Blogagem Coletiva



Amigos, hoje está acontecendo uma blogagem coletiva, proposta pelo blog “Flávia, Vivendo em Coma...” e que tem como finalidade não só divulgar a história da Flávia, que completou ontem 20 anos e há quase 10 vive em coma vigil, mas principalmente alertar a todos sobre o perigo dos acidentes com ralos de piscina, que foi o que aconteceu com ela. Para saber mais sobre a história da Flávia, bem como saber quais blogs estão participando da blogagem de hoje, acessem o blog.



Não consigo imaginar o que passa essa família, pois creio que só saiba realmente quem viva na mesma situação, mas entendo que a revolta não leva a nada, aliás, só leva a mais sofrimento. Como espírita, acredito que tudo que acontece na vida tem uma explicação, nada é por acaso. A Flávia certamente teria que passar por algo assim, pois faz parte do seu processo evolutivo, onde sem dúvida a sua mãe Odele tem um papel fundamental. É duro pensar assim, mas eu acredito nisso.



Gostaria de deixar bem claro que com isso não estou querendo dizer que a sua mãe não deva buscar a justiça, como, aliás, tenta fazer há quase nove anos, como ela mesma descreve no blog, pelo contrário, até porque ela não está pedindo nada de absurdo, apenas quer dar melhores condições de tratamento à sua filha, e todos nós temos o direito de ter uma vida digna, e as empresas nesse caso não podem fugir à responsabilidade.


O que quero dizer, apenas, é que em situações como essa somos levados mais do que nunca a mostrar a força da nossa fé, seja ela como for. Temos que acreditar que acima de tudo existe um Deus, um Pai maravilhoso, que olha por todos nós e que sabe o que cada um de nós necessita. E se às vezes Ele permite que nós passemos por situações dolorosas, difíceis, vistas muitas vezes por nós como injustas, é por que Ele sabe que isso é necessário para o nosso aprendizado e conseqüente evolução espiritual. Por isso ter paciência e resignação é muito importante. Quando nós conseguimos compreender isso a vida torna-se bem mais fácil de ser vivida, pois passamos a enxergá-la de outra maneira. E não podemos esquecer que, se a justiça aqui na Terra falha muitas vezes, a Justiça Divina não falha nunca!!! Cada um de nós colhe exatamente aquilo que plantou, não esqueçamos nunca disso! Quem acompanha este blog, inclusive, já deve ter visto inúmeras mensagens que já coloquei aqui falando sobre isso...


Bom, espero que essa família consiga cada vez mais forças para persistir nessa luta e que os benfeitores espirituais estejam sempre ao lado deles, protegendo-os e guiando-os em todos os momentos dessa vida, que tanto tem exigido deles...



Abraços a todos! E que Deus os abençoe!



Adriana


CONVITE


Dei-me conta, dia desses, que o Seu aniversário está chegando.

Não que eu tivesse anotado no calendário. Lembrei da data, por causa do tumulto das lojas.

Todo ano é assim. As pessoas ficam muito preocupadas em comprar muitos presentes e coisas novas.


O mais estranho é que eles não são para Você. São para si mesmos, para parentes, amigos, clientes, conhecidos.

Este ano, pensei em convidar Você para comemorar o Seu aniversário lá em casa.

Como sua família é a Humanidade, é possível que Você tenha muitos convites.

É possível que muitas pessoas, no mundo todo, queiram que Você esteja com elas, nesse seu dia tão especial.

Sabe, como existe a questão do fuso horário, criando diferentes horas em diversos locais do globo, creio que Você não terá muitas dificuldades.

Você poderá vir à hora que quiser. Estarei esperando. Minha casa não é muito grande. Aliás, é bem pequena. Tenho certeza que Você não se importará.

E também creio que não se importará de andar em estrada de chão, porque o bairro onde moro é dos mais distantes. Quase ao final da cidade.

Porém, como Você andou muito pelas estradas, e pelos campos, não creio que terá dificuldades em enfrentar esse pequeno trecho.

Se vier durante o dia, Você reconhecerá minha casa, pelas rosas que enfeitam a cerca. Estarão todas desabrochadas, no dia do seu Natal.

Elas costumam se debruçar, pendendo para o lado de fora, espiando a rua. Tenho certeza que nesse dia, mais do que nunca, elas estarão alongando suas hastes para vê-Lo desde longe.

E quando O virem, exalarão tal perfume que me dirá que Você está chegando.

Deixarei a luz acesa, caso Você decida vir após o cair da tarde. E a porta entreaberta.

A mesa estará posta. Tenho guardado uma toalha para ocasiões especiais. Estará cobrindo a velha mesa.

Assarei pão. Possivelmente não será tão saboroso como o de sua mãe. Entretanto, tenha certeza que farei a massa com todo o carinho.

Colherei frutas das árvores do quintal e farei um bolo. Como sei que Você aprecia convidar os que andam pelas ruas, os que andam sozinhos, para a comemoração do seu aniversário, colocarei alguns pratos extras.

Só peço que Você não convide muita gente, Jesus. Afinal, minha casa é pequena e meus recursos são poucos.

Mas, repartirei com prazer o que tiver.

Talvez Você não possa ficar muito tempo. Sei que Você é muito ocupado. Contudo, mesmo que Você parta, os seus amigos poderão ficar.

Continuaremos a conversar sobre a grandeza dos Seus feitos e a sublimidade dos Seus ensinos. Preciso muito relembrar essas questões tão esquecidas.

Se Você vier, Jesus, talvez possa esse ser o Natal da minha redenção.

É que me sinto um tanto perdido, entre as coisas do mundo. Ando esquecido de orar. Por vezes, quase esqueço que sou filho de Deus. E herdeiro do universo.

Sinto-me tão só que esqueço que posso encontrar irmãos em toda parte.

Esqueço de tantas coisas. Por isso, Jesus, a Sua presença, no Seu aniversário, será tão importante.

Desejo, sinceramente, Jesus, que Você possa vir à minha casa para encher de luz meu coração e minha vida.

Eu lhe direi feliz aniversário. Você me dará o presente de sua presença. E, então, será verdadeiramente Natal.



(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)

No Esforço Comum



"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?"

Paulo. II CORINTIOS, 5 :6



Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham.


Cada dia, por nossa vez, sofremos a influência alheia na construção do próprio destino.


E, como recebemos conforme atraímos, e colhemos segundo plantamos é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos.


Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.


Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem.


Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te lêem.


Todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.


Por mais que te procures isolar, serás sempre uma peça viva na máquina da existência.


As rodas que pousam no chão garantem o conforto e a segurança do carro.



Somos uma equipe de trabalhadores, agindo em perfeita interdependência.


Da qualidade do nosso esforço nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto.


Nossa vida, em qualquer setor de luta, é uma grande oficina de moldagem.


Escravizar-nos-emos ao cativeiro da sombra ou libertar-nos-emos para a glória da luz, de conformidade com os moldes vivos que as nossas diretrizes e ações estabelecem.


Lembremo-nos da retidão e da nobreza nos mais obscuros gestos.


Recordemos a lição do Evangelho.


"Um pouco de fermento leveda a massa toda."


Façamos do próprio caminho abençoado manancial de trabalho e fraternidade, auxilio e esperança, a fim de que o nosso Hoje Laborioso se converta para nós em Divino Amanhã.


Texto retirado do livro “FONTE VIVA” – Emmanuel / Chico Xavier

Necessidade da encarnação



A encarnação é uma punição, e somente os espíritos culpados é que lhe estão sujeitos?


A passagem dos espíritos pela vida corpórea é necessária, para que eles possam realizar, com a ajuda do elemento material, os propósitos cuja execução Deus lhes confiou.


É ainda necessária por eles mesmos, pois a atividade que então se vêem obrigados a desempenhar ajuda-os a desenvolver a inteligência.


Deus, sendo soberanamente justo, deve aquinhoar eqüitativamente a todos os seus filhos. É por isso que Ele concede a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de ação. Todo privilégio seria uma preferência, e toda preferência uma injustiça.


Mas a encarnação, para todos os espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, no princípio da existência, como primeira prova do uso que farão do seu livre-arbítrio.


Os que executam essa tarefa com zelo, sobem rapidamente, e de maneira menos penosa, os primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo do resultado do seu trabalho.


Os que, ao contrário, fazem mau uso da liberdade que Deus lhes concede, retardam o seu progresso. E é assim que, por sua obstinação, podem prolongar indefinidamente a necessidade de se reencarnarem. E é então que a encarnação se torna um castigo.


São Luís

Paris, 1859



Texto retirado do “Evangelho Segundo o Espiritismo” (Cap.IV -Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo)

Poema...

Olá, amigos!

Ontem foi dia de blogagem coletiva, segundo a proposta do blog “A Cor da Letra”, e seu tema foi Poesia e Internet. Acho que a Internet, como meio de comunicação, é um ótimo veículo para a divulgação de todas as formas de arte, e a poesia, desta forma, faz uma parceria perfeita com a Internet. Acho que a poesia combina com tudo, há poesia em tudo na vida. Sendo assim, a poesia combina perfeitamente com o Espiritismo também!


Inspirada por esse tema resolvi colocar aqui hoje um poema belíssimo, não de minha autoria, até porque não tenho capacidade para tanto, mas de autoria de um grande benfeitor espiritual, nosso querido Emmanuel.


Aproveito para recomendar a todos, mesmo que não sejam espíritas, o livro “Há Dois Mil Anos”, um romance surpreendente, onde vocês irão encontrar, além de uma bela e comovente história real, vivida pelo autor espiritual na época em que Jesus esteve presente fisicamente na Terra, esse poema que transcrevo agora para vocês.


Deixo aqui, com carinho a todos os amigos, o inesquecível poema de Emmanuel, de "Há Dois Mil anos"!...


Abraços a todos!


Adriana




(de Públio para Lívia)


Alma gêmea da minhalma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...

Emmanuel
(Do livro "Há Dois Mil Anos”, FCXavier, Ed. FEB)



Para saber mais sobre Emmanuel, visite o site do
Instituto André Luiz | Site Espírita André Luiz
www.institutoandreluiz.org

Os Demônios Segundo o Espiritismo



Segundo o Espiritismo, nem anjos nem demônios são entidades distintas, por isso que a criação de seres inteligentes é uma só. Unidos a corpos materiais, esses seres constituem a Humanidade que povoa a Terra e as outras esferas habitadas; uma vez libertos do corpo material, constituem o mundo espiritual ou dos Espíritos, que povoam os Espaços. Deus criou-os perfectíveis e deu-lhes por objetivo a perfeição, com a felicidade que dela decorre. Deus não lhes deu, contudo, a perfeição, pois quis que a obtivessem por seu próprio esforço, a fim de que também e realmente lhes pertencesse o mérito. Desde o momento da sua criação que os seres progridem, quer encarnados, quer no estado espiritual. Atingido o apogeu, tornam-se Espíritos puros ou anjos, segundo a expressão vulgar; de sorte que, desde o embrião do ser inteligente até ao anjo, há uma cadeia ininterrupta, na qual cada um dos elos assinala um grau de progresso.


Disso resulta que há Espíritos em todos os graus de adiantamento moral e intelectual, conforme a posição em que se acham, no alto, embaixo ou no meio da imensa escala do Progresso.


Em todos os graus existe, portanto, ignorância e saber, bondade e maldade. Nas classes inferiores destacam-se Espíritos ainda profundamente propensos ao mal e comprazendo-se com o mal. A estes pode-se denominar demônios, pois são capazes de todos os malefícios aos ditos atribuídos. O Espiritismo não lhes dá tal nome, pois entende que o mesmo se prende à idéia de uma criação distinta do gênero humano, com seres de natureza essencialmente perversa, votados ao mal eternamente e incapazes de qualquer progresso para o bem.


Segundo a doutrina da Igreja os demônios foram criados bons e tornaram-se maus por sua desobediência: são anjos colocados primitivamente por Deus no ápice da escala, tendo dela decaído. Segundo o Espiritismo os demônios são Espíritos imperfeitos, suscetíveis de regeneração e que, colocados na base da escala, hão de nela graduar-se.


Os que por indiferença, negligência, obstinação ou má-vontade persistem em ficar, por mais tempo, nas classes inferiores, sofrem as conseqüências dessa atitude, e o hábito do mal dificulta-lhes a regeneração. Chega-lhes, porém, um dia a fadiga dessa vida penosa e das suas respectivas conseqüências; eles comparam então a sua situação à dos bons Espíritos e compreendem que o seu interesse está no bem, procurando então melhorarem-se, mas por ato de espontânea vontade, sem que haja nisso o mínimo constrangimento. Eles estão submetidos à lei geral do progresso, em virtude da sua aptidão para progredir, mas não progridem, ainda assim, contra a vontade. Para isso Deus fornece-lhes constantemente os meios, porém, com a faculdade de aceitá-los ou recusá-los. Se o progresso fosse obrigatório não haveria mérito, e Deus quer que todos tenhamos o mérito de nossas obras. Ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio; mas o primeiro lugar a todos é franqueado à custa do esforço próprio. Os anjos mais elevados conquistaram a sua graduação, passando, como os demais, pela rota comum.


Chegados a certo grau de pureza, os Espíritos têm missões adequadas ao seu progresso; preenchem assim todas as funções atribuídas aos anjos de diferentes categorias.


E como Deus criou de toda a eternidade, segue-se que de toda a eternidade houve número suficiente para satisfazer às necessidades do Governo Universal. Deste modo uma só espécie de seres inteligentes, submetida à lei de progresso, satisfaz todos os fins da Criação.


Por fim, a unidade da Criação, aliada à idéia de uma origem comum, tendo todos o mesmo ponto de partida e a mesma trajetória a percorrer, elevando-se assim pelo próprio mérito, corresponde melhor à justiça de Deus do que a idéia da criação de espécies diferentes, mais ou menos favorecidas de dotes naturais, que seriam outros tantos privilégios.


A doutrina vulgar sobre a natureza dos anjos, dos demônios e das almas, não admitindo a lei do progresso, mas vendo, todavia, seres de diversos graus, concluiu assim que seriam produto de outras tantas criações especiais. E assim foi que chegou-se a fazer de Deus um pai parcial, tudo concedendo a alguns de seus filhos, e a outros impondo os mais rudes trabalhos. Não admira que por muito tempo os homens achassem justificação para tais preferências, quando eles próprios delas usavam em relação aos filhos, estabelecendo direitos de primogenitura e outros privilégios de nascimento. Podiam tais homens acreditar que andavam mais errados que Deus?


Hoje, porém, alargou-se o circulo das idéias: o homem vê mais claro e tem noções mais precisas de justiça; desejando-a para si e se nem sempre encontrando-a na Terra, ele quer pelo menos encontrá-la mais perfeita no Céu.


E aqui está por que lhe repugna à razão toda e qualquer doutrina na qual não resplenda a Justiça Divina na plenitude integral da sua pureza.



Texto retirado do livro “O Céu e o Inferno - A Justiça Divina Segundo o Espiritismo” – Allan Kardec

Um Mundo, Uma Vida...


Olá, amigos! É com muita alegria que participo de mais uma BLOGAGEM COLETIVA. A blogagem de hoje foi proposta pelo blog Fênix ad eternum e tem como tema os direitos humanos.


Este é um tema bem apropriado para hoje, pois, há exatamente 59 anos, no dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Selecionei uma mensagem muito significativa sobre este tema para compartilhar com vocês, na verdade eu já ia colocá-la aqui no blog, mas depois que soube da blogagem reservei para colocar aqui somente hoje, pois achei bem apropriada para o dia, espero que gostem!


Vamos aproveitar este dia para refletir sobre nosso papel perante a sociedade e o que estamos fazendo para contribuir para que este mundo seja cada vez menos injusto. Não nos esqueçamos de que somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai, que somos todos um mundo, uma vida...





VERDADEIRA HOMENAGEM


Foi em agosto de 2003 que um caminhão estacionado nas proximidades do escritório da ONU, em Bagdá, no Iraque, explodiu.


Foi mais um ataque terrorista e causou a morte de 22 funcionários. Entre eles, estava o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, alto comissário da ONU para os direitos humanos.


Quatro anos depois, no dia 28 de junho de 2007, a Organização das Nações Unidas inaugurou, em Genebra, um busto de bronze, em homenagem ao diplomata brasileiro.


O busto, colocado em um pedestal, conta, ainda, com o nome dos outros 21 funcionários mortos, no trágico atentado.


Justa, com certeza, a homenagem, a quem se doava em prol dos direitos humanos.


Enquanto isso, a notícia de que, nos próximos dias, seria enforcado, pela Justiça iraquiana, o suposto responsável pelo ataque, chegou aos ouvidos da família de Sérgio.


A mãe emitiu um comunicado, apelando para que a sentença de morte seja revista.


Também o relator especial da ONU sobre a independência do poder judiciário, emitiu o mesmo apelo ao governo iraquiano.


Tudo poderia passar como apenas uma notícia a mais, não fosse a justificativa, entre outras, da mãe de Sérgio: “Ele sempre foi contra a pena de morte.”

Esta, com certeza, foi a melhor e mais verdadeira homenagem que o brasileiro poderia receber.


Exatamente quando, em nosso País, vozes se alteiam para invocar a instauração da pena de morte, uma mãe, em memória de seu filho, a própria vítima, pede pelo seu algoz.


Isso nos leva a cogitar o quanto essa mãe ama seu filho, pois que, mesmo após a morte dele, suplantando a dor da separação e da saudade, o respeita e procura fazer valer a sua vontade.


Ela poderia deixar tudo como está. Afinal, o Iraque é tão longe e o suposto assassino lhe é desconhecido.


Poderia pensar que ela nada tem a ver com isso. Mas, como alguém que ama em profundidade, ela faz o apelo. E recorda os anseios que nortearam a vida do seu filho.


Ele lutava por direitos humanos. E a vida é o primeiro direito a ser assegurado.


Enquanto tantos se apressam em gritar palavras de ordem no sentido de que a pena de morte vigore em nosso País, oportuna se faz a manifestação dessa mãe.


Ela sabe que nada trará seu filho de volta. Ela o guarda no coração, colorindo as lembranças com as flores da sua terna e longa saudade.


Não pensa em vingança. Tem em mente respeitar o filho amado e, possivelmente, o coração de outra mãe, esposa, filha, irmã, que muito sofrerá com a morte do seu afeto, não importando o que ele tenha feito.


Se o seu apelo será atendido ou não, somente o tempo dirá. Contudo, seu gesto já estonteou a sociedade.


Com certeza, muitas mentes repensarão as suas posições destrutivas.


Outras tantas verão com olhos diversos a delicada questão da pena de morte.


Todos, no entanto, não esquecerão a especial, justa e verdadeira homenagem de uma mãe a seu filho.


Um respeito que suplanta a dor da separação, a ausência da presença física do filho amado para se expressar em nome de ideais defendidos por quem teve sua vida ceifada, tão violentamente.


Um exemplo a ser seguido.



(Redação do Momento Espírita, com base em notícia publicada na pág. 4 (Mundo), do Jornal Gazeta do Povo, de 29.06.2007. - www.momento.com.br)