Estreia do Filme 'As Mães de Chico Xavier'


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Estreia nesta sexta-feira, dia 1º de abril de 2011, nas principais salas de cinema de todo o Brasil, o filme "As Mães de Chico Xavier".


O filme, que traz Nelson Xavier mais uma vez no papel do famoso médium brasileiro, é baseado em acontecimentos reais e conta a história de três mães: Ruth, que tem um filho adolescente com problemas sérios relacionado às drogas; Elisa, que tenta compensar a ausência do marido se dedicando integralmente ao seu filho; e Lara, uma professora que passa por um dilema após uma gravidez não planejada. Estas três mulheres vivendo experiências tão fortes e distintas encontrarão o conforto e verão suas realidades se transformarem através do contato com o médium.







Para saber mais sobre o filme visitem:


Site oficial: http://www.asmaesdechicoxavier.com.br/

Blog Oficial: http://www.asmaesdechico.blogspot.com/

Twitter: @maeschicoxavier

Facebook: Mães de Chico Xavier


CHICO XAVIER


No dia 02/04/1910 nascia para este plano físico, na cidade de Pedro Leopoldo (Minas Gerais), o médium Francisco Cândido Xavier. Caso estivese encarnado, estaria completando hoje 100 anos.

Este post tenta homenageá-lo trazendo um texto escrito pelo próprio Chico, onde o mesmo fala um pouco a respeito de sua vida e trabalho na mediunidade. O texto está presente no livro “Parnaso de Além-Túmulo”, primerio livro publicado através da sua faculdade mediúnica de psicografia.

Chico, agradecemos pela sua dedicação à prática mediúnica e pelos exemplos de amor, respeito, caridade, disciplina, fé e humildade, que tanto nos ensinaram e ensinam até hoje. Que Jesus o ilumine sempre!


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Palavras Minhas

Nasci em Pedro Leopoldo, Minas, em 1910. E até aqui, julgo que os meus atos perante a sociedade da minha terra são expressões do pensamento de uma alma sincera e leal, que acima de tudo ama a verdade; e creio mesmo que todos os que me conhecem podem dar testemunho da minha vida repleta de árduas dificuldades, e mesmo de sofrimentos.

Filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a classe de aborrecimentos na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo.

E, se decidi escrever estas modestas palavras no limiar deste livro, é apenas com o intuito de elucidar o leitor; quanto à sua formação.

Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais profundo pendor para a leitura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como? Matriculando-me quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando do apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.

Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras, e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.

Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões.

Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto.

Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu, com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.

O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras.

Assim tem-se passado os dias sem que eu tenha podido, até hoje, realizar as minhas esperanças.

Prosseguindo nas minhas explicações, devo esclarecer que minha família era católica e eu não podia escapar aos sentimentos dos meus. Fui pois criado com as teorias da Igreja, freqüentando-a mesmo com amor, desde os tempos de criança; quando ia às aulas de catecismo era para mim um prazer.

Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das proclamadas pelo Catolicismo; mas, eis que uma das minhas irmãs, em maio do ano referido, foi acometida de terrível obsessão; a medicina foi impotente para conceder-lhe uma pequenina melhora, sequer. Vários dias consecutivas foram, para nossa casa, horas de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr. José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a ajudar-nos com a sua boa vontade e o seu esforço.

Verdadeiro discípulo do Evangelho, ofereceu-nos até a sua residência, bem distante da nossa, junto à sua família, onde então, num ambiente totalmente modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita, orientando-se quanto aos seus deveres, desenvolvendo, simultaneamente, as suas faculdades mediúnicas. Aí, sob os seus caridosos cuidados e da sua Exma. esposa D.Cármen Pena Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã hauria, para nosso beneficio, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina dos mensageiros divinos; foi nesse ambiente onde imperavam os sentimentos cristãos de dois corações profundamente generosos, como o são os daqueles confrades a que me referi, que a minha mãe, que regressara ao Além em 1915, deixando-nos mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos os seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo, entrando em pormenores da nossa vida íntima, que essa senhora desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que a nossa genitora usava, quando na Terra.

Sobre esses fatos e essas provas irrefutáveis solidificamos a nossa fé, que se tornou inabalável. Em breve minha irmã regressava ao nosso lar cheia de saúde e feliz, enterrada no conhecimento da luz que deveria daí por diante nortear os nossos passos na vida.

Resolvemos, então, com ingentes sacrifícios, reunir um núcleo de crentes para estudo e difusão da doutrina, e foi nessas reuniões que me desenvolvi como médium escrevente, semimecánico, sentindo-me muito feliz por se me apresentar essa oportunidade de progredir; datando daí o ingresso do meu humilde nome nos jornais espíritas, para onde comecei a escrever sob a inspiração dos bondosos mentores espirituais que nos assistiam (1).

Daí a pouco, a nossa alegria aumentava, pois o nosso confrade José Hennínio Perácio, em companhia de sua esposa, deliberou fixar residência junto a nós, e as nossas reuniões tiveram resultados melhores, controladas pela sua senhora, alma nobilíssima, ornada das mais superiores qualidades morais e que, entre as suas mediunidades, conta com mais desenvolvimento a clariaudiência. Nossas reuniões contavam, assim, grande número de assistentes, porém, a moral profunda que era ensinada, baseada nas páginas esplendorosas do Evangelho de Jesus, parece que pesava muito, como acontece na opinião de grande maioria de almas da nossa época, quase sempre inclinadas para as futilidades mundanas, e, decorridos dois anos, os assistentes de nossas sessões de estudos escassearam, chegando ao número de quatro ou cinco mil pessoas, o que perdura até hoje.

Não desanimamos, contudo, prosseguindo em nossas reuniões, constituindo para nós uma fonte de consolações isolarmo-nos das coisas terrenas em nosso recanto de prece, para a comunhão com os nossos desvelados amigos do Além.

Continuei recebendo as idéias dos mesmos amigos de sempre, nas reuniões, psicografando-as, e que eram continuamente fragmentos de prosa sobre os Evangelhos. Somente duas vezes recebi comunicações em versos simples.

Em agosto, porém, do corrente ano, apesar de muito a contragosto de minha parte, porque jamais nutri a pretensão de entrar em contacto com essas entidades elevadas, por conhecer as minhas imperfeições, comecei a receber a série de poesias que aqui vão publicadas, assinadas por nomes respeitáveis.

Serão das personalidades que as assinam? – é o que não posso afiançar. O que posso afirmar categoricamente, é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre senti, ao escrevê-las, era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial. Onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografa-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis.

Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.

Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente, sem que eu ou meus companheiros de trabalhos as provocássemos e jamais se pronunciou. em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces.

Passavam-se às vezes mais de dez dias, sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez. Grande parte delas foram escritas fora das reuniões e tenho tido ocasiões de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.

Muitas vezes, ao recebermos uma destas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras nela empregadas, porque tanto eu como os meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância, julgando minha obrigação, frisar aqui também, que, apesar de todo o meu bom desejo, jamais obtive outra coisa, fenomenologia espírita, a não ser esses escritos.

Devo salientar o precioso concurso da bondosa médium Sra. Cármen P. Perácio, que através da sua maravilhosa clariaudiêncía me auxiliou muitíssimo, transmitindo-me as advertências e opiniões dos nossos caros mentores espirituais, e ainda o carinhoso interesse do distinto confrade Sr. M. Quintão. que tem sido de uma boa vontade admirável para comigo, não poupando esforços para que este despretensioso volume viesse à luz da publicidade.

E aqui termino.

Terei feito compreender, a quem me lê, a verdade como de fato ela é?

Creio que não. Em alguns despertarei sentimentos de piedade e, noutros, rizinhos ridiculizadores. Há de haver, porém, alguém que encontre consolação nestas páginas humildes. Um desses que haja, entre mil dos primeiros, e dou-me por compensado do meu trabalho.

A todos eles, todavia, os meus saudares, com os meus agradecimentos intraduzíveis aos boníssimos mentores do Além, que inspiraram esta obra, que generosamente se dignaram não reparar as minhas incontáveis imperfeições, transmitindo, por intermédio de instrumento tão mesquinho, os seus salutares ensinamentos.

Pedro Leopoldo, dezembro de 1931.

Francisco Cândido Xavier.


(1) Só nos últimos dias de 1931, com a graça de Deus, desenvolveram-se em mim, de maneira clara e mais intensamente, a vidência, a audição e outras faculdades mediúnicas. (Nota do médium para a 4º edição, em 1944.)

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Ao escrever estas palavras, o Autor não se lembrou de que as suas relações constantes com Espíritos desencarnados, mantidas desde os 5 anos de idade, pertencem igualmente à fenomenologia espírita. Pensou em fenomenologia somente como prática consciente da mediunidade das sessões espíritas; mas todas as pessoas de sua intimidade sabem que ele, desde a infância, confunde os habitantes dos dois mundos e muitas vezes pergunta ao amigo que esteja passeando com ele: "Estás vendo ali um homem de barbas brancas, etc.?" Pela resposta do companheiro é que ele fica sabendo se está diante de um habitante do nosso mundo ou de habitante do mundo espiritual. Também isso são fenômenos espíritas. (Nota da Editora – 9ª edição, 1972.)


Extraído do livro Parnaso de Além-Túmulo

Primeiro livro psicografado por Chico Xavier

Poesias Mediúnicas – Vários Autores

Edição Comemorativa – 70 anos, FEB: 2002 - página 31.


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Assista ao vídeo do 'Programa Transição', no qual o médium Divaldo Franco fala sobre a vida de Chico Xavier – CLIQUE AQUI.



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Joanna de Ângelis (espírito), enviou uma mensagem, em julho de 2002, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco e publicada na Revista Reformador do mês seguinte, na qual informa que, após a desencarnação, o espírito de Chico Xavier fora recebido no mundo Espiritual por Jesus. Confira o texto dessa mensagem no blog Manancial de LuzCLIQUE AQUI.

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A Igreja Católica reconhece a grandeza do homem Chico Xavier e seu empenho em ajudar, sobretudo, aos sofridos, mesmo com a distância entre as duas doutrinas. Mas um ponto nos une: a caridade. É comum entre todos aqueles que têm Jesus Cristo como seu Salvador e Deus a pratica da caridade. Agradecemos a Deus pela passagem deste homem que só soube fazer o bem.”

Monsenhor José Albérico Bezerra de Almeida - Vigário geral da Arquidiocese do Recife e Olinda


Todos aqueles que entendem o plano de Deus para sua criação se preocupam com o bem estar dos que estão a sua volta. Eles se dedicam a fazer a maior caridade: dar conhecimento sobre a realidade que transcende a matéria, o conhecimento espiritual, para que todos possam progredir rumo ao abrigo supremo e eterno, Deus. Chico Xavier foi um espírito que enquanto homem viveu estritamente segundo esses princípios, mostrando factualmente o quanto era elevado e realizado espiritualmente. É um exemplo a ser seguido e uma mostra do quanto o amor pode fazer pela humanidade.”

Yamunacarya das - Pres. da Sociedade Internacional Para Consciência de Krishna no Brasil


Se falar em religião no Brasil, sem mencionar Chico Xavier, é não falar em nada. Ele empunha a bandeira da caridade e da humanidade. Não pregava o apartheid das religiões e sim a união e por isso era respeitado. Os depoimentos dele sempre unificavam, falavam de um Deus, único, unificado. Uma vez falou que a Umbanda era uma religião linda. Agora eu falo que Chico foi um templo da religião viva”.

Pai Luiz Santos - Conselho Nacional de Umbanda



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Veja algumas postagens anteriores do blog Espírita na Net, a respeito de Chico Xavier:

Aniversário de Chico Xavier


Histórias do Chico...

Ah, o Chico...


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Ah... mas quem sou eu senão uma formiga, das menores, que anda pela terra cumprindo sua obrigação...” Chico Xavier


Homenagem dos Correios a Chico Xavier

Depois de homenagear com um selo a médica Zilda Arns, da Pastoral da Criança, que desencarnou no terremoto que atingiu o Haiti em Janeiro, os Correios homenageiam o centenário do nascimento do médium Francisco Cândido Xavier, desencarnado há oito anos.

Os Correios prestam homenagem a Chico Xavier com a emissão de selo comemorativo e cartão postal. O evento de pré-lançamento será no dia 19 de março, em Uberaba (MG), e os eventos de lançamento nas cidades de Brasília (DF), Pedro Leopoldo (MG), Uberaba (MG) e São Bernardo do Campo (SP).

O selo apresenta Chico Xavier autografando um de seus livros, a inscrição de uma frase de sua autoria que expressa a essência de sua obra e, como pano de fundo, detalhe de uma carta psicografada pelo médium. As técnicas utilizadas foram fotografia e computação gráfica. A foto é de Rômulo Fernando Fialdini e a arte-finalização de Miriam Guimarães. Serão emitidos 600 mil selos, com valor de 1º Porte Carta Comercial (R$ 1,05) e oito mil cartões postais, com o valor unitário de R$ 1,00.

Francisco Cândido Xavier nasceu em 02 de abril de 1910, em Pedro Leopoldo (MG). Psicografou mais 400 livros, muitos deles traduzidos para vários idiomas – inglês, castelhano, francês, grego, japonês etc. O autor doou os direitos autorais de seus livros a editoras espíritas com o compromisso de destinarem recursos a tarefas de socorro às populações carentes. Incentivou a fundação e a viabilização de centenas de obras filantrópicas no Brasil e no exterior, promovendo a manutenção de muitas delas. Conhecido mundialmente, foi indicado, em 1981, ao Prêmio Nobel da Paz por dez milhões de brasileiros e recebeu o título de Mineiro do Século em Minas Gerais. A emissão deste selo representa o reconhecimento à sua dedicação ao próximo, humildade e dignidade.

O primeiro dia de circulação do selo será 02 de abril de 2010, dia em que Chico Xavier completaria 100 anos, caso estivesse encarnado, e o prazo de sua comercialização pela ECT será até dezembro de 2013.


Fontes:

Revista Época

Correios / Notícias


Trailer do filme “Chico Xavier”


Amigos, hoje trago o trailer de um filme que já foi comentado aqui antes e que certamente é muito esperado por todos aqueles que admiram Chico Xavier, independente se espíritas ou não. Produzido pela Globo Filmes e dirigido por Daniel Filho, “Chico Xavier” tem previsão de estreia no Brasil em 02 de Abril de 2010.




Para saber mais sobre o filme, acessem o site oficial clicando AQUI.


Abençoada expiação



Considerando que a vida no corpo só se justifica para o Espírito se se levar em conta a necessidade que tem de evoluir, até ao ponto de não mais estar sujeito à esteira extensa das reencarnações, é de boa oportunidade transcrever-se o caso em frente, narrado no livro de Adelino (Chico de Francisco, Adelino da Silveira, 1. ed. Editora Cultural União, págs. 54-55):


Chico (Xavier) visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que moravam.


O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:


- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?


- Não creio, doutor, respondeu-lhe o Chico. Este nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda a sua vida. Aguardaram o seu desencarne (sic) e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a Providência Divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.


- E como resgatará ele seus crimes? Inquiriu o médico.


- O Irmão X costuma dizer que Deus usa o tempo e não a violência.



Por Weimar Muniz de Oliveira

(Revista Reformador, Outubro de 1994, p. 297.)


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Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus [...] Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4, 4-7;13)



Doação de Órgãos




Como o Espiritismo encara os transplantes de órgãos?


O assunto não foi, evidentemente, tratado por Kardec, mas o Dr. Jorge Andréa, no seu livro Psicologia Espírita, págs. 42 e 43, examinando o tema, assevera que não há nenhuma dúvida de que, nas condições atuais da vida em que nos encontramos, os transplantes devem ser utilizados.


A conquista da ciência é força cósmica positiva que não deve ser relegada a posição secundária por pieguismos religiosos. Por isso, chegará o dia em que poderemos avaliar até que ponto as influências espirituais se encontram nesses mecanismos, a fim de que as intervenções sejam coroadas de êxito e pleno entendimento”.


Perguntaram a Chico Xavier se os Espíritos consideram os transplantes de órgãos prática contrária às leis naturais.


Chico respondeu: “Não. Eles dizem que assim como nós aproveitamos uma peça de roupa que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peça de roupa, é muito natural, aos nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com segurança e proveito”.


Todos podemos doar nossos órgãos ou há casos em que isso não se recomenda?


É claro que todos podemos.


A extração de um órgão não produz reflexos traumatizantes no perispírito do doador.


O que lesa o perispírito, que é nosso corpo espiritual, são as atitudes incorretas perpetradas pelo indivíduo, e não o que é feito a ele ou ao seu corpo por outras pessoas.


Além disso, o doador desencarnado é, muitas vezes, beneficiado pelas preces e pelas vibrações de gratidão e carinho por parte do receptor e de sua família.


A integridade, pois, do perispírito está intimamente relacionada com a vida que levamos e não com o tipo de morte que sofremos ou com a destinação de nossos despojos.


Há casos, no entanto, que a doação ou a extração de órgãos não se recomenda.


No dia 6 de fevereiro de 1996, atendemos um Espírito em sofrimento, que recebera o coração de um jovem morto num acidente, o qual, sem haver compreendido que desencarnara, o atormentava no plano espiritual, reclamando o coração de volta. Curiosamente, o Espírito que recebera o órgão sabia estar desencarnado e lembrava até haver doado as córneas a outra pessoa.


Indagaram a Chico Xavier: “Chico, você acha que o espírita deve doar as suas córneas? Não haveria nesse caso repercussões para o lado do perispírito, uma vez que elas devem ser retiradas momentos após a desencarnação do indivíduo?”.


Respondeu o bondoso médium mineiro (“Folha Espírita”, nov/82, apud “Chico, de Francisco”, pág. 84):


Sempre que a pessoa cultive desinteresse absoluto em tudo aquilo que ela cede para alguém, sem perguntar ao beneficiado o que fez da dádiva recebida, sem desejar qualquer remuneração, nem mesmo aquela que a pessoa humana habitualmente espera com o nome de compreensão, sem aguardar gratidão alguma, isto é, se a pessoa chegou a um ponto de evolução em que a noção de posse não mais a preocupa, esta criatura está em condições de dar, porque não vai afetar o perispírito em coisa alguma.


No caso contrário, se a pessoa se sente prejudicada por isso ou por aquilo no curso da vida, ou tenha receio de perder utilidades que julga pertencer-lhe, esta criatura traz a mente vinculada ao apego a determinadas vantagens da existência e com certeza, após a morte do corpo, se inclinará para reclamações descabidas, gerando perturbação em seu próprio campo íntimo. Se a pessoa tiver qualquer apego à posse, inclusive dos objetos, das propriedades, dos afetos, ela não deve dar, porque ela se perturbará
”.


Anos depois dessa resposta, registrou-se o caso Wladimir, o jovem suicida que foi aliviado em seus sofrimentos post-mortem graças às preces decorrentes da doação de córneas por ele feita, mostrando que, mesmo em mortes traumáticas como essa, a caridade da doação, quando praticada pelo próprio desencarnante, é largamente compensada pelas leis de Deus.


(O caso Wladimir é narrado no livro “Quem tem medo da morte?”, de Richard Simonetti.)


Do site “O Consolador” - Estudos Espíritas






A Eutanásia


Aguardávamos com ansiedade os fins de semana, ou melhor dizendo, as sextas-feiras para irmos a Uberaba, o que acontecia a cada quinze dias, para visitar e buscar lições de vida do querido médium Chico Xavier.


A chegada era sempre de alegria pelos encontros com os companheiros das diversas partes de cidades ou até mesmo de estados, que dirigiam Casas Espíritas e também buscavam orientações para as mesmas. E tudo se completava com a entrada a Comunhão Espírita Cristã, pela luz radiosa desse servidor de Jesus, Chico Xavier.


A aglomeração de imediato se fazia sobre ele. Todos queriam abraçá-lo, mas em seguida havia uma alma bondosa, um jovem que, com educação, pedia a todos que fizessem fila para ordenar os cumprimentos. E Chico sempre surpreendia aos presentes, pois muitas vezes ele, erguendo a cabeça, chamava uns e outros pelo nome, o que deixava as pessoas assombradas, porque em muitas ocasiões ouvíamos as pessoas dizerem: "Como ele me chama, se eu nunca estive aqui?!..." E era sempre assim. Surpresas nas colocações que ele fazia em torno de acontecimentos das vidas daquelas muitas pessoas que ali se encontravam, que nem abriam a boca e recebiam o conforto que vinham buscar.


E Chico, para manter um ambiente espiritual favorável aos benfeitores daquela casa, levantava conversações que eram verdadeiras elucidações doutrinárias.


Houve uma ocasião em que o assunto ali mencionado era sobre o suicídio ou mortes prematuras. Todos opinávamos e ouvíamos a conclusão feita pelas sábias palavras do médium, quando um vozerio tomou conta do local.


Era a chegada de uma ambulância, que logo após deu lugar a um enfermeiro descendo uma maca acompanhada por um médico. Abriu-se de imediato a passagem, e todos vimos a paciente sendo conduzida até a presença de Chico. O que nos impressionou era ver seu corpo todo chagado e seu rosto também ulcerado num tom arroxeado, numa expressão de dor.


Chico aproximou-se da maca e, olhando fixamente para a doente, levantou as mãos e numa atitude de bênçãos, falou-lhe mansamente:


- Minha filha, tenha fé, essa sua reencarnação é também o momento de sua redenção junto a Deus.


O médico, puxando o médium pelo braço, para ficar mais distante da doente, disse calmamente:


- Chico, viemos até aqui, porque precisamos ouvi-lo por causa de um problema muito grave, que a família dessa paciente nos colocou em mãos. Você vê que esse caso para a medicina não tem cura. Os familiares, sabedores desse sofrimento terrível que passou a ser de todos, pediram-nos para abreviar-lhe a vida.


Chico olhou espantado para o médico e, numa reação espontânea, exclamou:


- Como?! Pedem-lhe para que seja praticada a eutanásia?! É essa a preocupação dos familiares?!


O médico, sem mais delongas, prosseguiu:


- Sim, Chico, é justamente isso. Querem que a morte seja mais rápida. Mas como sou temente a Deus, pedi-lhes mais alguns dias, porque precisava ouvi-lo a respeito.


O médium, olhando a paciente e sentindo as lágrimas a correr-lhe dos olhos, falou piedosamente:


- Doutor, quem somos nós para decidir sobre a vida humana! Que bom que o senhor é temente a Deus. Mas lembre-se que seu dever é salvar vidas. Não foi esse o seu juramento ao receber seu diploma? Mas, que bom, repito, que veio até aqui, porque nosso Emmanuel, ao nosso lado, explica algo muito importante...


E Chico, aproximando-se da doente que não podia falar pelas dores internas que sentia, transmitiu o recado de Emmanuel para que ela e todos pudéssemos ouvir...


Disse-nos o benfeitor:


- Diga ao nosso caro doutor que a nossa irmã nunca esteve tão bem como agora, porque nas suas três últimas reencarnações ela fora suicida. E nessa quarta reencarnação, apesar dessa prova expiatória, Deus lhe concedeu a misericórdia de vir com o corpo aprisionado em chagas, desde seu retorno à Terra, e ela até agora não pensou em suicídio, pois quer viver para vencer seu processo obsessivo e alcançar perante Deus o perdão por querer justiçar-se por si própria.


Estávamos todos mudos pelo exemplo vivo que Jesus nos enviara, a respeito da lição preparatória.


E a mulher chagada num gesto de carinho e reconhecimento ao médium, com dificuldade, pegou-lhe a mão, beijando-a por ajudá-la a continuar viver até que Deus determinasse seu retorno à pátria espiritual.


- Retirado do blog Espirinauta -


Sobre o sexo...




Pergunta o jovem:


E aí, Chico? Sexo antes do casamento é proibido?


Responde o médium:


– Meu filho, nada é proibido. No entanto, sem amor, nada vale a pena, nem o sexo, nem o casamento.


Notável observação!


A Doutrina Espírita, proverbialmente, enfatiza a consciência livre.


Não há proibições, considerando-se que a responsabilidade é uma planta frágil que só cresce em regime de liberdade.


Isso não consagra a idéia do liberou geral, já que tudo o que fizermos, dentro dos princípios de causa e efeito que nos regem, terá uma consequência.


Tenho a liberdade de fazer o que me aprouver, mas sempre responderei por minhas iniciativas.


Digamos, caro leitor, que desfrutamos todos de uma liberdade vigiada.


Os deslizes de comportamento fatalmente resultarão em cobranças, não na forma de punições divinas, mas de reações de nossa própria consciência, considerando que fomos programados para o que é certo, justo, verdadeiro.


O mal será sempre um desvio transitório de rota, com retorno obrigatório aos caminhos do Bem.


Em última instância, temos a liberdade de fazer exatamente… o que Deus espera de nós!


Tudo o que não for compatível com os desígnios divinos resultará em males tendentes a corrigir nossa rota.


Detalhe importante: as cobranças serão tanto mais severas quanto mais desenvolvido o Espírito em conhecimento, quanto mais amadurecido, mais capaz de distinguir o certo do errado, o Bem do mal.


Com relação à vida sexual, operou-se na década de sessenta, no século passado, uma revolução nos países ocidentais.


Vão longe os tempos em que sexo era considerado algo de pecaminoso, a ser exercitado apenas para a procriação, conforme ensinavam os manuais religiosos.


Vale lembrar que o dogma da virgindade perene de Maria foi inspirado nessa ideia. Como, argumentavam os teólogos, poderia a mãe de Jesus, personificação da pureza, ter se dado ao desfrute de uma relação sexual?


A forma de contornar essa dificuldade foi o dogma da virgindade perene de Maria. Não teria coabitado com José, mantendo-se casta.


Havia um problema: nos Evangelhos há referência aos irmãos de Jesus. Resolveu-se a pendência com a idéia de que José tivera filhos de um casamento anterior, ou seriam apenas primos seus.


Não há limites para a fantasia quando renunciamos à lógica e ao bom senso.


Para o Espiritismo a atividade sexual não tem nada de pecaminosa. É por ela que viemos ao Mundo. É graças a ela que as espécies subsistem.


O problema para os teólogos estaria no prazer. Sem prazer não haveria excessos, viciações, desajustes, paixões avassaladoras, traições...


Em contrapartida, estaria ameaçada a sobrevivência humana!


Já pensou, leitor amigo: sexo burocrático, frio, apenas para perpetuar a espécie? Na realidade, o que compromete o relacionamento sexual são os excessos.


Sexo, na atualidade, deixou de ser parte do amor, convertendo-se em sinônimo dele. Quando o jovem fala em fazer amor, expressão lamentável, está se referindo à prática sexual, como se o amor fosse sexo e não parte dele apenas.


E sem amor, como diz Chico, nada vale a pena, nem mesmo o sexo!



Do Livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier”

Por: Richard Simonetti


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O sexo se define por atributo não apenas respeitável, mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.

É irracional subtrair-lhe as manifestações aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, de vez que as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma, ao mesmo tempo que seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo ao campo da aventura menos digna, com a desculpa de se lhe garantir a libertação.

Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Consequentemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse.

Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará.


Por: Emmanuel

Livro: Vida e Sexo - Francisco Cândido Xavier



Os 100 anos de Chico Xavier - Novidades para 2010


O aniversário de 100 anos de Chico Xavier, comemorado em abril de 2010, será celebrado com um congresso aberto aos seguidores de todo o país. Trata-se do projeto Centenário de Chico Xavier, desenvolvido pela Federação Espírita Brasileira (FEB) com o objetivo de enfatizar a obra de Chico Xavier e contribuir com a preservação de sua memória. “A mediunidade dele foi natural”, comentou o diretor da FEB, César Perri. “Ele via e conversava com espíritos desde criança. Era uma pessoa muito simples, de coração aberto.”


As homenagens incluem ainda a produção de um documentário com depoimentos, realização de eventos regionais e dois filmes baseados em textos psicografados por Chico.


Um filme em especial terá a missão de retratar a vida do médium conhecido mundialmente. Baseado no livro “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior, o filme é um projeto do diretor Daniel Filho, coordenador da Globo Filmes. O mais importante, na opinião dele, é a boa história. “Não sou espírita, nem católico. Sou materialista. Estou mais para física quântica que para espiritualismo. Mas a insistência dos espíritas para que fizesse o filme me comoveu. É a história interessante de um homem abnegado, um tema que merece atenção”, explica.


Daniel conheceu pessoalmente o médium mineiro. “Chico Xavier é um dos homens mais importantes do Brasil. Vou mostrar o ser humano, o homem que tem aura, que puxa para si a responsabilidade de paz e de espiritualidade, no sentido de paternidade. Quero manter o respeito que os brasileiros têm por esse homem humilde, que disse que só queria ir embora quando o povo estivesse feliz. Por coincidência, morreu aos 92 anos, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2002”, observa.


Xavier, desde os 17 anos, psicografava mensagens de pessoas desencarnadas. Os textos escritos por ele na adolescência não eram compatíveis com a formação simples do rapaz, por isso chamaram a atenção. Chico Xavier viveu a maior parte da vida em Uberaba (MG) e, nas últimas décadas de vida, longas filas se formavam com gente de todas as religiões à espera de uma consulta com o médium. As pessoas iam em busca de consolo.



Assistam o trailer do filme, que já começou a ser filmado:





Para saber mais, acessem os links abaixo, do blog Partida e Chegada:


Filme sobre Chico terá o ator Nelson Xavier

Ator do filme “Chico Xavier” visita Uberaba

Começa produção de Chico Xavier, o filme



A Hora Final


Que se passa no momento da morte e como se desprende o Espírito da sua prisão material? Que impressões ou sensações o esperam nessa ocasião temerosa? É isso o que interessa a todos conhecer, porque todos cumprem essa jornada. A vida foge-nos a todo instante: nenhum de nós escapará à morte.


As sensações que precedem e se seguem à morte são infinitamente variadas e dependentes, sobretudo do caráter, dos méritos, da elevação moral do Espírito que abandona a Terra. A separação é quase sempre lenta e o desprendimento da alma opera-se gradualmente. Começa, algumas vezes, muito tempo antes da morte e só se completa quando ficam rotos os últimos laços fluídicos que unem o perispírito ao corpo. A impressão sentida pela alma revela-se penosa e prolongada quando esses laços são mais fortes e numerosos. Causa permanente da sensação e da vida, a alma experimenta todas as comoções, todos os despedaçamentos do corpo material.


Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso. O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres. Há, ao contrário, luta, agonia prolongada no Espírito preso à Terra, que só conheceu os gozos materiais e deixou de preparar-se para essa viagem.


Entretanto, em todos os casos, a separação da alma e do corpo é seguida de um tempo de perturbação, fugidio para o Espírito justo e bom, que desde cedo despertou ante todos os esplendores da vida celeste; muito longo, a ponto de abranger anos inteiros, para as almas culpadas, impregnadas de fluidos grosseiros. Grande número destas últimas crê permanecer na vida corpórea, muito tempo mesmo depois da morte. Para estas, o perispírito é um segundo corpo carnal, submetido aos mesmos hábitos e, algumas vezes, às mesmas sensações físicas como durante a vida terrena.


Outros Espíritos de ordem inferior se acham mergulhados em uma noite profunda, em um completo insulamento no seio das trevas. Sobre eles pesa a incerteza, o terror. Os criminosos são atormentados pela visão terrível e incessante das suas vítimas.


A hora da separação é cruel para o Espírito que só acredita no nada. Agarra-se como desesperado a esta vida que lhe foge; no supremo momento insinua-se-lhe a dúvida; vê um mundo temível abrir-se para abismá-lo e quer, então, retardar a queda. Daí, uma luta terrível entre a matéria, que se esvai, e a alma, que teima em reter o corpo miserável. Algumas vezes, ela fica presa até à decomposição completa, sentindo mesmo, segundo a expressão de um Espírito, “os vermes lhe corroerem as carnes”.


Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo, a partida da alma que, tendo muito lutado e sofrido, deixa a Terra confiante no futuro. Para esta, a morte é a libertação, o fim das provas. Os laços enfraquecidos que a ligam à matéria destacam-se docemente; sua perturbação não passa de leve entorpecimento, algo semelhante ao sono.


Deixando sua residência corpórea, o Espírito, purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões; depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. O Espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. O Espírito mergulha nesse banho reparador. Aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no seio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.


A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos Espíritos. Aqueles – e o número é grande – cujas existências se desenrolam indecisas, sem faltas graves nem méritos assinalados, acham-se, a princípio, mergulhados em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo; depois, um choque vem sacudir-lhes o ser. O Espírito sai, lentamente, de seu invólucro: como uma espada da bainha; recobra a liberdade, porém, hesitante, tímido, não se atreve a utilizá-la ainda, ficando cerceado pelo temor e pelo hábito aos laços em que viveu. Continua a sofrer e a chorar com os entes que o estimaram em vida. Assim corre o tempo, sem ele o medir; depois de muito, outros Espíritos auxiliam-no com seus conselhos, ajudando a dissipar sua perturbação, a libertá-lo das últimas cadeias terrestres e a elevá-lo para ambientes menos obscuros.


Em geral, o desprendimento da alma é menos penoso depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desligar pouco a pouco os laços carnais. As mortes súbitas, violentas, sobrevindo quando a vida orgânica está em sua plenitude, produzem sobre a alma um despedaçamento doloroso e lançam-na em prolongada perturbação. Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.


O conhecimento do futuro espiritual e o estudo das leis que presidem a desencarnação são de grande importância como preparativos à morte. Podem suavizar os nossos últimos momentos e proporcionar-nos fácil desprendimento, permitindo mais depressa nos reconhecermos no mundo novo que se nos desvenda.



Texto retirado do livro “Depois da Morte” - Léon Denis



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Chico Xavier fala sobre “Morte Suave” (Programa Pinga Fogo)






“Cumpramos os nossos deveres, compreendendo que a nossa responsabilidade tem o tamanho do nosso conhecimento.” Chico Xavier