CHICO XAVIER


No dia 02/04/1910 nascia para este plano físico, na cidade de Pedro Leopoldo (Minas Gerais), o médium Francisco Cândido Xavier. Caso estivese encarnado, estaria completando hoje 100 anos.

Este post tenta homenageá-lo trazendo um texto escrito pelo próprio Chico, onde o mesmo fala um pouco a respeito de sua vida e trabalho na mediunidade. O texto está presente no livro “Parnaso de Além-Túmulo”, primerio livro publicado através da sua faculdade mediúnica de psicografia.

Chico, agradecemos pela sua dedicação à prática mediúnica e pelos exemplos de amor, respeito, caridade, disciplina, fé e humildade, que tanto nos ensinaram e ensinam até hoje. Que Jesus o ilumine sempre!


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Palavras Minhas

Nasci em Pedro Leopoldo, Minas, em 1910. E até aqui, julgo que os meus atos perante a sociedade da minha terra são expressões do pensamento de uma alma sincera e leal, que acima de tudo ama a verdade; e creio mesmo que todos os que me conhecem podem dar testemunho da minha vida repleta de árduas dificuldades, e mesmo de sofrimentos.

Filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a classe de aborrecimentos na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo.

E, se decidi escrever estas modestas palavras no limiar deste livro, é apenas com o intuito de elucidar o leitor; quanto à sua formação.

Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais profundo pendor para a leitura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como? Matriculando-me quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando do apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.

Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras, e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.

Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões.

Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto.

Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu, com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.

O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras.

Assim tem-se passado os dias sem que eu tenha podido, até hoje, realizar as minhas esperanças.

Prosseguindo nas minhas explicações, devo esclarecer que minha família era católica e eu não podia escapar aos sentimentos dos meus. Fui pois criado com as teorias da Igreja, freqüentando-a mesmo com amor, desde os tempos de criança; quando ia às aulas de catecismo era para mim um prazer.

Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das proclamadas pelo Catolicismo; mas, eis que uma das minhas irmãs, em maio do ano referido, foi acometida de terrível obsessão; a medicina foi impotente para conceder-lhe uma pequenina melhora, sequer. Vários dias consecutivas foram, para nossa casa, horas de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr. José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a ajudar-nos com a sua boa vontade e o seu esforço.

Verdadeiro discípulo do Evangelho, ofereceu-nos até a sua residência, bem distante da nossa, junto à sua família, onde então, num ambiente totalmente modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita, orientando-se quanto aos seus deveres, desenvolvendo, simultaneamente, as suas faculdades mediúnicas. Aí, sob os seus caridosos cuidados e da sua Exma. esposa D.Cármen Pena Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã hauria, para nosso beneficio, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina dos mensageiros divinos; foi nesse ambiente onde imperavam os sentimentos cristãos de dois corações profundamente generosos, como o são os daqueles confrades a que me referi, que a minha mãe, que regressara ao Além em 1915, deixando-nos mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos os seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo, entrando em pormenores da nossa vida íntima, que essa senhora desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que a nossa genitora usava, quando na Terra.

Sobre esses fatos e essas provas irrefutáveis solidificamos a nossa fé, que se tornou inabalável. Em breve minha irmã regressava ao nosso lar cheia de saúde e feliz, enterrada no conhecimento da luz que deveria daí por diante nortear os nossos passos na vida.

Resolvemos, então, com ingentes sacrifícios, reunir um núcleo de crentes para estudo e difusão da doutrina, e foi nessas reuniões que me desenvolvi como médium escrevente, semimecánico, sentindo-me muito feliz por se me apresentar essa oportunidade de progredir; datando daí o ingresso do meu humilde nome nos jornais espíritas, para onde comecei a escrever sob a inspiração dos bondosos mentores espirituais que nos assistiam (1).

Daí a pouco, a nossa alegria aumentava, pois o nosso confrade José Hennínio Perácio, em companhia de sua esposa, deliberou fixar residência junto a nós, e as nossas reuniões tiveram resultados melhores, controladas pela sua senhora, alma nobilíssima, ornada das mais superiores qualidades morais e que, entre as suas mediunidades, conta com mais desenvolvimento a clariaudiência. Nossas reuniões contavam, assim, grande número de assistentes, porém, a moral profunda que era ensinada, baseada nas páginas esplendorosas do Evangelho de Jesus, parece que pesava muito, como acontece na opinião de grande maioria de almas da nossa época, quase sempre inclinadas para as futilidades mundanas, e, decorridos dois anos, os assistentes de nossas sessões de estudos escassearam, chegando ao número de quatro ou cinco mil pessoas, o que perdura até hoje.

Não desanimamos, contudo, prosseguindo em nossas reuniões, constituindo para nós uma fonte de consolações isolarmo-nos das coisas terrenas em nosso recanto de prece, para a comunhão com os nossos desvelados amigos do Além.

Continuei recebendo as idéias dos mesmos amigos de sempre, nas reuniões, psicografando-as, e que eram continuamente fragmentos de prosa sobre os Evangelhos. Somente duas vezes recebi comunicações em versos simples.

Em agosto, porém, do corrente ano, apesar de muito a contragosto de minha parte, porque jamais nutri a pretensão de entrar em contacto com essas entidades elevadas, por conhecer as minhas imperfeições, comecei a receber a série de poesias que aqui vão publicadas, assinadas por nomes respeitáveis.

Serão das personalidades que as assinam? – é o que não posso afiançar. O que posso afirmar categoricamente, é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre senti, ao escrevê-las, era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial. Onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografa-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis.

Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.

Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente, sem que eu ou meus companheiros de trabalhos as provocássemos e jamais se pronunciou. em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces.

Passavam-se às vezes mais de dez dias, sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez. Grande parte delas foram escritas fora das reuniões e tenho tido ocasiões de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.

Muitas vezes, ao recebermos uma destas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras nela empregadas, porque tanto eu como os meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância, julgando minha obrigação, frisar aqui também, que, apesar de todo o meu bom desejo, jamais obtive outra coisa, fenomenologia espírita, a não ser esses escritos.

Devo salientar o precioso concurso da bondosa médium Sra. Cármen P. Perácio, que através da sua maravilhosa clariaudiêncía me auxiliou muitíssimo, transmitindo-me as advertências e opiniões dos nossos caros mentores espirituais, e ainda o carinhoso interesse do distinto confrade Sr. M. Quintão. que tem sido de uma boa vontade admirável para comigo, não poupando esforços para que este despretensioso volume viesse à luz da publicidade.

E aqui termino.

Terei feito compreender, a quem me lê, a verdade como de fato ela é?

Creio que não. Em alguns despertarei sentimentos de piedade e, noutros, rizinhos ridiculizadores. Há de haver, porém, alguém que encontre consolação nestas páginas humildes. Um desses que haja, entre mil dos primeiros, e dou-me por compensado do meu trabalho.

A todos eles, todavia, os meus saudares, com os meus agradecimentos intraduzíveis aos boníssimos mentores do Além, que inspiraram esta obra, que generosamente se dignaram não reparar as minhas incontáveis imperfeições, transmitindo, por intermédio de instrumento tão mesquinho, os seus salutares ensinamentos.

Pedro Leopoldo, dezembro de 1931.

Francisco Cândido Xavier.


(1) Só nos últimos dias de 1931, com a graça de Deus, desenvolveram-se em mim, de maneira clara e mais intensamente, a vidência, a audição e outras faculdades mediúnicas. (Nota do médium para a 4º edição, em 1944.)

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Ao escrever estas palavras, o Autor não se lembrou de que as suas relações constantes com Espíritos desencarnados, mantidas desde os 5 anos de idade, pertencem igualmente à fenomenologia espírita. Pensou em fenomenologia somente como prática consciente da mediunidade das sessões espíritas; mas todas as pessoas de sua intimidade sabem que ele, desde a infância, confunde os habitantes dos dois mundos e muitas vezes pergunta ao amigo que esteja passeando com ele: "Estás vendo ali um homem de barbas brancas, etc.?" Pela resposta do companheiro é que ele fica sabendo se está diante de um habitante do nosso mundo ou de habitante do mundo espiritual. Também isso são fenômenos espíritas. (Nota da Editora – 9ª edição, 1972.)


Extraído do livro Parnaso de Além-Túmulo

Primeiro livro psicografado por Chico Xavier

Poesias Mediúnicas – Vários Autores

Edição Comemorativa – 70 anos, FEB: 2002 - página 31.


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Assista ao vídeo do 'Programa Transição', no qual o médium Divaldo Franco fala sobre a vida de Chico Xavier – CLIQUE AQUI.



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Joanna de Ângelis (espírito), enviou uma mensagem, em julho de 2002, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco e publicada na Revista Reformador do mês seguinte, na qual informa que, após a desencarnação, o espírito de Chico Xavier fora recebido no mundo Espiritual por Jesus. Confira o texto dessa mensagem no blog Manancial de Luz – CLIQUE AQUI.

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“A Igreja Católica reconhece a grandeza do homem Chico Xavier e seu empenho em ajudar, sobretudo, aos sofridos, mesmo com a distância entre as duas doutrinas. Mas um ponto nos une: a caridade. É comum entre todos aqueles que têm Jesus Cristo como seu Salvador e Deus a pratica da caridade. Agradecemos a Deus pela passagem deste homem que só soube fazer o bem.”

Monsenhor José Albérico Bezerra de Almeida - Vigário geral da Arquidiocese do Recife e Olinda


“Todos aqueles que entendem o plano de Deus para sua criação se preocupam com o bem estar dos que estão a sua volta. Eles se dedicam a fazer a maior caridade: dar conhecimento sobre a realidade que transcende a matéria, o conhecimento espiritual, para que todos possam progredir rumo ao abrigo supremo e eterno, Deus. Chico Xavier foi um espírito que enquanto homem viveu estritamente segundo esses princípios, mostrando factualmente o quanto era elevado e realizado espiritualmente. É um exemplo a ser seguido e uma mostra do quanto o amor pode fazer pela humanidade.”

Yamunacarya das - Pres. da Sociedade Internacional Para Consciência de Krishna no Brasil


“Se falar em religião no Brasil, sem mencionar Chico Xavier, é não falar em nada. Ele empunha a bandeira da caridade e da humanidade. Não pregava o apartheid das religiões e sim a união e por isso era respeitado. Os depoimentos dele sempre unificavam, falavam de um Deus, único, unificado. Uma vez falou que a Umbanda era uma religião linda. Agora eu falo que Chico foi um templo da religião viva”.

Pai Luiz Santos - Conselho Nacional de Umbanda



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Veja algumas postagens anteriores do blog Espírita na Net, a respeito de Chico Xavier:

Aniversário de Chico Xavier


Histórias do Chico...

Ah, o Chico...


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“Ah... mas quem sou eu senão uma formiga, das menores, que anda pela terra cumprindo sua obrigação...” Chico Xavier


Congresso Espírita Mundial


Amigos, esta postagem vem divulgar o 6o Congresso Espírita Mundial, que será realizado em Outubro de 2010, na Espanha, e está sendo organizado pela Federação Espírita Espanhola (FEE).


O Conselho Espírita Internacional (CEI) realiza a cada 3 anos um Congresso Espírita Mundial e no ano de 2010 ocorrerá a sexta edição deste evento, que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de Outubro, na cidade de Valência – Espanha.


O CEI promove esses encontros, em caráter oficial, desde 1995, quando foi realizado o 1° Congresso Espírita Mundial, em Brasília/Brasil. O segundo Congresso ocorreu em 1998, na cidade de Lisboa/Portugal; em seguida, foi a vez da Guatemala sediar o evento, em 2001; a 4ª edição foi em Paris/França, no ano de 2004; e o evento mais recente, o quinto Congresso Mundial, foi em Cartagena das Índias/Colômbia, em 2007.


O Congresso Espírita Mundial de 2010, que terá como tema central “Somos espíritos imortais”, é um evento para espíritas e não espíritas e promove a arte/filosofia espírita em todo o mundo. Com uma programação extensa, contará com a presença de congressistas de diversas nacionalidades, com presença garantida dos médiuns brasileiros Divaldo Franco e Raul Teixeira.


Para saber mais, visite o site oficial do evento – CLIQUE AQUI.



Ante a Dor


Não enxergues na dor que te visita motivo apenas para lamentações.


É possível que ela traga consigo um convite à tua renovação interior.


Não maldigas o problema que te desafia a paciência.


Talvez ele seja portador de importante advertência, a fim de evitares situações mais aflitivas depois.


Se o momento é de dificuldade, ora, serve e confia, fazendo o melhor ao teu alcance.


E, mesmo que a dor persista, apesar de teus esforços por vencê-la, não desanimes.


Aquieta a mente, entregando-te a Deus, porque as leis divinas sempre nos renovam para melhor, conduzindo-nos para a vitória no Bem.



Por: Scheilla

In: “Novas Mensagens de Scheilla para Você”

Médium: Clayton B. Levy - Edição CEAK



Ciência de bem viver



Tranquilamente, confiante, avança, passo a passo, pelo caminho da evolução.


Não busques, nem fujas dos fenômenos da existência física.


Intenta ser o controlador dos teus impulsos e sentimentos, de maneira que o insucesso não te infelicite nem o êxito te exalte.


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Na paz interior descobrirás a libertação das dores, porque lograrás vencer as paixões.


Utilizando-te de uma consciência equânime, aceita as ocorrências positivas e negativas com a mesma naturalidade, sem sofreguidão nem indiferença.


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Mantém-te interiormente livre em qualquer circunstância, adquirindo a ciência verdadeira do viver.


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A ilusão fascina, mas se desvanece.


A posse agrada, porém se transfere de mãos.


O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.


O prazer alegra, todavia é efêmero.


A glória terrestre exalta e desaparece.


O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...


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A dor aflige, mas passa.


A carência aturde, porém um dia se preenche.


A debilidade orgânica deprime, todavia, liberta da paixão.


O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.


A submissão aflige, entretanto engrandece e enrija o caráter.


O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.


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Todas as situações no mundo sensorial passam, mudam de posição e de forma.


A essência da realidade, porém, permanece sempre a mesma.


Nada é definitivo na aparência.


Apenas o que tem valor intrínseco é duradouro.


Quem, espontaneamente, se abstém dos sentidos e das exterioridades, sem mágoa nem frustração, encontrou a ciência de bem viver.



Joanna de Ângelis

Livro “Momentos de Meditação”

Psicografia: Divaldo Franco



Obsessão e Evangelho



A quem diga que o Espiritismo cria obsessões na atualidade do mundo, respondamos com os próprios Evangelhos.


Nos versículos 33 a 35, do capítulo 4, no Evangelho de Lucas, assinalamos o homem que se achava no santuário, possuído por um Espírito infeliz, a gritar para Jesus, tão logo lhe marcou a presença: “que temos nós contigo?”. E o Mestre, após repreendê-lo, conseguiu retirá-lo, restaurando o equilíbrio do companheiro que lhe sofria o assédio.


Temos aí a obsessão direta.


Nos versículos 2 a 13, do capítulo 5, no Evangelho de Marcos, encontramos o auxílio seguro prestado pelo Cristo ao pobre gadareno, tão intimamente manobrado por entidades cruéis, e que mais se assemelhava a um animal feroz, refugiado nos sepulcros.


Temos aí a obsessão, seguida de possessão e vampirismo.


Nos versículos 32 a 33, do Capítulo 9, no Evangelho de Mateus, lemos a notícia de que o povo trouxe ao Divino Benfeitor um homem mudo, sob o controle de um Espírito em profunda perturbação, e, afastado o hóspede estranho pela bondade do Senhor, o enfermo foi imediatamente reconduzido à fala. Temos aí a obsessão complexa, atingindo alma e corpo.


No versículo 2, do capítulo 13, no Evangelho de João, anotamos a palavra positiva do apóstolo, asseverando que um Espírito perverso havia colocado no sentimento de Judas a idéia de negação do apostolado.


Temos aí a obsessão indireta, em que a vítima padece influência aviltante, sem perder a própria responsabilidade.


Nos versículos 5 a 7, do capítulo 8, nos Atos dos Apóstolos, informamo-nos de que Filipe, transmitindo a mensagem do Cristo, entre os samaritanos, conseguiu que muitos coxos e paralíticos se curassem, de pronto, com o simples afastamento dos Espíritos inferiores que os molestavam.


Temos aí a obsessão coletiva, gerando moléstias-fantasmas.


E, de ponta a ponta, vemos que o Novo Testamento trata o problema da obsessão com o mesmo interesse humanitário da
Doutrina Espírita.


Não nos detenhamos, diante dos críticos contumazes.


Estendamos o serviço de socorro aos processos obsessivos de qualquer procedência, porque os princípios de Allan Kardec revivem os ensinamentos de Jesus, na antiga batalha da luz contra a sombra e do bem contra o mal.


Emmanuel

Extraído do livro “Seara dos Médiuns”

Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier


Como orar (Parte 2 de 2)



Imagem: Blog Evangelizando Agora

O Messias pronunciou a oração que legaria à Humanidade. Elevando o seu espírito magnânimo ao Pai Celestial e, colocando o seu amor acima de todas as coisas, exclamou:


- “Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.”


E, ponderando que a redenção da criatura nunca se poderá efetuar sem a misericórdia do Criador, considerada a imensa bagagem das imperfeições humanas, continuou:


- “Venha a nós o teu reino.”


Dando a entender que a vontade de Deus, amorosa e justa, deve cumprir-se em todas as circunstâncias, acrescentou:


- “Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céus.”


Esclarecendo que todas as possibilidades de saúde, trabalho e experiência chegam invariavelmente, para os homens, da fonte sagrada da proteção divina, prosseguiu:


- “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.”


Mostrando que as criaturas estão sempre sob a ação da lei de compensações e que cada uma precisa desvencilhar-se das penosas algemas do passado obscuro pela exemplificação sublime do amor, acentuou:


- “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.”


Conhecedor, porém, das fragilidades humanas, para estabelecer o princípio da luta eterna dos cristãos contra o mal, terminou a sua oração, dizendo com infinita simplicidade:


- “Não nos deixes cair em tentação e livra-nos de todo mal, porque teus são o reino, o poder e glória para sempre. Assim seja.”

Acreditarias que, em todos os séculos da vida humana, recorreriam as almas, incessantemente, a uma porta silenciosa e inflexível, se nenhum resultado obtivessem?... Não tenhas dúvida: todas as nossas orações são ouvidas!...


Não obstante a confiança expressa na oração e a fé tributada à providência superior, é preciso colocar acima delas a certeza de que os desígnios celestiais são mais sábios e misericordiosos do que o capricho próprio; é necessário que cada um se una ao Pai, comungando com a sua vontade generosa e justa, ainda que seja contrariado em determinadas ocasiões. Em suma, é imprescindível que sejamos de Deus. Quanto às lições dessa fidelidade, observemos a própria natureza, em suas manifestações mais simples. Dentro dela, agem as leis de Deus e devemos reconhecer que todas essas leis correspondem à sua amorosa sabedoria, constituindo-se suas servas fiéis, rio trabalho universal. Já ouviste falar, alguma vez, que o Sol se afastou do céu, cansado da paisagem escura da Terra, alegando a necessidade de repousar? A pretexto de indispensável repouso, teriam as águas privado o globo de seus benefícios, em certos anos? Por desagradável que seja em suas características, a tempestade jamais deixou de limpar as atmosferas. Apesar das lamentações dos que não suportam a umidade, a chuva não deixa de fecundar a terra! É preciso aprender com as leis da natureza a fidelidade a Deus! Quem as acompanha, no mundo, planta e colhe com abundância. Observar a lealdade para com o Pai é semear e atingir as mais formosas searas da alma no infinito.


Vê, pois, que todo o problema da oração está em edificarmos o reino do céu entre os sentimentos de nosso íntimo, compreendendo que os atributos divinos se encontram também em nós.


Edição de texto retirado do livro “Boa Nova” – Pelo Espírito Humberto de Campos / Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Homenagem dos Correios a Chico Xavier

Depois de homenagear com um selo a médica Zilda Arns, da Pastoral da Criança, que desencarnou no terremoto que atingiu o Haiti em Janeiro, os Correios homenageiam o centenário do nascimento do médium Francisco Cândido Xavier, desencarnado há oito anos.

Os Correios prestam homenagem a Chico Xavier com a emissão de selo comemorativo e cartão postal. O evento de pré-lançamento será no dia 19 de março, em Uberaba (MG), e os eventos de lançamento nas cidades de Brasília (DF), Pedro Leopoldo (MG), Uberaba (MG) e São Bernardo do Campo (SP).

O selo apresenta Chico Xavier autografando um de seus livros, a inscrição de uma frase de sua autoria que expressa a essência de sua obra e, como pano de fundo, detalhe de uma carta psicografada pelo médium. As técnicas utilizadas foram fotografia e computação gráfica. A foto é de Rômulo Fernando Fialdini e a arte-finalização de Miriam Guimarães. Serão emitidos 600 mil selos, com valor de 1º Porte Carta Comercial (R$ 1,05) e oito mil cartões postais, com o valor unitário de R$ 1,00.

Francisco Cândido Xavier nasceu em 02 de abril de 1910, em Pedro Leopoldo (MG). Psicografou mais 400 livros, muitos deles traduzidos para vários idiomas – inglês, castelhano, francês, grego, japonês etc. O autor doou os direitos autorais de seus livros a editoras espíritas com o compromisso de destinarem recursos a tarefas de socorro às populações carentes. Incentivou a fundação e a viabilização de centenas de obras filantrópicas no Brasil e no exterior, promovendo a manutenção de muitas delas. Conhecido mundialmente, foi indicado, em 1981, ao Prêmio Nobel da Paz por dez milhões de brasileiros e recebeu o título de Mineiro do Século em Minas Gerais. A emissão deste selo representa o reconhecimento à sua dedicação ao próximo, humildade e dignidade.

O primeiro dia de circulação do selo será 02 de abril de 2010, dia em que Chico Xavier completaria 100 anos, caso estivesse encarnado, e o prazo de sua comercialização pela ECT será até dezembro de 2013.


Fontes:

Revista Época

Correios / Notícias