Sobre a Enquete e o Espiritismo


Durante pouco mais de 2 meses este blog apresentou uma enquete, onde perguntava “qual crença/filosofia você segue/acredita?

Encerrada ontem, a enquete contou com 1250 votos e apresentou o resultado a seguir:



Embora a maioria de visitantes do blog tenha se declarado espírita, fico feliz em ver seguidores de diversas religiões e até mesmo os que dizem não acreditar em nada visitando o blog, certamente por alguma razão.

Tenho certeza que todos, independente de sua (des)crença e dos motivos que os levam a buscar o Espiritismo, se estiverem com mente e coração abertos (sem preconceitos), sempre encontrarão respostas para as suas dúvidas e consolação para os momentos difíceis através dos belos ensinamentos espíritas.

Todos têm o direito e a liberdade de crer (ou não) naquilo que desejarem, de acordo com suas necessidades e experiências de vida, e o Espiritismo acolhe e respeita a todos, sem distinção.

Sendo assim, só tenho a agradecer a todos que participaram da enquete e dizer que serão sempre muito bem-vindos no blog Espírita na Net!


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Frequentemente, pessoas menos afeitas ao estudo, tendem a confundir o Espiritismo com outros segmentos religiosos. Isto acaba gerando gera preconceitos e atitudes negativas para ambos os lados. Nada melhor que esclarecer, então:


O Espiritismo não adota em suas reuniões: paramentos ou quaisquer vestes especiais; vinho, cachaça, ou qualquer outra bebida alcoólica; incenso, mirra, fumo ou quaisquer outras substâncias que produzam fumaça; altares, imagens, andores e velas; hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas; danças ou procissões; atendimento a interesses materiais, terra-a-terra, mundanos; pagamento de qualquer espécie; talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos e escapulários; administração de sacramentos, concessão de indulgências, distribuição de títulos nobiliárquicos; horóscopos, cartomancia, quiromancia e astrologia; rituais e encenações extravagantes; promessas e despachos; riscar cruzes e pontos, entre outras práticas materiais de algumas concepções religiosas.


O Espiritismo não tem profissionais. Só amadores. Gente que ama o que faz, buscando a fé com a razão e o servir ao próximo sem qualquer recompensa material.


O Espiritismo é para ser estudado, discutido e aplicado, visando a reforma íntima do seu adepto.


(Fonte: Instituto Espírita André Luiz)


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O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo ao dar uma fé sólida e esclarecimento aos que duvidam ou vacilam.”

(Alan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVII, item 4)


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O Espiritismo não pretende demolir aquelas que o precederam, antes reconhece a necessidade da existência delas para grande parte da Humanidade, cuja evolução se processa lenta, mas inexoravelmente.”

(Revista Espírita Allan Kardec, edição 36)


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Leia o texto O Espiritismo e outras Doutrinas: CLIQUE AQUI


Os Maus Espíritos



Há muitas classes de Espíritos maus?


- Há os Espíritos simplesmente inferiores, tais como os Espíritos levianos, imperfeitos, zombeteiros, que nossos pais chamavam de duendes, os brincalhões, e que gostam de travessuras de toda espécie; depois há os Espíritos perversos, que induzem os homens ao mal, pelo prazer de fazer o mal, e os que, como os Espíritos batedores, habitam as casas mal-assombradas.


Como vivem os Espíritos inferiores?


- Numa vida inquieta e atormentada; eles percorrem, sem destino certo, as regiões crepusculares da erraticidade, sem poderem compreender seu estado, nem achar seu caminho: é o que se chama de almas penadas.


Os Espíritos inferiores são nocivos?


- Alguns o são; e sua má influência sobre os homens deu lugar à crença nos demônios.


Os demônios, então, não existem?


- Não; há maus Espíritos, porém os que são chamados de demônios, ou espíritos eternamente maus, não existem; nem o mal, nem os maus podem ser eternos.


Como os homens podem entrar em relação com os maus Espíritos?


- Por meio dos fluidos e em virtude da lei de afinidade espiritual: “Quem se assemelha, se ajunta.”


Os maus Espíritos podem, então, exercer influência sobre os homens?


- Sim. Sobre os homens maus, que os invocam, ou sobre os homens fracos, que se entregam a eles; daí os frequentes fenômenos da possessão e da obsessão.



Que pensar do papel do demônio nas manifestações espíritas?


- O demônio não existe e não pode existir, porque, se ele existisse, Deus não existiria; um exclui necessariamente o outro.



Como assim?


- Se o demônio é eterno como Deus, há dois seres eternos. Ora a coexistência de duas eternidades é impossível; ela seria uma contradição na ordem metafísica. Esses dois deuses, um do bem, outro do mal, lembram a teoria oriental dos dois princípios: é uma reminiscência do dualismo dos maniqueus. Se, ao contrário, o demônio é uma criatura de Deus, Deus se torna responsável diante da humanidade de todo o mal que o demônio tem feito e fará ainda, eternamente. É a mais clamorosa injúria que se possa fazer a Deus, pois que é negar sua justiça e sua bondade. Há maus Espíritos, já o dissemos acima, que impelem ao mal o homem que a ele é propenso; mas o demônio, considerado como a personificação individual do mal, não existe.



Entretanto, a Igreja não ensina e afirma o caráter satânico de certas manifestações espíritas?


- A Igreja tem uma única palavra para explicar o que não compreende: Satã. No decorrer dos séculos, a Igreja sempre atribui a Satã todas as invenções do gênio, desde a do vapor às da estrada de ferro e da eletricidade. Está em sua lógica habitual e em sua característica dizer que os fenômenos do magnetismo e as revelações espíritas são obra de Satã. Todavia, apesar dos anátemas da Igreja, a ciência progride, o gênio do homem evolui e o Espiritismo se tornará à fé universal do futuro.



Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis


A Inesperada Renovação



Naqueles momentos em que se reconhecia desligado do corpo físico, o homem acabrunhado sentia-se leve, feliz...


Extasiado na excursão que se lhe afigurava um sonho prodigioso, alcançou o recanto luminescente em que notou a presença do Cristo. Reverente, abeirou-se dele e rogou:


- Senhor!... Ouve-me por misericórdia! Amo-te e quero servi-te...


Desde muito tempo, aspiro a matricular-me na assembléia dos que colaboram contigo na redenção das criaturas... Anseio auxiliar aos outros, entretanto, Amado Amigo, estou preso!... Livra-me do lar onde me vejo na condição do pássaro encarcerado... Moro num ninho de aversões. Meu pai, talvez, cansado de conflitos estéreis, relegou-nos à própria sorte... Minha mãe exerce sobre nós um despotismo cruel.


Trata-nos a nós, seus filhos, à maneira dos objetos de uso particular, flagelando-nos com as exigências de pavorosa afeição possessiva... Meus dois irmãos me detestam... Senhoreiam indebitamente o que tenho e me humilham a cada instante. Se concordo com eles, me ridicularizam, e se algo reclamo, ameaçam-me com perseguição e espancamento!...


Libera-me, Senhor, da prisão que me inibe os movimentos... Quero agir em teus princípios, amar e servir, qual nos ensinaste...


Ante a ligeira pausa que se fez, Jesus fitou o visitante compassivamente e alegou:


- Lembro-me de tuas solicitações anteriores... Estavas de passagem, aqui mesmo, na direção do berço terrestre, acompanhado de amigos prestigiosos. Declaravas-te sequioso de ação no bem e os teus companheiros endossavam-te as afirmativas.


...Dizias-te ansioso no sentido de compartilhar-nos as tarefas...


Entendo-te, sim... A construção do amor é inadiável...


- Senhor – observou o consulente, respeitoso – se entendes o meu ideal e se as minhas petições já se encontram aqui registradas, quem me situou no lar terrível, no qual me reconheço, à feição de um doente, atirado a um serpentário?


O Mestre sorriu e considerou:


- Acreditando em teus propósitos de colaborar conosco, quem te enviou à família em que te encontras, fui eu mesmo...


Surpreendido com a inesperada revelação, o visitante do Mundo Espiritual experimentou estranha sensação de queda e acordou no próprio corpo.


Lá fora, os irmãos deblateravam contra a vida, reportando-se a ele com injuriosas palavras.


Ele, porém, assinalou os insultos que lhe eram endereçados com novos ouvidos, no silêncio de quem havia conquistado o troféu de profunda renovação.


Meimei

Do livro “Deus Aguarda”. Psicografia: Chico Xavier

Moisés e o Espiritismo




A condenação do Espiritismo pela Bíblia, que é a mais citada e repetida, figura no Cap. 19 do Deuteronômio. É a condenação de Moisés, que vai do versículo 9 ao 14.


A tradução, como sempre, varia de um tradutor para outro, e às vezes nas diversas edições da mesma tradução.


Moisés proíbe os judeus, quando se estabeleceram em Canaã, de praticar estas abominações: fazer os filhos passarem pelo fogo; entregar-se à adivinhação, prognosticar, agourar ou fazer feitiçaria; fazer encantamento, necromancia, magia, ou consultar os mortos. E Moisés acrescenta, no versículo 14: “Porque essas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores, porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa”. Assim está na tradução de Almeida, mas variando de forma, por exemplo, na edição das Sociedades Bíblicas Unidas e na edição mais recente da Sociedade Bíblica do Brasil.


Na primeira dessas edições (ambas da mesma tradução de João Ferreira de Almeida) lê-se, por exemplo: “quem pergunte a um espírito adivinhante”, e na segunda: “quem consulte os mortos”. Na tradução de António Pereira de Figueiredo, lê-se: “nem quem indague dos mortos a verdade”.


Qual delas estará mais de acordo com o texto? Seja qual for, pouco importa, pois a verdade dita pelos mortos ou pelos vivos (estes, mortos na carne) é que tudo isso que Moisés condena, também o Espiritismo condena.


Não esqueçamos, porém, de que a condenação de Moisés era circunstancial, pois os povos de Canaã, que os judeus iam conquistar a fio de espada, eram os que praticavam essas coisas.


Mas a condenação do Espiritismo é permanente e geral, pois o Espiritismo, sendo essencialmente cristão, não se interessa por conquistas guerreiras e não faz divisão entre os povos.


Kardec adverte em O Evangelho Segundo o Espiritismo, livro de estudo das partes morais do Evangelho: “Não soliciteis milagres nem prodígios ao Espiritismo, porque ele declara formalmente que não os produz”. (Cap. XXI: 7).


Em O Livro dos Médiuns, Kardec adverte: “Julgar o Espiritismo pelo que ele não admite, é dar prova de ignorância e desvalorizar a própria opinião”. (Cap. 11:14).


Em A Gênese e em O Livro dos Espíritos, como nos já citados, Kardec esclarece que a finalidade da prática espírita é moralizar os homens e os povos.


Quem conhece o Espiritismo sabe que todo interesse pessoal, particular, é rigorosamente condenado.


Adivinhações, agouros, feitiçaria, encantamentos, consultar interesseiras, são práticas de magia antiga, que Moisés condenou, como o Espiritismo condena hoje.


Mas o próprio Moisés aprovou a mediunidade moralizadora, a prática espiritual da relação com o mundo invisível, como veremos.


Moisés, o grande legislador judeu, médium de excepcionais faculdades, não condenou, mas praticou a mediunidade e desejava vê-la praticada pelo seu povo. Ele recebia espíritos, conversava com espíritos, evocava espíritos, e além disso fazia-se acompanhar no deserto por uma equipe de médiuns, provocando até mesmo fenômenos de materialização. Mas vamos agora a um episódio que pastores e padres não citam, mas que está na Bíblia, em todas as traduções.


O professor Romeu do Amaral Camargo, que foi diácono da l Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, comenta esse episódio em seu livro espírita De cá e de Lá. É o constante do livro de Números, Cap. 11, versículos 26 a 29. Foi logo após a reunião dos setenta médiuns na tenda, para a manifestação de Jeová.


Dois médiuns haviam ficado no campo: Eldad e Medad. E lá mesmo foram tomados e profetizavam, ou seja, davam comunicações de espíritos. Um jovem correu e denunciou o fato a Josué. Este pediu a Moisés que proibisse as comunicações.


A resposta de Moisés é um golpe de morte em todas as pretensas condenações do Espiritismo pela Bíblia. Eis o que diz o grande condutor do povo hebreu: “Que zelos são esses, que mostras por mim? Quem dera que todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito”!


Comenta o professor Camargo: “Médium de extraordinárias faculdades, Moisés sabia que Eldad e Medad não eram mercenários nem mistificadores, não procuravam comunicar-se com o mundo invisível, mas eram procurados pelos espíritos”.


Como acabamos de ver, Moisés aprovava a mediunidade pura que o Espiritismo aprova e defende. Mas o pior cego é o que não quer ver, principalmente quando fechar os olhos é conveniente e proveitoso.


José Herculano Pires

No livro “Visão Espírita da Bíblia”



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As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?” Mahatma Gandhi


Casar-se



Não basta casar-se.


Imperioso saber para quê.


Dirás provavelmente que a resposta é óbvia, que as criaturas abraçam o matrimônio por amor.


O amor, porém, reclama cultivo.


E a felicidade na comunhão afetiva não é prato feito e sim construção do dia-a-dia.


As leis humanas casam as pessoas para que as pessoas se unam segundo as Leis Divinas.


Se desposaste alguém que te constituía o mais belo dos sonhos e se encontras nesse alguém o fracasso do ideal que acalentaste, é chegado o tempo de trabalhares mais intensivamente na edificação dos planos que ideaste de início.


Ergueste o lar por amor e tão-só pelo amor conseguirás conservá-lo.


Não será exigindo tiranicamente isso ou aquilo de quem te compartilha o teto e a existência que te desincumbirás dos compromissos a que te empenhaste.


Unicamente doando a ti mesmo em apoio da esposa ou do esposo é que assegurarás a estabilidade da união em que investiste os melhores sentimentos.


Se sabes que a tolerância e a bondade resolvem os problemas em pauta, a ti cabe o primeiro passo a fim de patenteá-las na vivência comum, garantindo a harmonia doméstica.


Inegavelmente não se te nega o direito de adiar realizações ou dilatar o prazo destinado ao resgate de certos débitos, de vez que ninguém pode aceitar a criminalidade em nome do amor.


Entretanto, nos dias difíceis do lar recorda que o divórcio é justo, mas na condição de medida articulada em última instância.


E nem te esqueças de que casar-se é tarefa para todos os dias, porquanto somente da comunhão espiritual gradativa e profunda é que surgirá a integração dos cônjuges na vida permutada, de coração para coração, na qual o casamento se lança sempre para Mais Alto, em plenitude de amor eterno.



Ditado pelo Espírito 'Emmanuel'

Da obra: 'Na Era do Espírito' - Francisco Cândido Xavier


A Oração




A oração não será um processo de fuga do caminho que nos cabe percorrer, mas constituirá uma abençoada luz em nossas mãos, clareando-nos a marcha.


Não representará uma porta de escape ao sofrimento regenerativo de que ainda carecemos, mas expressará um bordão de arrimo, com o auxílio do qual superamos a ventania da adversidade, no rumo da bonança.


Não será um privilégio que nos exonere da enfermidade retificadora, ambientada em nosso próprio templo orgânico pela nossa incúria e pela nossa irreflexão, no abuso dos bens do mundo, entretanto, comparecerá por remédio balsamizante e salutar, que nos renove as energias, em favor de nossa cura.


Não será uma prerrogativa indébita que nos isente da luta humana, imprescindível ao nosso aperfeiçoamento individual, todavia, brilhará em nossa experiência por sublime posto de reabastecimento espiritual, suscetível de garantirmos a resistência e o valor na tarefa de renunciação e sacrifício em que nos cabe perseverar.


Não será uma outorga de recursos para que os nossos caprichos pessoais sejam atendidos, no jardim de nossas predileções afetivas, contudo, será uma despensação de forças para que possamos tolerar galhardamente as situações mais difíceis, diante daqueles que nos desagradam, em sociedade ou em família, ajudando-nos, pouco a pouco, a edificar o santuário da verdadeira fraternidade, no próprio coração, em cujos altares amealharemos o tesouro da paz e do discernimento.


Ainda mesmo que te encontres no labirinto quase inextrincável das provações inflexíveis, ainda mesmo que a tua jornada se alongue sob o granizo da discórdia e da incompreensão, em plena sombra, cultive a prece, com a mesma persistência a que te induzes na procura da água para a sede e do pão para a fome do corpo. Na dor, ser-te-á divino consolo, na perturbação, constituirá tua bússola.


Não olvides que a permanência na Terra é uma simples viagem educativa de nossa alma, no espaço e no tempo, e não te esqueças de que somente pela oração, descobriremos, cada dia, o rumo que nos conduzirá de retorno aos braços amorosos de Deus.


Emmanuel

Extraído do livro“A Luz da Oração”

Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier



Prece Para um Nascimento



Meu Deus, tu enviaste entre nós este Espírito, para que ele cumprisse numa existência nova tua lei de trabalho e de progresso.



Ele acaba de reencarnar na Terra, para desenvolver nela suas faculdades e suas qualidades morais, a fim de se elevar mais alto na hierarquia das almas e se reaproximar de Ti, porque este é o objetivo da vida, de todas as vidas.



Permitiste, ó Deus, que ele escolhesse esta família para aí reencontrar a forma, o corpo material, o instrumento necessário à realização desse fim. Faz que ele se torne para seus ascendentes um motivo constante de alegria, de satisfação moral e, mais tarde, um sustento, um apoio. Dá a seus pais o sentimento de seus deveres e de suas responsabilidades para com esta criança, da qual eles devem ser os protetores, os educadores.



Em Tua justiça e bondade, tu queres que cada Espírito seja o artífice de sua própria felicidade, que ele construa, com suas próprias mãos, sua coroa de luz e tu lhe deste para isso todos os recursos: a inteligência, a consciência e com elas as forças latentes que sua tarefa precisa para ser posta em ação, em seu próprio bem e no de seus semelhantes.



Tu queres, meu Deus, que, nas etapas inferiores de sua evolução, o Espírito suporte a lei da necessidade, isto é, as privações e as dificuldades da vida material; são os muitos estimulantes para sua iniciativa e sua energia, muitos meios para formar seu caráter e seu raciocínio, a fim de que, pelo trabalho, estudo e provas, saia de cada vida maior e melhor do que quando ali entrou.



Pela encarnação, reuniste a forma à idéia, para que a idéia espiritualista a forme e que o ser humano participe, por seus esforços, do progresso e da harmonia universais.



Ó Deus, nós te agradecemos por tua bondade, que envia para nós este Espírito! Que seu guia celeste o proteja, que nossa solicitude o envolva. Seus irmãos o recebem com afeição e ternura; eles se esforçarão em aplainar seu caminho, a fim de que siga sempre a senda da justiça e do amor que conduz para essa vida superior que tu reservas aos que lutaram, penaram e sofreram!



(Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis)