As revelações dos Espíritos convidam naturalmente a ideais mais elevados, a propósitos mais edificantes.
(Do livro “Roteiro” – Psicografia de Francisco Cândido Xavier)
“Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” André Luiz
As revelações dos Espíritos convidam naturalmente a ideais mais elevados, a propósitos mais edificantes.
(Do livro “Roteiro” – Psicografia de Francisco Cândido Xavier)
Que é Deus?
- É o Espírito puro, incriado, eterno, causa inicial e ordenadora do universo.
Pode-se definir Deus?
- Deus é indefinível. Definir é limitar; ora, Deus é infinito; ele é o círculo eterno cujo centro está por toda parte e a circunferência em parte alguma.
Não se pode, pois, penetrar nunca a natureza íntima de Deus?
- Nunca. Deus é como o sol; se o olharmos em seus raios, ele nos ilumina.
Onde está Deus?
- Em toda parte, porque seu Ser infinito não pode estar circunscrito em nenhum lugar.
Pode-se provar a existência de Deus?
- De uma forma direta e sensível, não; porque ele não está sob nossos sentidos.
O universo, entretanto, não prova a existência de Deus?
- Sim. Mas não o mostra. Deus se oculta sob o véu transparente das coisas, como para nos forçar a procurá-lo e nos proporcionar o gozo de descobri-lo.
O homem não traz consigo a ideia de Deus?
- Sim. A ideia de Deus está no fundo da consciência humana, como as estrelas no fundo da noite. De todas as provas de sua existência esta é a mais segura e a melhor, porque é inata na alma, como um reflexo da verdade eterna.
Deus é único no infinito?
- Sim. Deus é único, porque não há senão um único Deus; porém ele não está solitário, porque a vida universal evolui nele, por ele e em torno dele.
Os Espíritos estão, portanto, em torno de Deus?
- Sim. Deus é o lugar dos Espíritos, isto é, o foco eterno de luz e de amor, no qual vêm se iluminar todas as inteligências.
Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis
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Para entender melhor sobre o conceito de Deus segundo a Doutrina Espírita e a sua relação com outros conceitos, leia os seguintes textos:
- O Espiritismo não advém do Panteísmo
- Diferenças entre Panteísmo e Espiritismo
Temas: Deus, Léon Denis
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Uma vez mais a humanidade se vê sob a tensão de um novo conflito mundial. Ameaças proliferam a toda hora. O fio da racionalidade se estica a cada dia e pode se romper a qualquer momento. A tensão aumenta, fazendo com que muitos, à essa altura, cheguem a duvidar de uma solução obtida por meios diplomáticos. Um novo conflito de proporções e conseqüências imprevisíveis se desenha no cenário sombrio do Planeta, atemorizando a todos.
E o Espiritismo, o que pode nos dizer a respeito? Como Doutrina filosófica, de bases científicas e conseqüências morais, o Espiritismo se relaciona com tudo o que diz respeito ao nosso processo existencial, pois objetiva contribuir para o progresso da humanidade, tornando-a melhor.
Allan Kardec tratou do tema na parte terceira do Livro dos Espíritos, que reservou para o ensinamento dos Espíritos a respeito das Leis Morais. No capítulo referente à Lei de Destruição, a guerra foi arrolada pelos Espíritos como um de seus agentes. Indagados sobre a sua causa, os orientadores espirituais afirmaram que é conseqüência da predominância da natureza animal do homem sobre a espiritual e do transbordamento de suas paixões. Esclarecem, ainda, que Deus permite que assim aconteça para propiciar ao homem a oportunidade de uma evolução mais rápida, no sentido de atingir a liberdade e o progresso.
Temos aí, portanto, pelo ensinamento da Espiritualidade, um diagnóstico das causas desse mal. Ensinam, também, os benfeitores espirituais que, no estado de barbaria, os povos somente conhecem o direito dos mais fortes, daí vivenciarem um estado de guerra permanente, que vai se modificando à medida que o homem progride. Fica-nos, então, um questionamento: da época da revelação dos Espíritos até os dias de hoje, decorridos quase cento e cinquenta anos, não terá a humanidade progredido o suficiente para evitá-la?
A explicação vamos encontrar mais adiante, no capítulo que estuda a Lei do Progresso. Lá encontramos que o progresso possui duas vertentes: a moral e a intelectual. Vemos mais: que o progresso moral decorre do intelectual, que faz o homem compreender a diferença entre o bem e o mal. Enquanto não desenvolve o senso moral, o progresso intelectual é utilizado para a prática do mal, servindo-lhe de instrumento.
Não há como deixar de reconhecer o quanto a humanidade progrediu em termos científicos e tecnológicos, trazendo condições de vida mais seguras e confortáveis a muitos. Todavia, o progresso moral, como disseram os Espíritos, é sempre mais demorado e não consegue acompanhar o avanço da inteligência.
Se compararmos com a situação vivenciada há alguns milênios, é claro que a humanidade progrediu também moralmente. Naquelas priscas eras, uma verdadeira selva reinava na face do planeta. O estado de barbaria então vigente é testemunhado em várias obras psicografadas pelos que o viveram, dentre quais podemos destacar as que compõem a chamada “série histórica” de Emmanuel. Naquela época, o direito à vida não era minimamente respeitado e matava-se por tudo e por qualquer coisa.
Hoje a sociedade se humanizou um pouco mais, embora em diferentes graus, que variam conforme a evolução já alcançada pelos diversos povos que a compõem. Mas ainda nos encontramos moralmente atrasados em comparação com a evolução intelectual alcançada.
Assim, a predominância do mal, que caracteriza um mundo de provas e de expiações, impele os mais desenvolvidos intelectualmente e, em conseqüência mais fortes, a buscarem, cada vez mais, ampliar seus poderes em detrimento dos mais fracos.
As conseqüências de uma guerra somente são avaliadas em termos materiais. Estima-se o seu custo econômico e quantas vidas físicas serão ceifadas. Mas as conseqüências espirituais sequer são mencionadas, permanecendo ignoradas pela imensa maioria. O Espiritismo esclarece o quanto os danos materiais, que são passageiros, são ínfimos, se comparados ao custo espiritual que o indesejado acontecimento acarreta. Os seus responsáveis terão de suportar, no mundo espiritual e em encarnações futuras, os efeitos da lei de ação e reação que rege o Universo. Na questão 745 do Livro dos Espíritos, respondendo a Kardec sobre a responsabilidade daquele que suscita a guerra para proveito seu, os Espíritos ensinam que “grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição”.
No livro “Nosso Lar”, André Luiz relata a repercussão, na Colônia do mesmo nome, dos momentos que antecederam a eclosão da segunda guerra mundial. Toda a Colônia se mobilizou em preparativos para receber os espíritos que deixariam a carne em conseqüência do conflito, que, certamente, seriam em grande número, como de fato aconteceu.
Do plano espiritual nos vem também a notícia de que muitos dos protagonistas daquele episódio, responsáveis por tantos sofrimentos, expiam suas faltas em regiões da África de absoluta miséria, onde têm de suportar uma existência penosa, sem nenhum tipo de facilidade, como forma de se reequilibrarem perante a Lei.
Portanto, segundo o Espiritismo, a guerra, longe de ser uma situação irreversível, é resultado de um estado passageiro da humanidade. À medida que o homem progride moralmente, ainda que de maneira lenta, pois a Natureza não dá saltos, as guerras tendem a se tornar menos freqüentes, porque ele passa a evitar as suas causas. Dia virá, certamente, em que ela estará totalmente banida do nosso meio, pois a humanidade se elevará e aprenderá a conviver com seus semelhantes, respeitando a Lei de Igualdade.
O ensinamento do Cristo, revivido e esclarecido pelo Espiritismo, é a bússola que nos levará a esse porto seguro. Quando todos conhecerem a imortalidade do espírito, a realidade da vida futura, o processo da reencarnação e a justiça da lei de causa e efeito, o homem não mais provocará a guerra. Se os governantes já estivessem de posse do conhecimento dessas verdades, por certo agiriam de maneira diferente, pois temeriam as conseqüências de seus atos. Enquanto isso não acontece, continuemos fazendo a nossa parte, orando e trabalhando pela paz, rogando todos os dias à Espiritualidade Superior para que ilumine e apascente os homens, fazendo-os moderar suas ambições.
Por Sérgio dos Santos Rodrigues / Equipe CVDEE
Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...
Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.
Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai Nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.
Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.
Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.
Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.
Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
A paz do Divino Mestre.
Nas lutas, nunca te esqueça
Deste conceito profundo:
O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.
Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.
Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.
Ano Novo!... Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.
Ano Bom!... Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.
Ditada pelo Espírito Casimiro Cunha.
Médium: Francisco Cândido Xavier
Retirado do site Grupo Espírita Renascer
Temas: Ano Novo, Casimiro Cunha, Mensagens, Poesia
artigos relacionados:Aceita a fatalidade do progresso.
Trabalha e segue adiante.
Medita na necessidade dos outros.
Procura colocar-te no lugar do próximo, exercitando compreensão.
Não guarde ressentimentos.
Auxilia para o bem geral quanto se te faça possível.
Atende às próprias obrigações.
Não tentes felicidade fora da consciência tranquila.
Observa que não estás sem motivo em teu grupo familiar.
Honra os encargos que abraçaste.
Ama sem o cativeiro das afeições possessivas.
Agradece o carinho que recebes sem exigi-lo.
Estuda e melhora-te para ser mais útil.
Não intentes transformar a ninguém pela força.
Ampara sem reclamar retribuição.
Atravessa as dificuldades com paciência.
Não zombes dos sentimentos alheios.
Não peças para que outrem caminhe com teus passos.
Habitua-te à simplicidade e à disciplina.
Suporta com calma aquilo que não possas modificar.
Usa o descanso apenas como pausa para mais trabalho.
Não te queixes.
Não percas tempo com atividades inúteis.
Conserva, quanto possível, os contatos com a natureza.
Abençoa todos os companheiros, sem lamentar os que se afastem de ti.
Não te voltes para trás.
Evita o pessimismo.
Recorda sempre que a esperança é uma luz eterna.
Não te envaideças com vantagens que são empréstimos de Deus.
Considera por vitória o desempenho dos próprios compromissos.
Cultiva equilíbrio e serenidade.
Foge a qualquer forma de violência.
Aceita a realidade de que possuis unicamente aquilo que constróis por amor.
Entrega-te a Deus, na oração, cada dia.
Desse modo, terás contigo a paz por dentro e assim pacificarás.
Emmanuel
(Do livro “Buscas e Acharás”, FCXavier, edição IDEAL)
Se você não consegue evitar a irritação, use o silêncio.
Se não aprova o socorro material aos necessitados, não apague a chama da beneficência no coração daqueles que a praticam.
Se ainda não sente facilidade para esquecer as faltas alheias, não considere por subserviência a atitude louvável dos irmãos que olvidam o mal, a qualquer instante, em louvor do bem.
Se não acredita no valor do diálogo construtivo, em favor dos irmãos ignorantes e infelizes, não menospreza o esforço daqueles que cultivam buscando a libertação dos companheiros ensombrados em desequilíbrio.
Se não admite o amparo das entidades humildes, na supressão das dificuldades de espírito e das desarmonias do corpo, enquanto estamos na Terra, não menoscabe o apoio de semelhantes auxiliares que se guiam pelas bênçãos da Natureza.
Se não dispõe de recurso apara a cordialidade com todos, não impeça que outros a exemplifiquem, na prática da fraternidade.
Se não suporta o clima de intercâmbio com os amigos encarnados ou desencarnados, ainda presos, de certo modo, às trevas de espírito, não subestime o trabalho de quantos se dedicam a reconfortá-los e esclarecê-los.
Se não podes abraçar os portadores de opiniões e crenças diversas das suas, não julgue por irresponsabilidade a tarefa respeitável de quantos se aplicam à solidariedade para aproveitamento no bem de todos os obreiros da fé que nos partilhem a convivência e o caminho.
Se não sabe unir os irmãos de experiência na sustentação das boas obras, não tenha por bajulação o comportamento daqueles que colaboram na harmonia e no entrosamento de todos os corações para o bem.
É natural pense cada um como possa e ninguém deve promover a violência na Obra de Deus, mas, em qualquer tempo e situação, estejamos certos de que muito coopera e auxilia sempre quem trabalha e não atrapalha.
André Luiz
In: “Endereços da Paz” - Francisco Cândido Xavier
Temas: André Luiz, Mensagens
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Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silêncio para orar.
Há tanta dor no mundo, Senhor!
Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;
pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;
pelos que se comprazem, como se fossem abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comércio carnal;
pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;
pelos que malsinam moçoilas e rapagotes inexperientes, deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão;
pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;
pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escusos, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;
pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo;
pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!
Senhor!
Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.
"Não sabem o que fazem!" - perdoa-os, Senhor!
Neste Natal, evocando o momento em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na névoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.
Joanna de Ângelis
In: 'Celeiro de Bênçãos' - Divaldo Pereira Franco
Temas: Joanna de Ângelis, Natal, Oração
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“Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.” Emmanuel
Este espaço foi criado com o objetivo de falar um pouco a respeito do Espiritismo e visa, principalmente, trazer alguns esclarecimentos a respeito desta doutrina tão consoladora, mas ainda tão pouco compreendida por tanta gente...
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei” Allan Kardec
“Lembra-te de Jesus, cuja Infinita Misericórdia

“Em todo instante, confio em Deus. No que faço, penso em Deus. Com quem vivo, amo a Deus. Por onde sigo, sigo com Deus. No que acontece, Deus faz o melhor. Tudo o que tenho, é bênção de Deus.” Emmanuel (Ação e Caminho – Chico Xavier)