Uma grande lição


Amigos, hoje eu queria compartilhar com vocês uma belíssima mensagem que recebi por e-mail, não sei se você já conhecem... É triste, mas ao mesmo tempo muito bonito. Vejam e tirem suas conclusões...

É por essas e outras que respeito muito os animais. Sem dúvida temos muito o que aprender com eles, que são capazes de nos dar lições como esta, de companheirismo, respeito, dignidade e amor.

Ah, outro flagrante de mais um exemplo que esses nossos "irmãos menores" são capazes de nos dar pode ser visto no blog da Du, o Norte. Também é maravilhoso, vejam: A perfeita inocência da natureza!

Abraços a todos... Paz!

Adriana



EMOCIONANTE...

Um espetáculo à parte do fotógrafo. 'Uma Obra Prima'. Pela sensibilidade e a paciência daquele momento de tristeza. Delas são traduzidas todos os sentimentos de uma simples ave dita irracional.


A Morte - A Dor de uma Perda


Foi num dia comum no Japão e numa praça esse acontecido.
Nessa primeira foto, não se sabe como o pássaro morreu.
Estava ali no asfalto inerte, aquele corpinho sem vida e sem seu canto.
Seria um fato corriqueiro, mas o fotografo fez a grande diferença.


A Solidariedade

Talvez até por intuição, segundo o relato do fotografo essa ave que chama o companheiro já sem vida, permaneceu durante o dia todo pousada próximo à ave morta parecendo pedir algo.
Pulava de galho em galho sem temer os que se aproximavam até chegar bem próximo ao fotografo.



A Solicitação

E cantou num tom triste. O homem imaginou que ela pedia algo.
Ela voou até o corpinho, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo.
E o homem entendeu.
Foi ao meio da rua, retirou a ave morta e colocou no canteiro indicado.
Só então a ave solidária levantou vôo e atrás dela todo o bando.



A Despedida

Num olhar triste tendo a consciência do companheiro morto, como num último gesto de respeito e talvez até devoção a ave permanece alguns segundos junto ao corpinho antes dele ser retirado da rua para o jardim, a seu pedido.

A foto traduz a eloqüência dos fatos, a essência do entender sem nada precisar pronunciar.



Uma Questão de Amor & Carinho

Num ato emocionante todo o bando segundo o relato de testemunhas, com dezenas de aves sobrevoaram o corpinho do companheiro morto antes de partirem. A foto diz quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.




Um grito de dor e lamento

Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente, só ela voltou ao corpo e num grito de não aceitação da morte, ainda tenta chamar o companheiro à vida ou uma despedida de amor e carinho como quase não mais existe entre os homens racionais aqui da terra.




Finalizando, esses são fatos que mostram que Deus existe.


São demonstrados de tantas formas sublimes.

Essa Ele quis que o homem visse e traduzisse da melhor forma o poder da criação.

Tenta mostrar aqui um exemplo a todos os tiranos do planeta que Ele está em todo o lugar e atento a tudo.

Serão os animais realmente os irracionais? Ou somos nós ??


Autor desconhecido

Carregando sua cruz...



Pense bem antes de reclamar dela!



































Fonte: http://eusouespirita.blogspot.com/

Prece pelos doentes







Senhor dos Mundos, Excelso Criador de todas as coisas.


Venho à Tua soberana presença neste momento, para suplicar ajuda aos que estão sofrendo por doenças do corpo ou da mente.


Sabemos que as enfermidades nos favorecem momentos de reflexão, e de uma aproximação maior de Ti, pelos caminhos da dor e do silêncio.


Mas apelamos para tua misericórdia e pedimos:

Estende Tua luminosa mão sobre os que se encontram doentes, sofrendo limitações, dores e incertezas.


Faz a fé e a confiança brotarem fortes em seus corações.


Alivia suas dores e dá-lhes calma e paz.

Cura suas almas para que os corpos também se restabeleçam.


Dá-lhes alívio, consolação e acende a luz da esperança em seus corações, para que, amparados pela fé e a esperança, possam desenvolver o amor universal, porque esse é o caminho da felicidade e do bem-estar... é o caminho que nos leva a Ti.


Que a Tua paz esteja com todos nós.




Retirado do site: http://www.bemviver.org/Preces.htm


FATALIDADE E DESTINO



UMA LIGEIRA REFLEXÃO SOBRE A LEI DE CAUSA E EFEITO




Na vida humana, tudo tem uma razão de ser, nada ocorre por acaso, ainda mesmo quando as situações se nos afigurem trágicas. O recente acidente aéreo, ocorrido com o Airbus da TAM, que se chocou contra um prédio da empresa, ao lado do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, no dia 17 de julho de 2007, parece-nos um evidente episódio de resgate coletivo.


Muitos desses acertos de contas são demonstrados pelos Espíritos, em diversas obras da literatura espírita. André Luiz narra um desastre aéreo, em que o piloto, confuso pelo denso nevoeiro, não pôde evitar o choque da grande aeronave, espatifando-se contra a montanha. Neste caso, um instrutor espiritual comenta que “as vítimas certamente cometeram faltas em outras épocas, atirando irmãos indefesos da parte superior de torres altíssimas para que seus corpos se espatifassem no chão; suicidas que lançaram-se de altos picos ou edifícios, que por enquanto só encontraram recursos em tão angustiante episódio para transformarem a própria situação”. (1)


Quanto aos parentes mais próximos das vítimas, como inseri-los no contexto dos fatos? Pela lógica da vida, eles (os parentes, sobretudo os pais), muitas vezes, foram cúmplices de delitos lamentáveis no passado, e, por isso, necessitam passar por essas penas, entronizando-se, aqui, a idéia de que o acaso não existe na concepção espírita.


Como entender a magnanimidade da Bondade de Deus e o ensinamento do Cristo, ante as mortes coletivas, ocorridas em l961, naquele patético incêndio do “Gran Circus Norte-Americano”, em Niterói? Como compreender os óbitos registrados no terremoto que atingiu a cidade histórica de Bam, no Irã, no final de 2003? Como explicar o acidente com o Boeing da Flash Airlines, que ocorreu no Egito, provocando a morte de 148 pessoas que estavam a bordo daquela aeronave, em 3 de janeiro de 2004? Qual o significado dos que foram tragados pelas águas do Tsunami, tragédia, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? O que pensar, ainda, sobre o naufrágio do Titanic, transatlântico que transportava cerca de 2.200 pessoas? O que dizer das quase 3.000 vítimas decorrentes do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, a 11 de setembro de 2001? Como interpretar esses destinos?


Para as tragédias coletivas, somente o Espiritismo tem as respostas lógicas, profundas e claras, que explicam, esclarecem e, por via de conseqüência, consolam os corações humanos, perante os ressaibos amargosos dessas situações. O fato é que nós criamos a culpa, e nós mesmos formatamos os processos para extinguir os efeitos. Ante as situações trágicas da Terra, o ser humano adquire mais experiência e mais energias iluminativas no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar cada instante de sua vida. Com as verdades reveladas pelo Espiritismo, compreende-se, hoje, a justiça das provações, entendendo-as como sendo uma amortização de débitos de vidas pregressas.


Autores espirituais explicam, a respeito desse assunto, que indivíduos envolvidos em crimes violentos, no passado e, também, no presente, a lei os traz de volta, por terem descuidado da ética evangélica. Retornam e se agrupam em determinado tempo e local, sofrendo mortes acidentais de várias naturezas, inclusive nas calamidades naturais. Assim, antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação , uma vez que a lei cármica admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e “o amor cobre uma multidão de pecados.” (2)


Nossos registros históricos pelas vias reencarnatórias, muitas vezes acusam o nosso envolvimento em tristes episódios, nos quais causamos dor e sofrimento ao nosso próximo. Muitas vezes, em nome do Cristo, ateamos fogo às pessoas, nos campos, nas embarcações e nas cidades, num processo cego de perseguição aos “infiéis”. Com o tempo, ante os açoites da consciência, deparando-nos com o remorso, rogamos o retorno à Terra pelo renascimento físico, com prévia programação, para a desencarnação coletiva, em dolorosas experiências de incêndios, afogamentos e outras tantas situações traumáticas para aliviar o tormento que nos comprime a mente.


Ao reencarnarmos, atraídos por uma força magnética (sintonia vibratória), conseqüente dos crimes praticados coletivamente, reunimo-nos circunstancialmente e, por meio de situações drásticas, colhemos o mesmo mal que perpetramos contra nossas vítimas indefesas de antanho. Portanto, as faltas coletivamente cometidas pelas pessoas (que retornam à vida física) são expiadas solidariamente, em razão dos vínculos espirituais entre elas existentes. Destarte, explica Emmanuel: “na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas na dívida do pretérito para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais – doloroso acaso - às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais.” (3)


Embora muitos acidentes nos comovam profundamente, seriam as tragédias suficientes para o resgate de crimes cruéis praticados no pretérito remoto? Estamos convencidos de que não, muito embora as situações - como essa vivenciada no dia 17 de julho de 2007 – nos levam a questionar, como, por exemplo: Por que esses acontecimentos funestos que despertam tanta compaixão? Seria uma Fatalidade? Coisa do destino? Que conceitos estão nos desenhos semânticos dessas palavras?


Para o espírita “fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte” (4), pois, como disseram os Espíritos a Kardec : “quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada “te livrará” e freqüentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirá da terra”, “pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência”. (5) Mais, ainda: “Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos”. (6) A fatalidade só existe como algo temporário, frente à nossa condição de imortais, com a finalidade de “retomada de rumo”. Fatalidade e destino inflexível não se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem crê ser “vítima da fatalidade”, culpa somente o mundo exterior pelos seus erros e se recusa a admitir a conexão que existe entre eles.


O homem comum, nos seus interesses mesquinhos, não considera a dor senão como resgate e pagamento, desconhecendo o gozo de padecer por cooperar, sinceramente, na edificação do Reino do Cristo. Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria Lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" (7), disse o Mestre. Porém , cabe uma ressalva, nem todo sofrimento é expiação. No item 9, cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento".(8). São claras as palavras do Codificador.


Não estão corretos aqueles que generalizam e afirmam que todo sofrimento é resultado de erros praticados no passado. O desenvolvimento das potencialidades, a subida evolutiva, requer trabalho, esforço, superar desafios. Neste caso é a provação, e não, a expiação, ou seja, são as tarefas a que o Espírito se submete, a seu próprio pedido, com vistas ao seu progresso, à conquista de um futuro melhor.


Dentro do princípio de Causa e Efeito, quem, em conjunto com outras pessoas, agrediu o próximo não teria que ressarcir o débito em conjunto? É esse o chamado "carma coletivo". (9) Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina nosso presente não existindo, pois, favoritismos, predestinações ou arbítrios divinos. A doutrina espírita não prega o fatalismo e nem o conformismo cego diante das tragédias da vida, mesmo das chamadas tragédias coletivas. O que o Espiritismo ensina é que a lei é uma só: para cada ação que praticamos, colheremos a reação.


O importante para os que ficam por aqui, na Terra, para que tenham o avanço espiritual devido, é não falir pela lamentação, pela revolta, pois “as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”. (10)


Diante do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Por isto, diante dos compromissos cármicos, em expiações coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nesta destinação, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando ao máximo o peso dos débitos do ontem.


Jorge Hessen
(29.07.07)
E-Mail: jorgehessen@gmail.com

Site: http://meuwebsite.com.br/jorgehessen


FONTES:


(1) Xavier, Francisco Cândido. Ação e Reação, Cap. XVIII, RJ: Ed FEB, 2005

(2) Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8

(3) Xavier, Francisco Cândido. O Consolado, RJ: Ed FEB, 2002, Perg 250

(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, pergs. 851 a 867

(5) Idem

(6) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, perg

(7) Cf. JOÃO. 18:11

(8) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V

(9) A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita "kri", cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a terceira lei de Newton, conhecida como o “princípio da ação-e-reação”, que diz: "a toda ação corresponde uma reação, com mesma intensidade, mesma direção, mas de sentido contrário". E o Cristo, ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: "Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido". Podemos notar, aí, dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação: um, de maneira científica e, outro, de modo místico. O vulgo diz : "Quem semeia vento, colhe tempestade".

(10) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1989, Cap.14.



Artigo retirado do site: http://jorgehessen.net/


Sexo e Destino

Gente, aproveitando a proximidade do fim de semana e continuando com a proposta “este blog indica”, iniciada ontem, gostaria de recomendar a vocês uma excelente peça de teatro que assisti no final de semana passado.


Eu já havia feito esta semana um comentário falando sobre esta peça no blog do Ylen e agora resolvi fazer este pequeno post.


Infelizmente, esta dica serve apenas para o pessoal que está no Recife. Não sei se muita gente do Recife acessa este blog, mas de qualquer forma fica aqui o registro. Mas, como a peça é baseada em um livro, a dica vale para todos!


Trata-se da peça “Sexo e Destino”, baseada na obra homônima de André Luiz, realizada pelo GRUPO SAL DE TEATRO e que está sendo apresentada nos finais de semanas no Sesc Santo Amaro – Recife/PE.


Vou fazer aqui apenas um pequeno comentário, já que o ideal mesmo é quem puder, ir assistir! E eu não gosto de ser estraga-surpresas... Bom, quem leu o livro vai perceber que os diálogos procuram ser bem fiéis ao texto, mas algumas coisas foram alteradas, creio eu, para facilitar o entendimento. O livro é grande e André Luiz é sempre bem detalhista nas descrições e aí, obviamente, na peça não tem como ser tudo igual.


A peça, assim como o livro, aborda temas como incesto, traição, falsidade, vaidade e luxúria. Mostra também como a espiritualidade atua em consonância conosco, seja positiva ou negativamente, tanto amparando-nos, quanto prejudicando-nos, como no caso de uma obsessão. Mostra ainda a importância da reencarnação, como forma de preciosa oportunidade para a correção dos erros cometidos no passado.


A história é baseada em fatos reais, presenciados por André Luiz em uma de suas missões de trabalho, assim como todas as histórias apresentadas em seus outros livros, mas, como sempre, os nomes dos seus personagens foram modificados.


A peça foca os membros de duas famílias (Nogueira e Torres) e as relações que seus membros têm entre si, quais sejam: um homem (Nemésio Torres) que trai sua esposa (Beatriz Torres) com uma moça bem mais jovem (Marina Nogueira), que por sua vez envolve-se ao mesmo tempo com Nemésio Torres e com Gilberto Torres (filho de Nemésio). Gilberto envolve-se ainda, além de Marina, com Marita Nogueira (irmã de Marina). Já Marita acaba tendo uma relação incestuosa com Cláudio Nogueira, que acredita ser seu pai adotivo, mas que na verdade é seu pai verdadeiro. Cláudio sofre a influência de um espírito obsessor. Nesse meio tempo, André Luiz, Pedro Neves (pai desencarnado de Beatriz Torres) e o Irmão Félix (instrutor do plano espiritual) acompanham o desenrolar dos fatos, que têm início, na verdade, em outra encarnação, apenas por um capricho de um jovem chamado Álvaro, que um dia desejou uma mulher casada. A peça mostra-nos ainda quem foram estas pessoas na encarnação anterior e o que aconteceu em suas relações que acabaram gerando conseqüências na existência atual.


Ou seja, André Luiz mostra-nos, mais uma vez, que ninguém foge à colheita daquilo que plantou e que todos nós deveremos, uma hora ou outra, encarar nossos erros de frente e trabalhar para corrigi-los, para o nosso próprio bem e daqueles a quem amamos.


Existem certos personagens que não são muito explorados na peça, como Márcia Nogueira, esposa de Cláudio, mãe consangüínea de Marina e adotiva de Marita, que faz apenas pequenas aparições na peça, mas que no livro tem uma função bem mais importante. Mas, como eu já mencionei antes, acredito que isto seja pelo fato de que não há muito tempo para desenvolver a história com todos os detalhes apresentados no livro. Mas mesmo assim a peça consegue explicar bem a trama e passar uma bela mensagem.


O livro fala-nos também, de forma bem mais detalhada que na peça, a respeito de uma organização presente no plano espiritual, chamada “Almas Irmãs”, que possui um trabalho de socorro e reeducação destinado aos desencarnados que envolveram-se em desvarios sexuais quando no plano físico, envolvendo-se por vezes em crimes e adquirindo assim inúmeros desequilíbrios. É muito interessante observar como funcionam trabalhos assim e isso nos faz lembrar também que ninguém é esquecido pela Misericórdia Divina.


Enfim, a história mostrada alerta-nos sobre as conseqüências do mau-uso da sexualidade em nossas vidas e como isso afeta negativamente, não só a nós, mas também aos que são envolvidos direta ou indiretamente naquilo que fazemos; e como nós, com isso, acabamos por adquirir “carmas” que por vezes carregamos conosco durante várias encarnações.


Fica a lição de que Deus é bom e justo, que Ele sempre nos mostra o caminho correto a seguir, mas que respeita nosso livre-arbítrio, sabendo que, mais tarde, todo o sofrimento gerado por nós, como conseqüência de nossa irreflexão, servirá como um aprendizado do qual jamais nos esqueceremos e que nos ajudará em nosso processo de evolução.


Acho que esta peça merece ser vista por todos, sejam espíritas ou não. Não só pela mensagem que passa, mas também por se tratar de um ótimo entretenimento, os atores são muito bons e é tudo feito com coração, isso dá para sentir!


Aqui estão os dados da peça para quem se interessar:


Peça: Sexo e Destino
Realização: Grupo Sal de Teatro
Local: Teatro do Sesc Santo Amaro - Rua Marques do Pombal, s/nº
Bairro de Santo Amaro - Recife
Fones: 3216-1616 / 3216-1719 / 3216-1702
Quando: Sábados e domingos, até o dia 25/11.
Horário: 19:00h
Ingressos: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 estudante.


Bom, fica aqui a dica, a peça ficará em cartaz no Sesc até o dia 25/11/07, depois eles irão viajar pelo interior do Estado, segundo a moça da recepção me falou, Portanto, pessoal do interior de Pernambuco que tiver interesse, fiquem atentos! Qualquer coisa que eu souber aviso aqui, ok?


Mas, independente da peça, eu gostaria de dizer a todos que não deixem de ler o livro. Além se ser uma história que prende do início ao fim, é muito comovente e a lição jamais será esquecida! Vocês não irão se arrepender!


Livro: Sexo e Destino
Autor espiritual: André Luiz
Psicografado por: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Editora: FEB


Abraços a todos e bom final de semana!

Adriana


Redenção - Filme


Amigos, hoje eu gostaria de fazer um comentário a respeito de um filme que eu assisti recentemente e que me impressionou muito. Não pelo filme em si, que na verdade achei bem simples e, na minha modesta opinião, poderia ter focado outros pontos da história; o que chama a atenção na verdade é a história que é contada, ainda que em parte, principalmente por que é baseada em fatos reais.


Não é exatamente um filme novo, mas eu só pude conhecer agora, e acho que talvez muita gente ainda não conheça. Foi um filme feito para a TV americana e aqui no Brasil foi lançado diretamente em vídeo. Acho que vale a pena dar uma conferida.



Trata-se do filme “Redenção”. Ele conta a história de Stanley "Tookie" Williams (interpretado pelo excelente Jamie Foxx, ganhador do Oscar em 2005 por "Ray"). “Tookie” foi o fundador de uma gangue de rua de Los Angeles, talvez a mais temida e famosa, conhecida como Crisps. O início do filme mostra sua condenação por quádruplo homicídio e a partir daí foca a sua permanência na prisão na prisão de San Quentin (no “corredor da morte”) enquanto espera que a data da sua execução seja marcada.


Os primeiros anos de sua prisão ainda foram marcados pela violência. Por isso ele passou vários anos em uma área de isolamento (“solitária”) por causa de brigas com outros presos.


Doze anos após sua prisão, ele conhece a escritora Barbara Becnel (interpretada por Lynn Whitfield), que o procura com a intenção de obter seu depoimento, em meio às pesquisas que vem realizando para a produção do seu próximo livro. Passando boa parte do tempo na solitária, ele começa a lembrar-se de como foi sua vida até ali e passa a perceber os grandes erros que cometeu. Então, agora longe das ruas e perplexo com a realidade da violência e com a proporção que ela tomava, seu comportamento muda radicalmente e ele começa a escrever uma série de livros infantis, nos quais mostra o aspecto negativo da violência e estimula as crianças a evitarem as gangues e os crimes.


Inicia assim um trabalho para promover a não-violência, juntamente com a escritora Becnel, que no início encontra forte resistência por parte dos editores, mas por fim consegue publicar os livros.


Os livros então são lançados e tornam-se um sucesso mundial de tal magnitude, visto o trabalho de conscientização que realizam, que Stan “Tookie” Williams acaba sendo indicado ao Prêmio Nobel da Paz, por mais de uma vez, bem como ao Premio Nobel de Literatura.


Como já falei, em relação ao filme, acho que ele deixa muito a desejar, acho que poderia ter explorado mais certos fatos, mas acho que pela mensagem que deixa já vale ser visto.


Bom, referindo-se ao tema que rege este blog, o filme não possui temática espírita, mas apresenta inúmeros temas que podem (e a meu ver, devem) ser analisados à luz do espiritismo, como violência, vingança, pena de morte, preconceito, perdão, arrependimento etc. Meu intuito neste post não é de discutir esses temas, mas apenas sugerir o filme, espero que cada um possa vê-lo e tirar suas próprias conclusões. Entre outras coisas acho que nós podemos, a partir do filme, lembrar que toda ação gera invariavelmente uma reação e que somos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Isso também nos leva a refletir sobre o que estamos fazendo para corrigir nossos erros anteriores e para melhorar o mundo em que vivemos. Afinal, que tipo de seres humanos nós somos? Fica a pergunta...


Achei interessante ver como um ex-líder de gangue, violento e assassino, pôde se modificar, alcançando a redenção, que dá título ao filme, e sendo capaz de nos mostrar uma lição tão magnífica. É interessante perceber também como o exemplo de apenas um homem pode modificar as atitudes de várias pessoas.


Isso também me fez pensar sobre a questão da pena de morte... É óbvio que a justiça dos homens faz-se necessária, algo tem de existir para garantir a ordem. Será que, se o “Tookie” jamais tivesse sido preso, ele teria parado para pensar sobre sua vida, ou teria continuado a fazer o que sempre fez nas gangues violentas? Será que foi necessária a sua prisão e os anos na solitária para que ele refletisse e resolvesse algo para tentar corrigir os erros cometidos? Talvez sim. Mas aí temos que pensar: até onde pode ir a justiça dos homens? Será que podemos decidir quem vive ou quem morre? E ainda: podemos julgar se essa ou aquela pessoa “merece” viver? Confesso a vocês que um dia eu já fui a favor da pena de morte e do aborto, mas hoje, graças a Deus, mudei minha percepção a respeito desses assuntos. Ah, como eu desejo que um dia todo mundo tenha o conhecimento do espiritismo e possa entender que nós não temos o direito de decidir sobre a vida de ninguém, que todos nós merecemos uma chance...


Para finalizar, gostaria de ressaltar que, em virtude do trabalho realizado por “Tookie”, foi criada uma campanha pedindo clemência, gerando inclusive organizações como a “Save Tookie”, mas apesar disso, Stan “Tookie” Williams foi executado, por injeção letal, ao cumprir a pena de morte imposta pelo estado americano da Califórnia, em 13/12/2005, inclusive após o filme que relato aqui ter sido produzido.



Sobre a execução de Tookie, o blog “Marco Negro” fez um post chamado “Stan Tookie Williams – Uma voz calada por Schwarzenegger”.


Bom, fica aí a minha dica, espero que gostem!

Abraços a todos! Muita paz e luz!

Adriana


Para saber mais: http://www.tookie.com/


Oração ao Senhor




Senhor da Vida,

Abençoa-nos o propósito

De penetrar o caminho da Luz!...


Somos Teus filhos,

Ainda escravos de círculos restritos,

Mas a sede do Infinito

Dilacera-nos os véus do ser.


Herdeiros da imortalidade,

Buscamos-Te as fontes eternas,

Esperando, confiantes, em Tua misericórdia.


De nós mesmos, Senhor, nada podemos.

Sem Ti, somos frondes decepadas

Que o fogo da experiência

Tortura ou transforma...


Unidos, no entanto, ao Teu Amor,

Somos continuadores gloriosos

De Tua Criação Interminável.

Somos alguns milhares

Neste campo terrestre;

E, antes de tudo,

Louvamos-Te a grandeza

Que não nos oprime a pequenez...


Dilata-nos a percepção diante da vida,

Abre-nos os olhos

Enevoados pelo sono da ilusão,

Para que divisemos Tua glória sem-fim!...


Desperta-nos docemente o ouvido,

A fim de percebermos o cântico

De Tua sublime eternidade.

Abençoa as sementes de sabedoria

Que os Teus mensageiros esparziram

No campo de nossas almas;

Fecunda-nos o solo interior,

Para que os divinos germens não pereçam.


Sabemos, Pai,

Que o suor do trabalho

E a lágrima da redenção

Constituem adubo generoso

À floração de nossas sementeiras;


Todavia,

Sem Tua bênção,

O suor enlanguesce

E a lágrima desespera...

Sem Tua mão compassiva,

Os vermes das paixões

E as tempestades de nossos vícios

Podem arruinar-nos a lavoura incipiente...


Acorda-nos, Senhor da Vida,

Para a luz das oportunidades presentes;

Para que os atritos da luta não as inutilizem,

Guia-nos os pés para o supremo bem;

Reveste-nos o coração

Com a Tua serenidade paternal,

Robustecendo-nos a resistência!


Poderoso Senhor,

Ampara-nos a fragilidade,

Corrige-nos os erros,

Esclarece-nos a ignorância,

Acolhe-nos em Teu amoroso regaço.


Cumpram-se, Pai Amado,

Os Teus desígnios soberanos,

Agora e sempre.

Assim seja.



Oração proferida pelo Instrutor Eusébio,

presente no livro “No Mundo Maior” – André Luiz/Chico Xavier.