Mensagem de Emmanuel sobre Kardec



Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alertas em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário:


Sentir Kardec;

Estudar Kardec;

Anotar Kardec;

Meditar Kardec;

Analisar Kardec;

Comentar Kardec;

Interpretar Kardec;

Cultivar Kardec;

Ensinar Kardec e

Divulgar Kardec.


Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação.


EMMANUEL



Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier e presente em "Reformador", março de 1961, FEB.



PS.: A figura acima representa a imagem de Allan Kardec (ao centro) ladeado pelas imagens de Emmanuel (à direita de Kardec) e André Luiz (à esquerda de Kardec).


Tragédias coletivas




A dolorosa ocorrência do dia 11 de Setembro de 2001, que causou a morte de milhares de pessoas, traz novamente, de forma mais intensa e angustiosa a pergunta: por quê? Por que acontecem essas tragédias coletivas? Outras indagações acorrem à mente: por que alguns foram salvos, desistindo ir trabalhar naquele dia ou chegando atrasado? Por que alguns foram poupados e outros não?


Somente o Espiritismo tem as respostas lógicas, profundas e claras que explicam, esclarecem e, por via de conseqüência, consolam os corações humanos. Para a imensa maioria das criaturas essas provas coletivas constituem um enigma insolúvel, pois desconhecem os mecanismos da Justiça Divina, que traz no seu âmago a lei de causa e efeito. Ante tragédias como essa mais recente, ou como outras de triste memória; diante desses dramáticos episódios a fé arrefece, torna-se vacilante e, não raro, surge a revolta, o desespero, a descrença. Menciona-se que Deus castiga violentamente ou que pouco se importa com os sofrimentos da Humanidade. Chega-se ao ponto de comparar-se o Criador a um pai terreno e, nesse confronto, este sair ganhando, pois zela pelos seus filhos e quer o melhor para eles, enquanto que Deus...


Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, interrogou os Espíritos Superiores quanto às provas coletivas, no item intitulado Flagelos Destruidores, conforme vemos em "O Livro dos Espíritos", nas questões 737 a 741. Nos últimos tempos a Espiritualidade Amiga tem-se pronunciado a respeito das provações coletivas, conforme comentaremos a seguir, com alguns exemplos.


Exatamente no dia 17 de dezembro de 1961, em Niterói (RJ), ocorre espantosa tragédia em um circo apinhado de crianças e adultos que procuravam passar uma tarde alegre, envolvidos pela magia dos palhaços, trapezistas, malabaristas e domadores com os animais. Subitamente irrompe um incêndio que atinge proporções devastadoras em poucos minutos, ferindo e matando centenas de pessoas, queimadas, asfixiadas pela fumaça ou pisoteadas pela multidão em desespero. Essa dramática ocorrência, que comoveu o povo brasileiro, motivou a Espiritualidade Maior a trazer minucioso esclarecimento, conforme narrativa do Espírito Humberto de Campos, inserida no livro "Cartas e Crônicas" (ed. FEB), cap. 6.


Narra o querido cronista espiritual que no ano de 177, em Lião, no sopé de uma encosta, mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, com altas paliçadas em torno de enorme arena. Era a época do imperador Marco Aurélio, que se omitia quanto às perseguições que eram infligidas aos cristãos. Por isto a matança destes era constante e terrível. Já não bastava que fossem os adeptos do Nazareno jogados às feras para serem estraçalhados. Inventavam-se novos suplícios. Mais de vinte mil pessoas haviam sido mortas. Anunciava-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do Imperador. As comemorações para recebê-lo deveriam, portanto, exceder a tudo o que já se vira. Foi providenciada uma reunião para programação dos festejos. Gladiadores, dançarinas, jograis, lutadores e atletas diversos estariam presentes. Foi quando uma voz lembrou: - "Cristãos às feras!" Todos aplaudiram a idéia, mas logo surgiram comentários de que isto já não era novidade. Em consideração ao visitante era preciso algo diferente. Assim, foi planejado que a arena seria molhada com resinas e cercada de farpas embebidas em óleo, sendo reunidas ali cerca de mil crianças e mulheres cristãs. Seriam ainda colocados velhos cavalos e ateado fogo. Todos gargalhavam imaginando a cena. O plano foi posto em ação. E no dia seguinte, conforme narra Humberto de Campos, ao sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, encontraram a morte, queimadas ou pisoteadas pelos cavalos em correria. Afirma o cronista espiritual que quase dezoito séculos depois, a Justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em dolorosa expiação na tragédia do circo, em Niterói.


Uma outra tragédia também mereceu dos Benfeitores Espirituais vários esclarecimentos. Por ocasião do incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, ocorrido no dia lº de fevereiro de 1974, o médium Francisco Cândido Xavier, em seu lar, em Uberaba (MG), ouvindo a notícia pelo rádio, reuniu-se em prece com quatro amigos, solicitando auxílio dos Benfeitores Espirituais para as vítimas. Atendendo ao apelo apresenta-se o Mentor Espiritual Emmanuel e escreve, através do médium, comovedora prece inserida no livro "Diálogo dos Vivos".


Dias depois, em reunião pública, na qual estavam presentes alguns familiares de vítimas do incêndio do Joelma, os poetas Cyro Costa e Cornélio Pires (Espíritos) manifestaram-se pela psicografia, ditando ao médium sonetos referentes à tragédia. O soneto de Cyro Costa traz uma dedicatória e transcrevemos, tal como está, no citado livro "Diálogo dos Vivos" (cap. 26, pág. 150):


“Deus não castiga ninguém. Admitindo que já vivemos antes, fica mais fácil compreender. Não ensinou o Cristo que quem com ferro fere, com ferro será ferido? Que todo homem será punido naquilo em que pecar? Dentro desse raciocínio legitimamente cristão, quem, em conjunto com outras pessoas, agrediu o próximo não teria que pagar em conjunto?”


É esse o chamado “carma coletivo”. Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina nosso presente, não existindo, pois, favoritismos, predestinações ou arbítrios divinos. O homem é o árbitro do seu destino, subordinado ao determinismo cósmico, essencialmente complacente e progressivo, transcendendo o espaço e o tempo.


Na provação coletiva, morte de muitos, em situações iguais, verifica-se a convocação dos espíritos encarnados, participantes do mesmo débito relacionado ao passado delituoso e obscuro. A história da civilização é um relato de crimes, violências e absurdos e lá estivemos juntos, “aprontando”... As Cruzadas, a inquisição, as injustiças de todas as guerras... Só se livra das dívidas, quitando-as. Quem não deve não paga. É por isso que muitos perdem o avião que se acidentaria dali a pouco, enquanto outros nele viajam inesperadamente. É lógico que quem escapou não fazia parte do grupo de devedores. E, como o espírito é imortal, deixando o corpo, ele parte para novas experiências, no aprendizado em direção à felicidade verdadeira e definitiva.


NÃO SOMENTE


Nem só de pão vive o homem..- Jesus. (MATEUS. 4:4)



Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.



Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.



Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.



Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.



Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.



Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.



Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.



Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.



Não apenas flores, mas também frutos.



Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa.


Não só teoria excelente, mas também prática santificante.



Não apenas nós, mas igualmente os outros.



Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".



Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.



Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.



Texto retirado do livro “FONTE VIVA” – Emmanuel / Chico Xavier

O Sono




“Pobres homens! Como conheceis pouco os mais ordinários fenômenos que fazem vossa vida! Acreditais ser bastante sábios, julgais possuir uma vasta erudição e, a estas simples perguntas de todas as crianças: “O que fazemos quando dormimos? o que são os sonhos?”, ficais mudos. Não tenho a pretensão de vos fazer compreender o que vou explicar, porquanto há coisas para as quais vosso espírito não pode, ainda, submeter-se, por não admitir senão o que compreende.


O sono liberta inteiramente a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos momentaneamente no estado em que nos encontraremos, de maneira definitiva, após a morte. Os espíritos que cedo se desprenderam da matéria por ocasião da morte tiveram sono inteligente; quando dormem, se reúnem à companhia de outros seres superiores a eles; viajam, conversam e com eles se instruem. Trabalham até em obras que, ao morrer, acham concluídas. Isso nos deve ensinar uma vez mais a não temer a morte, visto que, conforme a palavra de um santo, morreis diariamente.


Isto quanto aos espíritos elevados; para a massa dos homens, porém, que com a morte devem ficar longas horas nessa perturbação, nessa incerteza da qual falaram, ou irão para mundos inferiores à Terra, onde chamam antigas afeições, ou talvez buscarão prazeres mais deprimentes ainda do que os daqui; vão aprender doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis e mais nocivas do que as professadas em vosso meio. E o que faz a simpatia na Terra outra coisa não é senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, aproximados pelo coração daqueles com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer. O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do coração, que essas criaturas têm uma outra consciência, diferente da nossa, pois as conhecemos sem jamais as termos visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, pois que não intentamos fazer novos amigos, quando sabemos que há outros que nos amam e nos querem bem. Numa palavra, o sono influi em nossas vidas muito mais do que pensais.


Por efeito do sono os espíritos encarnados estão sempre em contato com o mundo dos Espíritos, e é isso que faz com que os Espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em reencarnar entre vós. Quis Deus que durante o seu contato com o vício eles viessem retemperar-se na fonte do bem, a fim de eles mesmos não falirem, logo eles que vinham instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu para os amigos do céu; é a recreação após o trabalho, à espera da grande libertação, a libertação final que os deve reconduzir ao seu verdadeiro ambiente.


O sonho é a lembrança do que viu o vosso espírito durante o sono, mas notai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais daquilo que vistes ou de tudo o que vistes; não é vossa alma em todo o seu desdobramento; muitas vezes não é senão a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou chegada, a que se junta a recordação daquilo que fizestes ou que vos preocupa no estado de vigília; sem isso, como explicaríeis esses sonhos absurdos, que tanto têm os mais sábios quanto os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas frágeis e pusilânimes.


Aliás, em breve vereis desenvolver-se uma nova espécie de sonhos, tão antiga quanto a que conheceis, mas que ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns profetas indianos: esse sonho é a lembrança da alma inteiramente desprendida do corpo, a lembrança dessa segunda vida que vos falava à pouco.


Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos, dentre aqueles que vos recordais, sem o que entrareis em contradições e em erros funestos à vossa fé.”


Observação - O Espírito que ditou essa comunicação, solicitado a declinar o nome, respondeu: “Para quê? Acreditais que somente os Espíritos dos grandes homens vos vêm dizer coisas boas? Não levais em nenhuma consideração aqueles que não conheceis ou que são ignorados na vossa Terra? Ficai sabendo que muitos não tomam um nome senão para vos contentar.”


Mensagem retirada da “Revista Espírita – Ano I – 1858 (Dissertações de Além-Túmulo, p. 507)”

Para refletir...



Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que a suplicam.


Seu poder cobre a Terra e, por toda parte, ao lado de cada lágrima, põe o bálsamo que consola.


O devotamento e a abnegação são uma prece contínua e encerram profundo ensinamento: a sabedoria humana reside nessas duas palavras.


Possam todos os espíritos sofredores compreender estas verdades, em vez de reclamar contra as dores, os sofrimentos morais, que são aqui na Terra o vosso quinhão.


Tomai, pois, por divisa, essas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe.


O sentimento do dever cumprido vos dará a tranqüilidade de espírito e a resignação.


O coração bate melhor, a alma se acalma e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o espírito.


Espírito de Verdade

Harvre, 1863




Texto retirado do “Evangelho Segundo o Espiritismo” – Cap.VI – O Cristo Consolador

O Espiritismo



“O espiritismo está chamado a esclarecer o mundo, mas lhe é necessário um certo tempo para progredir. Ele existiu desde a criação, mas não foi conhecido senão por poucas pessoas, porque a massa, em geral, pouco se ocupa em meditar sobre as questões espíritas.


Hoje, com a ajuda desta pura doutrina, far-se-á uma luz nova. Deus, que não quer deixar a criatura na ignorância, permite aos espíritos elevados virem em nossa ajuda para contrabalançar o espírito das trevas que tende a envolver o mundo; o orgulho humano obscurece o julgamento e faz cometer muitas faltas neste mundo; são necessários espíritos simples e dóceis para comunicar a luz e atenuar todos os males.


Coragem! Persisti nesta obra, que é agradável a Deus, porque ela é útil para sua maior glória e dela resultarão grandes bens para a salvação das almas.”


Mensagem pelo Espírito François de Sales, presente na Revista Espírita, 1860, p. 129


Quem faz Pensar?

Olá, amigos!


Hoje a minha querida amiga Du me proporcionou uma alegria imensa ao me oferecer o selo "Uma Mulher que faz Pensar", este que apresento aqui:



Vejam o que ela falou em sua justificativa:


“the Oscar goes to: Adriana, você também me faz pensar no meu lado espiritual e isso está me fazendo muito bem - o selo também é seu querida!”


Du, você não sabe a satisfação que tenho ao ver você falar isso, que estou te ajudando a pensar no seu lado espiritual. Mas acho que o mérito não é meu e sim seu, pois de nada adiantaria você vir aqui e simplesmente ler os textos sem parar um pouco para refletir... Olha só, já estou te fazendo pensar, hein?!? Rsrsrs...


Gente, brincadeiras à parte, a minha intenção quando criei este blog foi justamente esta, não de ganhar prêmios – apesar de isso ser uma conseqüência muito gratificante para mim, pois ao receber tanto carinho vejo que estou de fato fazendo a diferença na vida de alguém – mas a minha idéia principal sempre foi a de compartilhar com vocês tudo o que tenho aprendido com o espiritismo e poder levar um pouco do conforto e da alegria que a doutrina espírita nos proporciona através dos seus esclarecimentos.


É óbvio que receber prêmios é uma coisa muito legal, e isso me faz pensar que estou no caminho correto e isso me dá ânimo renovado para continuar sempre assim. Mas não posso deixar que a vaidade e o orgulho me dominem, afinal, sei o quanto esses sentimentos são prejudiciais e assim não posso deixar de agradecer aqui acima de tudo a Deus, pois sem Ele nada disso estaria acontecendo. Obrigada Pai, por me proporcionar esta oportunidade de estudar a doutrina espírita, por compreendê-la e por ter condições de dividir um pouco do que tenho aprendido com todos os que visitam este blog, abençoa a todos nós, Senhor, hoje e sempre! Assim seja...


Du, mais uma vez agradeço o seu carinho de sempre, gostaria somente de avisar que não colocarei o selo na página principal do blog, pois tenho a convicção que de fato não sou EU que faço pensar, mas sim, a ESPIRITUALIDADE AMIGA que nos passou tantas mensagens edificantes e que eu apenas repasso aqui...


Abraços a todos e um ótimo domingo... Cheio de paz e luz!


Adriana