluiz.org