Como orar (Parte 1 de 2)



Imagem: Blog Evangelizando Agora


Desde que começou a raciocinar, observou o homem que, acima de seus poderes reduzidos, havia um poder ilimitado, que lhe criara o ambiente da vida. Todas as criaturas nascem com tendência para o mais alto e experimentam a necessidade de comungar com esse plano elevado, donde o Pai nos acompanha com o seu amor, todo justiça e sabedoria, onde as preces dos homens o procuram sob nomes diversos.

Por prece devemos interpretar todo ato de relação entre o homem e Deus. Devido a isso mesmo, como expressão de agradecimento ou de rogativa, a oração é sempre um esforço da criatura em face da Providência Divina. Os que apenas suplicam podem ser ignorantes, os que louvam podem ser somente preguiçosos.

Todo aquele, porém, que trabalha pelo bem, com as suas mãos e com o seu pensamento, esse é o filho que aprendeu a orar, na exaltação ou na rogativa, porque em todas as circunstâncias será fiel a Deus, consciente de que a vontade do Pai é mais justa e sábia do que a sua própria.

Deve a oração constituir o nosso recurso permanente de comunhão ininterrupta com Deus. Nesse intercâmbio incessante, as criaturas devem apresentar ao Pai, no segredo das íntimas aspirações, os seus anelos e esperanças, dúvidas e amargores. Essas confidências lhes atenuarão os cansaços do mundo, restaurando-lhes as energias, porque Deus lhes concederá de sua luz. É necessário, portanto, cultivar a prece, para que ela se torne um elemento natural da vida, como a respiração. É indispensável conheçamos o meio seguro de nos identificarmos com o Nosso Pai.

Entretanto, observamos que os homens não se lembram do céu, senão nos dias de incerteza e angústia do coração. Se a ameaça é cruel e iminente o desastre, se a morte do corpo é irremediável, os mais fortes dobram os joelhos.

Mas, quanto não deverá sentir-se o Pai amoroso e leal de que somente o procurem os filhos nos momentos do infortúnio, por eles criados com as suas próprias mãos? Em face do relaxamento dessas relações sagradas, por parte dos homens, indiferentes ao carinho paternal da Providência que tudo lhes concede de útil e agradável, improficuamente desejará o filho uma solução imediata para as suas necessidades e problemas, sem remediar ao longo afastamento em que se conservou do Pai no percurso, postergando-lhe os desígnios, respeito às suas questões íntimas e profundas.

Enquanto orares pedindo ao Pai a satisfação de teus desejos e caprichos, é possível que te retires da prece inquieto e desalentado. Mas, sempre que solicitares as bênçãos de Deus, a fim de compreenderes a sua vontade justa e sábia, a teu respeito, receberás pela oração os bens divinos do consolo e da paz.


Edição de texto retirado do livro “Boa Nova” – Pelo Espírito Humberto de Campos / Psicografia de Francisco Cândido Xavier


A mão de Deus



Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.


Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia, sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de água límpida brotava.


Tomou da sua taça, encheu até a borda e levou aos lábios. No mesmo instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao chão.


Genghis-Khan ficou muito irritado. Levou a taça novamente até o filete de água e tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que caísse ao chão a taça e se perdesse a água.


Desta vez o impiedoso conquistador olhou para a ave e falou:


Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo que eu beba, você perderá a vida.


Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.


No exato momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.


Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e, em pleno ar, decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.


Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.


E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse a nascente da fonte.


Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo, com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era insuportável.


Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida, pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.


Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal, seu amigo.


* * *


Assim muitas vezes somos nós. A Providência Divina estabelece formas de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos rebelamos.


Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.


De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente, não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu apoio.


Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está acontecendo. Quase nunca paramos para nos perguntar: Não será a mão de Deus agindo, para me dizer que este não é o melhor caminho para mim?


Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser. Você nunca se deu conta que um engarrafamento que o detém no trânsito por alguns preciosos minutos, pode lhe impedir de ser participante de um acidente mais adiante?


Um contratempo à saída de casa, que lhe retarde a tomada do ônibus no momento que você planejava, pode ser a mão de Deus interferindo para que você não se sirva daquela condução, para não estar presente no acidente que logo acontece.


Providência Divina. Esteja atento. Busque entender as pequenas mensagens que Deus lhe envia todas as horas.


E não se irrite. Não se altere. Agradeça. A mão de Deus está agindo em seu favor, em todos os momentos, todos os dias.


(Redação do Momento Espírita)



Filme Nosso Lar



Amigos, para aqueles que aguardam pela estreia do filme Chico Xavier, mais uma ótima notícia: está prevista a estreia, para o dia 03 de setembro de 2010, do filme “Nosso Lar”.

Baseado na obra (best seller) homônima do espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier, “Nosso Lar” conta a trajetória do próprio André Luiz pelo mundo espiritual. Médico, após a morte do seu corpo físico, ele passa por inúmeras experiências e aprendizados, entre os quais vencer a saudade da família e a compreensão de novos valores morais. “Nosso Lar” é o nome de uma colônia espiritual que paira no espaço espiritual da Terra, onde André Luiz passa a viver.


Vejam trailer do filme - Cliquem AQUI!


Para maiores informações, visitem o site oficial: http://www.nossolarofilme.com.br/


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Nosso Lar” foi o primeiro livro que deu origem à série conhecida como Série Nosso Lar ou “A Vida no Mundo Espiritual, composta por 13 livros, todos escritos por André Luiz e psicografados por Chico Xavier (em alguns houve parceria com o médium Waldo Vieira). Para saber mais sobre as obras, acessem os posts:

Série Nosso Lar” - André Luiz (1/3)

Série Nosso Lar” - André Luiz (2/3)

Série Nosso Lar” - André Luiz (3/3)


Até o Fim


Já sentiu você o prazer de ajudar alguém, sem interesse secundário, de modo absoluto, do início ao fim da necessidade, presenciando um sucesso ou uma recuperação?


Por exemplo, encontrar um enfermo, sem possibilidades de tratamento, endereçado ao fracasso, e providenciar-lhe a melhoria, simplesmente em troca da satisfação de vê-lo restituído às oportunidades da existência?


Ressuma deste fato bem-estar sem paralelo em qualquer outra ação humana, por exprimir-se em regozijo íntimo inviolável.


Você já pensou nos resultados incalculáveis de se proteger uma criança impelida ao abandono, desde as primeiras iniciações da vida até a obtenção de um título profissional que lhe outorgue liberdade e respeito a si mesma, sem intuito de cobrança?


Já refletiu na importância inavaliável de um serviço sacrificial sustentado em benefício de outrem, do princípio ao remate, sem pedir ou esperar a admiração de quem quer que seja?


Só aqueles que já passaram por essas realizações conseguem julgar a pureza da euforia e a originalidade da emoção que nos dominam, ao cumprirmos integralmente os deveres assistenciais do começo ao acabamento, sem a mínima idéia de compensação.


Ocasiões não faltam.


Ombreamos diariamente multidões de doentes, desabrigados, famintos, nus, obsessos e desorientados.


Você pode até mesmo escolher a empreitada que pretenda chamar para si.


Há um encanto particular em sermos protagonistas ou colaboradores efetivos das vitórias do próximo. Em muitas ocasiões, não há melhor estimulante à vida e ao trabalho.


Para legiões de criaturas essa obra de benemerência completa e oculta é a fórmula para restaurarem a confiança em Deus, cujas leis de amor funcionam pela marca do anonimato, em bases impessoais.


Nessas empresas do bem por dedicação ao bem, almas inúmeras encontram a cura dos males, o esquecimento de sombras, a significação da utilidade pessoal e a equação ideal do contentamento de viver.


Quando inconformidade ou monotonia lhe desfigurem a paisagem interior, dinamize o seu poder de auxiliar.


Semeie sacrifícios e colha sorrisos.


Dê suas posses e receba a alegria que não tem preço.


Tome a iniciativa de oferecer a sua hora e outros virão espontaneamente trazer dias e dias de apoio ao trabalho em que você se empenhou.


Experimente. Desencadeie a causa do bem e o bem responderá mecanicamente com os seus admiráveis efeitos.


André Luiz
(Do livro “Estude e Viva” - Francisco Cândido Xavier)

Antes de agir



Há cinco atitudes capazes de nos trazerem felicidade:

Perdoar sempre.
Fazer todo o Bem possível.
Ser fiel à verdade.
Cultivar a prece.
Caminhar servindo sempre.

E há cinco comportamentos que levam ao sofrimento:

Alimentar a mágoa.
Fomentar a agressividade.
Acreditar na impiedade.
Fugir da prece.
Vingar-se.

É possível que, ainda hoje, te encontres perante uma dessas situações.

Antes de agir, lembra que felicidade ou sofrimento resultarão da tua livre opção.


Por: Scheilla

In: “Novas Mensagens de Scheilla para Você”

Médium: Clayton B. Levy - Edição CEAK



A Água Fluida


"E qualquer que tiver dado só que seja um copo d‘água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão". Jesus (Mateus 10:42)


Meu amigo, quando Jesus se referiu ao copo de água fria, em seu nome, não se reportava apenas a compaixão rotineira que sacia a sede comum.


Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.


A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra. E como que a base pura em que a medicação do céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.


A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita, exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à analise da inteligência vulgar, e a linfa potável recebe-nos a influenciação, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, ajudam e curam.


A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui do imo d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.


O espírito que se eleva na direção do Céu é antena viva captando potenciais de natureza superior, podendo distribuí-las a beneficio de todos os que lhe seguem a marcha.


Ninguém existe órfão de semelhante amparo.


Para auxiliar a outrem e a si mesmo bastam a boa vontade e a confiança positiva.


Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome de sua memória, reportava-se ao valor da providência a beneficio da carne e do espírito, sempre que estacione através de zonas enfermiças.


Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, solução de tuas necessidades fisiopsíquicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia.


O orvalho do Plano divino magnetizará o liquido, com raios de bênçãos, e estará então consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.


Emmanuel

(Página recebida pelo Médium Francisco Cândido Xavier, em sessão pública na noite de 5/6/1950, em Pedro Leopoldo; contida no livro "Segue-me", Casa Editora "O Clarim")


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Acerca da pena de morte


Indaga você como apreciam os desencarnados a instituição da pena de morte, e acrescenta: – “não será justo subtrair o corpo ao espírito que se fez criminoso? será lícito permitir a comunhão de um tarado com as pessoas normais?”


E daqui poderíamos argumentar: – quem de nós terá usado o corpo como devia? Quem terá atingido a estatura espiritual da verdadeira humanidade para considerar-se em plenitude de equilíbrio?


A execução de uma sentença de morte, na maioria dos casos, é a libertação prematura da alma que se arrojou ao despenhadeiro da sombra. E sabemos que só a pena de viver na carne é suscetível de realizar a recuperação daqueles que se fizeram réus confessos diante dos tribunais humanos.


Não vale afugentar moscas sem curar a ferida.


Eliminar a carne não é modificar o espírito.


Um assassinado, quando não possui energia suficiente para desculpar a ofensa e esquecê-la, habitualmente passa a gravitar em torno daquele que lhe arrancou a vida, criando os fenômenos comuns da obsessão; e as vítimas da forca ou do fuzilamento, do machado ou da cadeira elétrica, se não constituem padrões de heroísmo e renunciação, de imediato, além-túmulo, vampirizam o organismo social que lhes impôs o afastamento do veiculo físico, transformando-se em quistos vivos da fermentação da discórdia e da indisciplina.


O tribunal terrestre jamais decidirá, com segurança, sobre a extinção do crime, sem o concurso ativo do hospital e da escola.


Sem o professor e sem o médico, o juiz de sã consciência viverá sempre atormentado pela obrigação de prender e condenar, descendo da dignidade da toga para ombrear com os que se dedicam à flagelação alheia.


A função da justiça penal, dentro da civilização considerada cristã, é, acima de tudo, reeducar.


Sem o entendimento fraterno na base de nossas relações uns com os outros, não nos distanciaremos do labirinto de talião, que pretende converter o mundo em eterno sorvedouro de males renascentes.


Jesus, o divino libertador, veio quebrar algemas que nos jungiam aos princípios do castigo igual à culpa.


A educação é a mola do processo de redimir a mente cristalizada nas trevas.


Organizar a penitenciária renovadora, onde o serviço e o livro encontrem aplicação adequada, é a solução para o escuro problema da criminalidade, entre os homens, mesmo porque o melhor desforço da sociedade, contra o delinquente, é deixá-lo viver, na reparação das próprias faltas.


Cada espírito respira no céu ou no inferno que formou para si mesmo...


Aqui, temos o “campo dos efeitos”, e aí, no mundo, o “campo das causas”. E enquanto a alma se demora no “campo das causas”, há sempre oportunidade de consertar e reajustar, melhorando as consequências.


Não é morrendo que encontraremos facilidade para a reconciliação, É aprendendo com as rudes lições do educandário de matéria densa que se nos apuram as qualidades morais para a ascensão do espírito.


Ninguém, pois, precisará inquietar-se, provocando essa ou aquela reivindicação pela violência.


A lei da harmonia universal funciona em todos os planos da vida, encarregando-se de tudo restaurar no momento oportuno.


Quanto ao ato de condenar, quem de nós se revelará em condições de exercer semelhante direito?


Quantos de nós não somos malfeitores indiscutíveis, simplesmente por não encontrar a presa, no instante preciso da tentação? Quantos delitos teremos perpetrado em pensamento?


Só a educação, alicerçada no amor, redimir-nos-á a multimilenária noite da ignorância.


Se você demonstra interesse tão grande na regeneração dos costumes, defendendo com tamanho entusiasmo a suposta legalidade da pena de morte, vasculhe o próprio coração e a própria consciência e verifique se está isento de faltas.


Se você já superou os óbices da animalidade, adquirindo a grande compreensão a preço de sacrifício, estimaria saber se terá realmente coragem para amaldiçoar os pecadores do mundo, atirando-lhes “a primeira pedra”.


IRMÃO X

(Do livro “Cartas e Crônicas” - Psicografia de Chico Xavier)