Domingo, 11 de Maio de 2008

Dia das Mães


Heroísmo Materno



Foi em dezembro de 1944 que tudo começou. Caminhões chegaram no campo de concentração de Bergen-Belsen e despejaram 54 crianças. A mais velha tinha 14 anos e havia muitos bebês.


No alojamento das mulheres, Luba Gercak dormia. Acordou sua vizinha de beliche e lhe perguntou: Está escutando? É choro de criança.


A outra lhe disse que voltasse a dormir. Ela devia estar sonhando. Todos conheciam a história de Luba. Ainda adolescente se casara com um marceneiro e tiveram um filho, Isaac.


Quando veio a guerra, os nazistas lhe arrancaram dos braços o filho de três anos e o jogaram em um caminhão, junto com outras crianças e velhos.


Todos inúteis para o trabalho e, portanto, com destino certo: a câmara de gás.


Logo mais, ela pôde ver um outro caminhão arrastando o corpo, sem vida, do marido.


No primeiro momento, desistira de viver. Depois, a fé lhe visitou a alma e ela percebeu que Deus esperava muito mais dela. Então, passou a ser voluntária nas enfermarias.


Agora, Luba ouvia choro de crianças. Quem seriam?


Abriu a porta do alojamento e viu meninos, meninas, bebês apinhados, em choro, no meio do campo. Separados de seus pais, se encontravam desnorteados e tinham fome e frio.


Luba as trouxe para dentro. E porque protestassem as demais ocupantes do infecto alojamento, ela as repreendeu, dizendo:


Vocês não são mães? Se fossem seus filhos, diriam para que eu os deixasse morrer de frio? Eles são filhos de alguém.


Em verdade, o que suas companheiras temiam era a fúria dos soldados da SS.


Luba agradeceu a Deus por lhe ter enviado aquelas crianças. O seu filho morrera, mas faria tudo para que aquelas crianças vivessem.


Foi até o oficial da SS no acampamento e lhe contou o que fizera. Pôs sua mão no braço dele e suplicou.


Ele se deu conta que ela o tocara, o que era proibido, e lhe aplicou um soco em pleno rosto, fazendo-a cair.


Ela se levantou, o lábio sangrando e falou: Sou mãe. Perdi meu filho em Auschwitz. Você tem idade para ser avô. Por que há de querer maltratar crianças e bebês?


Fique com elas, foi a resposta seca do oficial.


Mas ficar com elas não era suficiente. Era necessário alimentá-las. Nos dias que se seguiram, todas as manhãs, ela ia ao depósito, à cozinha, à padaria, implorando, barganhando e roubando alimentos.


Os meninos ficavam à janela e quando a viam chegar diziam uns aos outros: Lá vem irmã Luba. Ela traz comida para nós!


À noite, ela cantava canções de ninar e as abraçava. Era a mãe que lhes faltava. As crianças, que falavam holandês, não entendiam as palavras de Luba, que era polonesa, mas compreendiam seu amor.


Em 15 de abril de 1945, os tanques britânicos entraram no campo, vitoriosos, e em seis idiomas passaram a rugir os alto-falantes: Estão livres! Livres!


Luba conseguira salvar 52 das 54 crianças que adotara como filhos do coração.


* * *


Em abril de 1995, 50 anos após a libertação, cerca de 30 homens e mulheres se reuniram na Prefeitura de Amsterdã para homenagear aquela mulher.


Recebeu, em nome da Rainha Beatriz, a medalha de prata por serviços humanitários.


No entanto, declarou que sua maior recompensa era estar com aqueles seus filhos que, com o apoio de Deus, conseguira salvar da sombra dos campos da morte.


* * *

Por isso tudo nunca pensemos que somos muito pequenos para lutar pelas grandes causas, ou que estamos sós. Quem batalha pela justiça, tem um insuperável aliado que se chama Deus, nosso Pai.



Redação do Momento Espírita com base no artigo “Uma heroína no inferno”, publicada na Revista Seleções do Reader’s Digest, de março de 1999.
Em 27.02.2008.


-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-


Neste dia de hoje, ofereço a todas as mulheres que foram, são, ou ainda serão mães, este lindo cravo branco. Com todo o meu carinho, respeito e admiração. Beijos. Adriana.



Para saber mais sobre a origem/criação do Dia das Mães (e porque ofereço o cravo), acessem os links:



Portal da Família – A Origem do Dia das Mães


Prefácio do livro “Mãe” / Chico Xavier – Espíritos Diversos


9 Comments:

Ana Cláudia Bessa said...

Que linda história!!!!!!!!!
Muita emoção...sem palavras!

NANDO DAMÁZIO said...

Nossa, que história linda de amor e esperança, Drica, emocionte !!

Linda homenagem à esses anjos que são todas as mães ..

Um feliz Dia das Mães pra você, minha querida !!

Olá, sou a Evellyn! said...

Adriana,
linda escolha para o dia de hoje!
Beijos

NANA said...

O exemplo dessa mulher é o exemplo do verdadeiro amor.
Boa Semana pra ti Drica!
Beijinhos

Adriana said...

Olá queridos amigos!

Ana Cláudia, Nando, Evellyn e Nana,

Que bom saber que vcs gostaram. Eu achei essa história maravilhosa e muito significativa para o dia das mães. Trata-se de um belo exemplo, e o mais importante nisso, que devemos observar, é que ela é real!!! Ou seja: nada para nós é impossível, quando realmente queremos!!!

Beijos a todos! Obrigada pelas visitas e comentários! Felicidades!...

Du said...

Uma linda e emocionante história!
Obrigada pelo cravo, minha querida!

Beijão

said...

Bom dia minha linda!

Já peguei meu cravo, adoro!
Ontem não vim por aqui a casa estava cheia meu filhos reunidos só faltou o mais velho, mas me ligou tá bom...
Linda história Dri, vocÊ SEMPRE ESCOLHE TEMAS MARAVILHOSOS, até chorei, aliás foi que o mais fiz, pois nesse dia lembro muito de minha avó quem me criou de verdade, pois minha mãe trabalhava muito...
Continua no comentário acima.
Rô!

Adriana said...

Du e Rô,

Que bom que gostaram do cravo (e da história)! Vcs merecem! Beijos!!! :)

-----------------------

Rô,

Não se preocupe, eu imaginei que o seu dia das mães seria bem agitado mesmo, afinal, vc tem uma família grande e é uma mãe/avó maravilhosa! Falando em avó... Não fique triste, tenha a certeza que a sua avó querida está hoje em um plano diferente do nosso, mas não deixou de existir, nem de gostar de vc. Aliás, certamente ela estará olhando por vc! Beijos! Fica com Deus!

Tânia Defensora said...

Oi Adriana!
Que lindo post e que mulher fantástica!
Só agora pude ver te desejar Feliz dias das mães.
Estive as voltas com o almoço para a minha sogra e outras mamães da família.
Beijos